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A armadilha de Satanás quando tentamos encontrar a vontade de Deus

THE TEMPTATION OF CHRIST BY THE DEVIL

Félix Joseph Barrias | Wikipedia PD

Nicholas Senz - publicado em 18/09/19

São Francisco de Sales tem alguns conselhos surpreendentemente simples para não cair nas armadilhas do Maligno

São Francisco de Sales discutiu em seus escrito a questão da da vontade de Deus, e suas palavras são profundamente espirituais e, ao mesmo tempo, práticas.

Em primeiro lugar, ele adverte que a preocupação excessiva com a vontade de Deus, diante de pequenos assuntos em nossa vida cotidiana, pode realmente ser uma fonte de tentação.

Para a pessoa que tem o desejo ardente de sempre fazer a vontade de Deus, esse desejo pode ser distorcido pelo diabo, que semeia medo, dúvida e ansiedade sobre “se esta seria mesmo a vontade de Deus.”

Assim, a pessoa fica paralisada ​​pela indecisão, e nisso perde muito tempo, e enquanto se ocupa e está ansiosa para discernir o que é melhor. Em consequência disso, a pessoa perde o tempo para fazer muitas coisas boas, o que seria muito melhor para a glória de Deus, do que esse dilema constante entre o bom e o melhor, que fica tomando o seu tempo.

São Francisco aconselha a comprometer-se apenas com a oração e o discernimento daquelas decisões mais importantes que afetam seriamente o curso de nossas vidas.

A escolha da própria vocação, o planejamento de alguma questão de grande consequência, de algum trabalho que ocupe muito tempo, de uma despesa muito grande, da mudança de lar, da escolha de companheiros; em coisas assim, devemos considerar seriamente o que é mais adequado à vontade de Deus. Mas em pequenas questões cotidianas, nas quais até mesmo um erro não teria muita consequência nem seria irreparável, que necessidade há de negociá-los, examiná-los ou pedir conselhos sobre eles?

“Se for difícil…”

Isso nos leva a outro tipo de luta no discernimento. Ao escolher entre opções, grandes ou pequenas, alguns de nós tendem a pensar que a que for mais difícil deve ser o que é a vontade de Deus para nós.

Ou seja, se isso é difícil para mim e eu não quero fazer, deve ser algo que me purifique, por isso devo persegui-lo vigorosamente. Afinal, tenho de tomar minha cruz diariamente…

Embora tenhamos de ser realistas em reconhecer que o sacrifício faz parte da vida, e devemos buscar o benefício espiritual para nós e para os outros ao “oferecer” nossas dificuldades, ainda assim, muitos santos advertem contra a tentativa de buscar desnecessariamente dificuldades.

Em vez disso, podemos reconhecer que Deus usa nossos próprios desejos para manifestar Sua vontade, de modo que o que parece mais atraente para nós deve ser de fato aquilo que Ele deseja para nós.

São Francisco de Sales oferece esta sabedoria: “Não ame nada apaixonadamente, peço-lhe, nem mesmo a virtude, que às vezes ultrapassa os limites da moderação. Não sei se você me entende, mas acho que sim; Estou falando de seus desejos exagerados e zelo”.

Isso pode nos parecer estranho: como não poderei amar demais a virtude? Mas a resposta está na própria pergunta. A virtude é a média entre os extremos – “muito” de qualquer coisa não é virtuoso por definição.

Aqui, novamente, às vezes até nossos bons desejos podem se tornar ferramentas de tentação para nós.

Podemos ter uma paixão pela virtude e pela santidade. Mas exagerar nessa paixão pode ocultar um orgulho e um desejo não de fazer a vontade de Deus, mas de querer aquilo que Deus poderia fazer por nós, por exemplo, tornando-nos admiráveis.

Nessa mentalidade, esquecemos que todos são chamados à santidade e que os santos podem ser feitos de mães e pais, assim como de padres e freiras.

Como escreve São Francisco de Sales: “não é propriedade especial das rosas serem brancas. A cor-de-rosa e a vermelha podem ser mais bonitas: mas é a propriedade especial do lírio ser branco. Assim, da mesma maneira, sejamos o que somos e, enquanto vivermos, façamos o melhor que pudermos para honrá-Lo, a Ele de quem somos obra.”

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