Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Receba diretamente no seu email os artigos da Aleteia.
Cadastrar-se

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Você é obcecado em fazer as coisas rápido? Cuidado

ZEN
Kaspars Grinvalds | Shutterstock
Compartilhar

Velocidade sem reflexão pode ser contraproducente, veja o porquê

Vivemos em uma sociedade que recompensa a velocidade. Talvez possamos chamá-la de sociedade “velozes e furiosos”.

A maioria dos videogames para crianças e adolescentes inclui a velocidade como elemento essencial, em que os jogadores saltam sobre obstáculos ou superam seus inimigos para alcançar o próximo nível.

O mesmo acontece em nosso trabalho e com nossa comunicação. Queremos que nosso computador e telefone celular sejam cada vez mais rápidos, para que possam executar nossos comandos instantaneamente. Então, é claro, há mensagens “instantâneas”: o nome diz tudo.

A velocidade é valorizada porque nos ajuda a fazer mais coisas em menos tempo e (supostamente) a ter maior controle sobre o mundo ao nosso redor.

Inúmeros filmes e séries de TV idolatram as pessoas que tomam decisões rápidas e fazem as coisas rapidamente. A velocidade é uma característica de muitos super-heróis – e não apenas do The Flash.

Mas tenha cuidado! A velocidade não é útil se não for acompanhada de pensamento e reflexão. Se agirmos rapidamente, mas sem pensar primeiro, é possível que tenhamos problemas.

Lembre-se, a pressa é inimiga da perfeição

Aqui está um exemplo que todos nós provavelmente entenderemos: se estamos tentando preparar uma nova receita e reunimos os ingredientes, precisamos ler a receita inteira primeiro (instruções incluídas) para saber a ordem em que precisamos preparar as coisas.

Temos que levar em consideração o tempo de cozimento relativo das diferentes partes de uma refeição. Se apenas lermos o primeiro passo e começarmos a trabalhar imediatamente, poderemos acabar lendo um passo que diz algo como: “Ao fazer o passo anterior, derreta a manteiga em uma panela, para que fique pronta ao mesmo tempo …” Opa. A pressa pode gerar retrabalho.

Aprenda a lição

Algumas pessoas começam a agir sem saber exatamente qual é a melhor maneira de alcançar seu objetivo. Por exemplo, elas podem não se preocupar em verificar os informes de tráfego antes de iniciar uma longa viagem; elas acham que o mais importante é começar, e o resto se resolverá. No entanto, uma ou duas horas depois, presas no trânsito ou em um longo desvio, elas podem acabar percebendo seu erro.

Em nosso relacionamento com a família, amigos e colegas de trabalho, muitas vezes acontece que ouvimos algumas informações e reagimos impulsivamente. Ficamos chateados, enviamos um e-mail irritado, levantamos a voz, contamos a todos o quão injustamente fomos tratados…

Infelizmente, mais tarde, percebemos que as informações que recebemos eram incompletas ou não eram verdadeiras, e que como consequência nossa reação foi totalmente inadequada. Não podemos voltar atrás, mas podemos aprender a lição para a próxima vez.

De fato, a velocidade é frequentemente supervalorizada. Na realidade, só funciona a nosso favor se também estivermos usando a cabeça, e isso geralmente significa levar um pouco mais de tempo para refletir antes de agir.

Como podemos superar essa tendência à pressa? É fácil! Aqui estão três etapas:

1
PENSE NO QUE ESTÁ FAZENDO

O que eu estou fazendo? Essa pergunta nos ajudará a prestar atenção ao que estamos realmente fazendo agora, em vez de tentar fazer várias tarefas ou nos distrair facilmente.

Também é útil analisar se o que estamos fazendo é realmente a coisa mais importante que podemos fazer agora ou se nossas prioridades estão bagunçadas. Ao refletir, podemos determinar se estamos nos deixando levar pelo que é urgente e deixando de lado o que é realmente importante.

2
PERGUNTE-SE POR QUE ESTÁ FAZENDO O QUE ESTÁ FAZENDO

Estou agindo com base em um impulso? Estou cedendo à minha vaidade, esperando que os outros notem o quão rápido sou em comparação com meus colegas, amigos ou familiares? Estou agindo por orgulho, porque alguém fere meus sentimentos e eu quero vingança? Estaria na verdade tentando esconder minha própria preguiça, porque devo dedicar um tempo para estudar o que estou fazendo primeiro, mas é mais fácil para mim seguir em frente e começar a fazer alguma coisa sem antes descobrir os detalhes?

3
PERGUNTE-SE QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DO QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO

Se realmente pensarmos no que estamos fazendo, perceberemos que agir por impulso tem consequências. É melhor ter uma previsão do que se arrepender mais tarde. “Um grama de prevenção vale um quilo de cura”, como se costuma dizer! Isso pode ser particularmente útil quando se trata do que dizemos a outras pessoas, como gastamos dinheiro, ao que damos “like” nas redes sociais e como criamos nossos filhos.

Pensar bem e evitar ações impulsivas não necessariamente nos torna mais lentos, mas nos torna mais eficazes e felizes.

Boletim
Receba Aleteia todo dia
São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.