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Como saber se você está sendo piedoso em excesso

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Esteja atento a essas armadilhas, porque Jesus nos diz que precisamos estar

Jesus alertou várias vezes sobre o excesso de piedade.

“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’ deve entrar no Reino dos Céus”, disse Ele, “mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus.” Ele até especificou que algumas pessoas piedosas em excesso serão expulsas, pois praticam a iniquidade (cf. Mt 7, 21-23).

Em outra passagem do Evangelho, Jesus parece sugerir que mesmo frequentadores de missas podem estar nesse grupo. Ele diz que alguns lhe dirão: “Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas”, e ouvirão dele: “apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade” (cf Lc 13, 23-27).

Então, como saber se somos piedosos em excesso? Fácil. Você sabe que é piedoso demais quando…

1) Quando suas práticas piedosas interferem em seu estado de vida, o que deveria vir primeiro

Aprendi isso com o padre C.M. Buckley, capelão da universidade que cursei. Ele entendia tão bem os hábitos dos estudantes que celebrava uma missa diária às 22h30. E ele entendia tão bem nossas fraquezas que nos dizia: “Eu nunca quero vê-los nesta missa se sua lição de casa não estiver pronta.”

Você é obrigado a ir à missa de domingo, mas não a uma missa diária. Deus está mais satisfeito por você cumprir as obrigações do seu estado na vida do que estaria se você deixasse suas obrigações de lado para passar um tempo na igreja.

Se você está na faculdade, seus estudos vêm primeiro. Se você é pai, sua família e seu trabalho vêm em primeiro lugar.

2) Quando você é piedoso por causa de sua própria glória, em vez da glória de Deus

João Batista teve muitos seguidores, mas no final ele se afastou, dizendo: “Ele deve crescer; eu devo diminuir”.

São Benedito Labre sentiu o mesmo. O santo mendigo francês costumava passar horas ajoelhado em oração. Mas quando ele ouvia alguém entrando na capela, ele rapidamente se sentava. Ele não queria ser visto em atitude piedosa.

São Josemaria Escrivá explicou: não queira ser como o galo dourado no topo de um grande edifício: por mais que brilhe e por mais alto que esteja, nada acrescenta à solidez da construção. É melhor ser como um velho bloco de pedra escondido na fundação, no subsolo, onde ninguém pode vê-lo: por sua causa a casa não cairá.

3) Quando você ora mais em público do que em particular

Quando você orar – disse Jesus –, entre no seu quarto e feche a porta e ore a seu Pai, que está em segredo; e seu Pai, que vê em segredo, o recompensará.

Pode acontecer facilmente, porém, dessa ser a única forma de oração que nunca fazemos. Oramos nas refeições, eventos especiais e missas – mas nunca de forma privada. Isso tem que mudar.

Muitos de nós foram testemunhas das orações públicas de São João Paulo II. Mas o monsenhor Slawomir Oder, quando liderou a causa de canonização do falecido papa, descobriu muito mais. Por exemplo, o Papa João Paulo II dormiu no chão de seu quarto a maior parte de sua vida como uma forma de mortificação e desarrumava sua cama para fazê-la parecer usada.

Ele fazia isso apenas por Deus, já que ninguém jamais saberia. É assim que nossa vida espiritual deve ser principalmente.

4) Quando você não sabe por que está realizando um ato de piedade

Os católicos se ajoelham no sacrário porque ele contém a Presença Real de Jesus Cristo, seu Senhor e Rei.

Mas muitos fazem a genuflexão em ocasiões em que não se está de frente para o Santíssimo Sacramento. Ou seja, existe uma prática piedosa, mas se perdeu o seu sentido.

Tenha cuidado com as práticas piedosas realizadas sem uma boa razão. Separadas de seu verdadeiro objetivo, podem facilmente se tornar gestos vazios ou até supersticiosos.

5) Quando sua piedade está queimando você

Ronald Knox, em seu livro Enthusiasm, traça a história de várias heresias e continua vendo o mesmo padrão: um grupo de pessoas descobre aquilo que considera uma expressão mais pura e intensa do cristianismo. Eles exigem mais de seus seguidores do que a Igreja. Frequentemente, esses grupos crescem rapidamente e desaparecem com a mesma rapidez quando as pessoas se cansam da disciplina.

John Ghaly descreveu como isso aconteceu com um amigo que pensava que seria um “mau católico” se não realizasse uma hora santa diária, missa, rosário e liturgia das horas. “Mas quando eu fazia todas essas coisas, estava infeliz e estava chegando ao ponto em que estava prestes a desistir de tudo. Não consegui encontrar paz ou felicidade.”

Gosto da maneira como um teólogo coloca: “cuidado com quem toma o que é meramente recomendado e o torna obrigatório, ou pega algo que a Igreja permite e o torna intolerável”.

Retornaremos no próximo artigo com a segunda parte de: “Como saber se estou sendo piedoso em excesso”

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