"Nós erramos quando nos consideramos justos, quando pensamos que os maus são os outros"
“Nós erramos quando nos consideramos justos, quando pensamos que os maus são os outros”O Papa Francisco disse no Ângelus deste domingo, na Praça de São Pedro, que a Igreja deve dar especial atenção aos pecadores, como fazia Jesus Cristo, e lamentou a rigidez dos que recusam a Misericórdia de Deus:
“Nós erramos quando nos consideramos justos, quando pensamos que os maus são os outros. Julgamo-nos bons porque, sozinhos, sem a ajuda de Deus, que é bom, não sabemos vencer o mal”.
O Papa recordou que o “amor infinito de Deus” pode ser “recusado” por nós:
“É um risco que também nós corremos: acreditar num Deus mais rigoroso do que misericordioso, um Deus que derrote o mal com o poder, mais do que com o perdão. Não: Deus salva com o amor, não com a força”.
Ele também lembrou que Jesus acolhia os pecadores e comia com eles, o que escandalizava alguns dos Seus contemporâneos.
“A frase que poderíamos escrever nas portas das nossas igrejas é: ‘Aqui Jesus acolhe os pecadores e os convida à Sua mesa'”.
Francisco propôs aos católicos a leitura do capítulo 15 do Evangelho de São Lucas, no qual Jesus nos apresenta três parábolas fundamentais sobre a Misericórdia Divina: a da ovelha perdida, a da moeda encontrada e a do filho pródigo.
“Deus espera por nós, não se cansa, não perde o ânimo. Porque somos nós, cada um de nós, aquele filho abraçado de novo, a moeda encontrada, a ovelha acariciada e colocada aos ombros. Ele espera, todos os dias, que nos lembremos do Seu Amor”.
O Santo Padre também destacou a ajuda de Maria para abraçarmos a Misericórdia de Deus:
“Que Nossa Senhora, desatadora dos nós da vida, nos livre da pretensão de nos julgarmos justos e nos faça sentir a necessidade de ir ao encontro do Senhor, que espera para nos perdoar”.












