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Por que alguns altares antigos são “enterrados” em cemitérios?

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Philip Kosloski - publicado em 18/09/19

O altar é um dos objetos mais sagrados de toda a Igreja. É sobre ele que se celebra a Eucaristia. Mas o que fazer quando este item não serve mais para o seu propósito?

Muitas vezes, quando um prédio da igreja católica é fechado, vendido ou demolido, os itens litúrgicos precisam ser descartados adequadamente. Embora na maioria dos casos esses itens sejam reutilizados em novas igrejas, às vezes não há lugar alternativo para colocá-los.

O que deve ser feito, então, com um antigo altar que não serve mais a um propósito?

Antes de tudo, a Igreja Católica concede a cada altar uma “bênção” ou “consagração” que o diferencia para o uso sagrado. Sobre o altar, o pão e o vinho eucarísticos são transformados no corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo. É um dos objetos mais sagrados de toda a Igreja.

De fato, um novo altar só pode ser consagrado por um bispo. Isso lembra, de alguma maneira, o batismo de um novo cristão, pois o bispo usa óleos sagrados para abençoar o altar e o veste com um tecido branco depois que as orações são concluídas. Dessa maneira, o altar se torna uma espécie de “sacramental”, no sentido de ter sido abençoado pela Igreja com o objetivo de santificar nossas vidas e celebrar os sacramentos.

Embora seja verdade que um altar pode ser “desconsagrado” pela autoridade competente da Igreja, ainda existe a necessidade de honrar o altar, ou pelo menos a mensa (parte superior do altar). Nessa mensa que o santo sacrifício da Missa era celebrado.

Semelhante a outros sacramentais, a mensa de um altar pode ser enterrada, e muitas paróquias enterram um antigo altar em seu cemitério (depois de remover qualquer relíquia de santos que possa estar nele).

Isso reconhece o mistério espiritual que foi realizado no altar e garante que ele seja tratado com o máximo respeito. Também nos lembra que o sacrifício da Missa não é uma mera encenação da Última Ceia, mas uma reapresentação fiel de um único evento que aconteceu quase 2.000 anos atrás.

A realidade espiritual por trás da Missa é profunda e tem um efeito poderoso neste mundo – e o enterro de um antigo altar honra esse fato.


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