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Papa: como não arruinar o sacerdócio

POPE AUDIENCE SEPTEMBER 18
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A padres e bispos, o Papa Francisco explicou como tratar bem o ministério sacerdotal

O Papa Francisco explicou hoje a padres e bispos como proteger o ministério sacerdotal, como forma de não arruiná-lo.

Segundo o Papa, em primeiro lugar, é preciso “ver o nosso ministério como um dom”. Francisco falava em homilia da missa na Capela Santa Marta.

A passagem bíblica comentada pelo Papa era da primeira Carta de São Paulo a Timóteo, proposta pela liturgia, destacando a palavra “dom”, seguindo o conselho de Paulo ao jovem discípulo: “Não descuides o dom da graça que tu tens”.

Não é um pacto de trabalho: “Eu devo fazer”, o fazer está em segundo plano; eu devo receber o dom e protegê-lo como dom e dali brota tudo, na contemplação do dom. Quando nós nos esquecemos disto, nos apropriamos do dom e o transformamos em função, perde-se o coração do ministério, perde-se o olhar de Jesus que olhou para todos nós e disse: “Segue-me”, perde-se a gratuidade.

Desta falta de contemplação do dom, do ministério como dom, brotam todos aqueles desvios que nós conhecemos, dos piores, que são terríveis, àqueles mais cotidianos, que nos fazem centralizar o nosso ministério em nós mesmos e não na gratuidade do dom e no amor por Aquele que nos deu o dom, o dom do ministério.

Contemplar e proteger

Citando o apóstolo Paulo, Francisco recordou que o dom é “conferido mediante uma palavra profética com a imposição das mãos por parte dos presbíteros” e que vale para os bispos, mas também “para todos os sacerdotes”.

O Papa destacou ainda “a importância da contemplação do ministério como dom e não como função”. Fazemos aquilo que podemos, esclareceu, com boa vontade, inteligência, “também com esperteza”, mas sempre para proteger este dom.

Esquecer a centralidade de um dom, acrescentou o Pontífice, é algo humano e deu como exemplo o fariseu que, no Evangelho de Lucas, acolhe Jesus em sua casa, ignorando “as inúmeras regras de acolhimento”, ignorando os dons. Jesus faz notar isso, indicando a mulher que doa tudo aquilo que o anfitrião esqueceu: a água para os pés, o beijo do acolhimento e a unção da cabeça com o óleo.

Havia este homem que era bom, um bom fariseu, mas esqueceu o dom da cortesia, o dom do acolhimento, que também é um dom. Sempre se esquecem os dons quando há algum interesse por trás, quando eu quero fazer isto, fazer, fazer… Sim, devemos, os sacerdotes, todos nós devemos fazer coisas e a primeira tarefa é anunciar o Evangelho, mas protegê-lo, proteger o centro, a fonte, de onde brota esta missão, que é propriamente o dom que recebemos gratuitamente do Senhor.

Não se tornar ministros empresários

A oração final de Francisco ao Senhor é para que “nos ajude a proteger o dom, a ver o nosso ministério primeiramente como um dom, depois um serviço”, para não arruiná-lo “e não se tornar ministros empresários, executores”, e tantas coisas que afastam da contemplação do dom e do Senhor, “que nos deu o dom do ministério”. Uma graça que o Pontífice pediu para todos os presentes, mas especialmente para aqueles que festejam os 25 anos de ordenação.

(Vatican News)

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