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Por que o Papa Bento XVI ficou conhecido como o “Papa Verde”

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Antes do Papa Francisco, a mídia elogiou Bento XVI por sua posição inovadora sobre a proteção ao meio ambiente

Embora o Papa Francisco seja considerado um Papa que promove grandes avanços na questão ambiental, a mídia apelidou apenas um pontífice de “Papa Verde”.

Vários meios de comunicação rotularam o Papa Bento XVI como o “Papa Verde” por sua posição inovadora frente à proteção do meio ambiente. O título veio depois que Bento XVI escolheu um tema interessante para o Dia Mundial da Paz em 2010: “Se você deseja cultivar a paz, proteja a criação”.

Através desse tema, ele detalhou por que o mau uso da natureza tem sido a principal causa dos conflitos mundiais. Bento XVI abriu sua mensagem com um apelo emocionante, que, por hora, parece ter vindo da boca do Papa Francisco:

O respeito à criação é de imensa consequência, principalmente porque a criação é o começo e o fundamento de todas as obras de Deus, e sua preservação se tornou essencial para a coexistência pacífica da humanidade. A desumanidade do homem para com o homem deu origem a inúmeras ameaças à paz e ao desenvolvimento humano autêntico e integral – guerras, conflitos internacionais e regionais, atos de terrorismo e violações dos direitos humanos. Ainda assim, não menos preocupantes são as ameaças decorrentes da negligência – se não completamente abusiva – da terra e dos bens naturais que Deus nos deu. Por esse motivo, é imperativo que a humanidade renove e fortaleça “essa aliança entre os seres humanos e o meio ambiente, que deve refletir o amor criativo de Deus, de quem viemos e em direção a quem estamos caminhando”.

Papa Bento XVI ficou só no discurso, suas ações apoiaram suas palavras.

De acordo com a National Geographic, “ele aprovou um plano para cobrir a Sala Paulo VI, no Vaticano, com painéis solares suficientes para alimentar a iluminação, o aquecimento e o resfriamento de uma parte do país inteiro. Ele também autorizou o banco do Vaticano a comprar créditos de carbono, financiando uma floresta húngara que tornaria a cidade-estado católica o único país totalmente neutro em carbono. E vários anos depois, ele usou uma papamóvel híbrido”.

É verdade que o Papa Francisco escreveu a primeira encíclica que tratou extensivamente de várias preocupações ecológicas, mas o Papa Bento XVI foi quem lançou as bases – e foi extremamente sincero sobre a importância de ser um mordomo fiel da criação.

De muitas maneiras, o Papa Francisco está simplesmente construindo o legado do Papa Bento XVI, continuando o trabalho que começou.

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