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Burkina Faso: aumento da violência jihadista é risco para comunidade cristã

HARLEM,NEW YORK,BURKINA FASO,CORPUS CHRISTI

Jeffrey Bruno

Fundação AIS - publicado em 22/09/19

Os ataques armados e a insegurança continuam a afectar as zonas norte e leste do Burkina Faso, obrigando a um deslocamento forçado das populações

As autoridades calculam que cerca de 300 mil pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas nos últimos tempos por causa do crescente número de episódios de violência normalmente associados a grupos jihadistas que se têm verificado no Burkina Faso e também nos países envolventes.

Este aumento da violência poderá significar, alertam os bispos do Burkina Faso, uma ameaça concreta para a presença, na região, da comunidade cristã.

Segundo dados divulgados na semana passada pelo escritório local das Nações Unidas, “os ataques armados e a insegurança continuam a afectar as zonas norte e leste do Burkina Faso, obrigando a um deslocamento forçado das populações”.

Estas populações estão agora a viver em centros de acolhimento situados principalmente em zonas urbanas. Djibo, Dori e Kaya são três desses centros. A Cruz Vermelha indica, por seu turno, que a violência armada está a causar também sérios problemas ao nível da saúde, calculando em mais de 500 mil as pessoas que estarão actualmente privadas de assistência médica.

Burkina Faso, Mali e Níger são alguns dos países que têm vindo a sofrer nos últimos tempos constantes ataques por parte de grupos jihadistas, numa espiral de violência que se estende já a outros países como é o caso do Togo e Benim.

“Ansaru Islam”, “Grupo de Apoio ao Islão e Muçulmanos” e a “Al-Qaeda do Magrebe Islâmico” são alguns dos principais grupos terroristas que actuam nesta zona de África.  Desde o início de 2015, os ataques jihadistas causaram mais de 570 mortes.

Os ataques que se têm verificado na região, até contra o exército e forças de segurança – como aconteceu a 19 de Agosto, com cerca de 30 soldados mortos e feridos em  Koutougou, no norte do Burkina Faso – estão a  ampliar os receios, por parte da Igreja Católica, de que se poderá estar perante uma ofensiva terrorista com o propósito de criação de um conflito inter-religioso.

Já no início do mês de Agosto, e como a Fundação AIS então noticiou, o presidente da Conferência Episcopal do Burkina Faso e do Níger, o bispo de Dori, D. Laurent Birfuoré Dabiré, havia denunciado os massacres de cristãos por parte de grupos jihadistas que actuam no país com apoio do exterior e que, segundo ele, “estão melhor armados e equipados” do que os elementos do exército nacional.

“Se o mundo continuar a não fazer nada, o resultado será a eliminação da presença cristã”, alertou o presidente da Conferência Episcopal.

Os grupos jihadistas – afirmou o prelado – “foram-se instalando” dentro do país, “atacando o exército, as estruturas civis e a população”. Agora – acrescentou o presidente da Conferência Episcopal – “os cristãos parecem ser o alvo principal. Eu acredito que eles estão a tentar desencadear um conflito inter-religioso”.

Já em Julho, o Bispo alertava para o risco da “eliminação” da comunidade cristã, após o assassinato de quatro fiéis em Bani, uma localidade situada também no norte do Burkina Faso.

“Se isto continuar assim sem ninguém intervir, o resultado será a eliminação da presença cristã nesta região e, no futuro, talvez também em todo o país”, dizia então o Bispo de Dori em declarações exclusivas à Fundação AIS após o assassinato de quatro cristãos em Bani, uma localidade situada no norte do Burkina Faso.

O Bispo de Dori lançou, através da Fundação AIS, um apelo à comunidade internacional para agir em favor dos cristãos do Burkina Faso, “Quem tiver esse poder, que acabe com esta violência”, pediu o prelado.

(Departamento de Informação da Fundação AIS)

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