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Praça São Pedro: Papa inaugura escultura que retrata drama e desafio da imigração

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Complexa realidade da nossa época gera intensa discussão social, econômica, política e cultural em dezenas de países

O Papa Francisco abençoou neste domingo, no Vaticano, uma escultura que retrata “migrantes de todos os tempos” e cujo propósito é “recordar o desafio evangélico do acolhimento”.

A obra do escultor Timothy Schmalz será colocada na Praça de São Pedro e, segundo o artista, retrata 140 rostos reais de migrantes e refugiados. Em forma de barco, a escultura se inspira na passagem da Carta aos Hebreus que nos pede:

“Não vos esqueçais da hospitalidade, pela qual alguns, sem o saberem, hospedaram anjos” (Hb 13, 2).

Antoine Mekary | ALETEIA
Antoine Mekary | ALETEIA
Antoine Mekary | ALETEIA

Ao falar da obra de arte no final da Missa da Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado, o Papa declarou:

“Esta escultura, em bronze e argila, retrata um grupo de migrantes de várias culturas e diferentes períodos históricos. Quis colocar este trabalho artístico aqui na Praça de São Pedro para que recorde a todos o desafio evangélico do acolhimento”.

Uma complexa realidade dos nossos tempos

O cardeal Gualtiero Bassetti, presidente da Conferência Episcopal Italiana, saudou o Papa Francisco por ocasião da Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado e reafirmou o compromisso da Igreja em acolher “quem deixa a própria terra em busca de uma vida melhor”.

A migração é um complexo fenômeno que vai muito além do social e que hoje divide fortemente as opiniões na sociedade e na política de diversos países.

Governos e cidadãos se veem às voltas com o dilema dramático de acolher pessoas desesperadamente necessitadas de socorro e, ao mesmo tempo, proteger a própria população, cultura, economia e fronteiras diante de um fluxo massivo, descontrolado e insustentável de pessoas que, na maioria, são forçadas a fugir da própria terra, mas entre as quais, também, há aproveitadores de todo tipo.

Além da heterogeneidade das próprias massas de refugiados, há complexas discussões sobre quem e quais interesses podem estar por trás de ondas migratórias artificialmente provocadas.

A polêmica social é particularmente intensa na Itália e nos Estados Unidos, cujos governos têm sido especialmente enérgicos em restringir os acessos, mas também tem se tornado um assunto recorrente em países sul-americanos, como o Brasil, a Colômbia, o Peru, o Equador e o Chile, por causa das proporções extraordinárias do êxodo venezuelano.

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