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Vice-presidente Hamilton Mourão dá entrevista exclusiva à Rádio Vaticano

Rádio Vaticano Hamilton Mourão
Captura de Tela YouTube / Vatican News
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Ele representou o país na cerimônia de canonização de Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa nascida em solo brasileiro

Como vice-presidente do Brasil e representante do país na cerimônia de canonização de Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa nascida em solo brasileiro, o general da reserva Antônio Hamilton Mourão esteve presente na Celebração Eucarística deste domingo, 13 de outubro, na Praça de São Pedro. Antes da Santa Missa, ele se encontrou com o Papa Francisco dentro da Basílica e, depois da celebração, concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Silvonei José, da Rádio Vaticano.

A entrevista

Pode-se assistir na íntegra à conversa com o vice-presidente no canal do Vatican News no YouTube:

O site do Vatican News também destacou em texto alguns momentos da entrevista:

Sobre a canonização da Irmã Dulce, que passa a ser venerada como Santa Dulce dos Pobres:

“Esse nome é mais do que conveniente por todo o trabalho extraordinário que essa mulher fez. 37º brasileiro a ser canonizado. É uma mostra da força do catolicismo, da Igreja Católica, no Brasil”.

Sobre a obra da Irmã Dulce:

“A Irmã Dulce, com o seu trabalho, representa um segmento da sociedade civil brasileira, um segmento forte, dedicado ao auxílio das pessoas mais necessitadas. Um trabalho que ela começou de forma empírica, vencendo obstáculos o tempo todo. E hoje compete àqueles que receberam o legado prosseguirem com este trabalho”.

Ele acrescentou ser “óbvio” que os governos do município de Salvador, do Estado da Bahia e do Governo Federal devem propiciar os recursos necessários para a continuidade da obra.

Sobre a relação do Brasil com a Santa Sé:

“Dom Pedro I, já no século XIX, entre 1825 e 1826, mandou um representante para Roma, e esse ano estamos completando 100 anos que a nossa representação aqui na Santa Sé foi elevada à categoria de embaixada. Então é uma relação profícua, baseada nos princípios humanistas que regem a Igreja Católica e regem o nosso país”.

Sobre a ação da Igreja e do governo brasileiro na Amazônia:

“Existe um histórico de trabalho conjunto [entre a Igreja e o governo]. O bioma amazônico específico são 2,6 milhões de quilômetros quadrados, que seriam mais de 15 países da Europa. É uma região com características muito especiais, uma região de difícil acesso, um ambiente que não é fácil viver lá dentro, por causa da selva, da umidade. O transporte se dá maciçamente por meio hidroviário, e a Igreja Católica teve uma penetração que chegou até às pontas das nossas fronteiras, lado a lado com os primeiros desbravadores portugueses e posteriormente com demais entidades do Estado. Eu destacaria: onde eu passei boa parte da minha vida, que foi o exército, e o exército está presente na Amazônia, em todas as regiões. Eu tive a oportunidade de viver em São Gabriel da Cachoeira, que é considerado o município mais indígena do Brasil. Lá tínhamos o bispo da Igreja Católica, na época era um bispo de origem chinesa, Dom Song, e eu admirava muito o seu trabalho, porque ele pegava uma embarcação pequena, uma voadeira, e ia por aqueles rios afora na busca da evangelização e do contato com as diferentes comunidades. Então, Igreja e governo, dentro da região amazônica, têm interesses comuns e ligados especialmente ao desenvolvimento sustentável, ao apoio espiritual àquela população. Não podemos esquecer jamais que eles têm um método de vida e que nós temos que dar assistência técnica, capacitá-los para que vivam de forma coerente e de acordo com aquele meio ambiente”.

Sobre a preservação da Amazônia pelo governo:

“Sabemos dos problemas que ocorrem, problemas muitas vezes ligados às ilegalidades que são cometidas, e então os três entes governamentais, governos federal, estadual e municipal, devem ter um trabalho conjunto com a participação de forma pró-ativa, no sentido de que eventuais ilegalidades sejam combatidas”.

Sobre Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil:

“Todos nós que professamos a fé católica, mas outras religiões também, que acreditam na existência de um Ser Maior, de um grande arquiteto que controla esse universo, todos nós sentimos nos dias que referenciamos alguns dos nossos santos, e, no caso específico, 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, que é um momento de reflexão, um momento da gente buscar o nosso interior, e também de mostrar a nossa determinação para superar os obstáculos que ainda existem no nosso país, na busca de vencer as desigualdades”.

Leia também: Irmã Dulce, além da caridade: outros aspectos da sua vida merecem ser conhecidos

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