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A verdade por trás dos adolescentes que se machucam

TEENAGER WORKING
Shutterstock
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Adolescentes que recorrem a automutilação ou a outras lesões pessoais estão realmente gritando por ajuda

A automutilação entre os adolescentes não é um capricho, moda ou forma de atrair atenção. A automutilação (autolesão ou lesão autoprovocada intencionalmente) tem causas complexas, é difícil de parar e é um sinal de que a ajuda é necessária.

Quando uma criança entra na adolescência, é fácil para os pais ceder à ilusão de que são menos necessários. Afinal, os meninos e meninas dessa idade podem esquentar sua própria comida ou talvez até cozinhar algo impressionante; podem ficar sozinhos em casa e ir ao supermercado. Muitas vezes, esse cenário é acompanhado pela expectativa de que, já que eles já estão crescendo, de alguma forma já devem ser adultos: como se pensassem, se comportassem e agissem como pessoas totalmente maduras.

Mas na verdade o período da adolescência pode ser cheio de ansiedade e experiências extremamente difíceis. O que é superficialmente visto como “revolta adolescente” reflete um conflito interno que eles sentem enquanto procuram respostas para perguntas sobre sua identidade, o significado da vida e as leis que a governam. Eles se tornam incrivelmente vigilantes ao encontrar inconsistência entre o que os pais dizem e o que fazem, e muito sensíveis à forma como a sociedade retrata os adolescentes.

A automutilação é uma expressão externa da grande tensão e estresse desse período para os adolescentes. É uma tentativa desesperada de lidar com a dor mental. A dor física ajuda a redirecionar momentaneamente a atenção do sofrimento emocional. O corte e outras formas de automutilação são procurados como um meio de aliviar o estresse e dar uma ilusão de algum tipo de controle sobre uma situação da qual eles não podem ver uma saída, algo semelhante ao álcool ou outras drogas para viciados.

A automutilação às vezes é uma espécie de “ensaio” para o suicídio. Manifesta uma extrema falta de auto-aceitação ou um sentimento de que os problemas que alguém está enfrentando são insuportáveis. Também pode ser uma tentativa de lidar com a raiva que eles não encontram outra maneira de expressar, nomear e usar de forma construtiva. Ao se mutilarem, os adolescentes voltam sua raiva contra si mesmos.

Ler fóruns na internet em que os adolescentes expressam seus sentimentos nos dá profunda tristeza. O que os meninos e meninas que se machucam escrevem no abismo do ciberespaço? “Já tive o suficiente da minha vida. Brigas constantes com meus pais, humilhação da minha irmã que, além de tudo, me bate, e outros problemas. Não tenho ninguém em quem possa confiar completamente. Estou me cortando. Eu quero me matar porque todo mundo se afastou de mim, não tenho amigos, ninguém. Eles me xingam, estou cansado disso.”

Ajuda necessária imediatamente

Em julho, uma página polonesa na internet chamada “Porcelain Angels”, criada por Amelia Gruszczyńska (uma estudante do ensino médio na Polônia) e outros adolescentes que sofreram graves crises, fez uma enquete sondando pessoas que se machucam. Nas respostas à pesquisa, há algumas recorrentes, como “preciso de alguém para me abraçar” e “preciso de alguém próximo para estar comigo, para me dizer que precisa de mim.”

Essas falas nos dão uma pista importante. Os adolescentes querem que estejamos com eles. Eles querem uma proximidade sem julgamento, a presença terna e acolhedora de um adulto sábio que os guiará em um mundo cheio de perguntas e sofrimento. Eles precisam de alguém que não levante um muro de críticas, mas que os aceite como são.

Solidão

Os adolescentes sofrem de solidão em famílias e contextos onde têm dificuldade em se relacionar com os outros ou expressar sua dor.

A automutilação é um sinal de que é necessário falar sobre sentimentos e dificuldades. É um pedido silencioso de ajuda: sofrimento coberto por uma cortina de vergonha e, às vezes, também uma máscara revolta. É uma maneira desajeitada de expressar as necessidades mais íntimas de seu ser: “Veja-me. Perceba-me. Ajude-me. Não me deixe.”

Não podemos ignorá-los. Precisamos ajudá-los. Se seu filho estiver envolvido em cortes ou outras formas de automutilação, informe-se e procure aconselhamento profissional.

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