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Não caia nesta armadilha com seus filhos

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George Rudy - Shutterstock

María Verónica Degwitz - publicado em 17/10/19

Tenha cuidado com "mas todo mundo está fazendo isso!"

Criar filhos é um processo artesanal, não uma produção em massa. Cada criança precisa ser educada de acordo com sua própria personalidade, virtudes, defeitos e maneira de aprender.

Como pais, devemos estar cientes disso e entender que mesmo algumas regras básicas da casa podem ser flexíveis quando se trata de criar filhos muito diferentes.

Essa filosofia educacional pode ser difícil para os nossos filhos entenderem porque eles estão imersos em uma cultura da igualdade. Para eles, é uma injustiça se alguns têm permissão para sair e outros não, ou alguns têm acesso a coisas que outros não têm. Especialmente durante a adolescência, eles podem se sentir parte de uma comunidade na qual todos deveriam ter os mesmos privilégios.

É quando eles começam a reclamar, dizendo: “mas todos os meus amigos estão fazendo isso!” Ou “os pais da minha amiga dão permissão para ela sair” ou “Todo mundo na escola tem um!” Usando esses argumentos e outros semelhantes, eles tentam negociar com os pais em relação a regras que lhes parecem injustas.

Muitos pais caem na tentação de ceder porque sentem incerteza sobre como impor disciplina e quais regras seguir, e sentem que, se forem com a maioria, há uma chance menor de errar. Sem perceber, eles estão colocando o futuro de seus filhos nas mãos de uma maioria anônima.

Nessas circunstâncias, é importante ter em mente algumas coisas:

Muitas vezes, “todo mundo está fazendo isso” não é verdade. Às vezes, se dedicarmos um tempo para investigar, perceberemos que essa expressão é apenas uma figura de linguagem; existem muitos jovens que não estão, de fato, “fazendo isso”.

  1. Mesmo que seja verdade que “todo mundo está fazendo isso”, seja o que for, não há nada de errado em proibir nossos próprios filhos de fazê-lo. Às vezes, nós, pais, cometemos o erro de tentar criar nossos filhos seguindo o rebanho. Tornamo-nos amigos dos pais dos amigos de nossos filhos e tentamos chegar a um acordo sobre determinadas permissões.
  2. Embora isso pareça ótimo, é importante lembrar que nossos filhos são únicos e nossa família também. Não devemos nos sentir pressionados a fazer ou não fazer algo apenas para nos adequarmos ao que as outras pessoas estão fazendo, mesmo que essas pessoas pensem como nós e estejam muito perto de nós. Não vamos deixar o argumento de que “todo mundo está fazendo isso” também nos arraste.
  3. Ir contra o fluxo às vezes é bom para nós. Nossos filhos precisam aprender isso. Ser diferente não nos torna inferiores, e para os adolescentes, isso pode ser difícil de entender e aceitar. Temos que cultivar a auto-estima saudável de nossos filhos e seu orgulho de ser autênticos. A capacidade de dizer “não”, mesmo quando todo mundo está dizendo “sim”, tornará nossos filhos verdadeiramente livres. A única maneira de aprender essa liberdade é ver que seus pais são verdadeiramente livres quando se trata de criá-los e que o que importa para eles não é o que é popular, mas o que é certo.
  4. Dizer “não” pode salvar nossos filhos. Às vezes, essas discussões com nossos filhos podem ser sobre coisas triviais, mas outras vezes, sem saber, podemos estar debatendo coisas que podem arriscar a vida ou o futuro de nossos filhos. Quando a frase “todo mundo está fazendo isso” aparecer, temos que ser firmes em nossa resposta: “talvez sim, mas você não é todo mundo, e eu não sou mãe ou pai de todos, apenas seu (e de seus irmãos”). Quero o melhor para você e sei que ceder nesse assunto poderia prejudicá-lo.

Eles podem ficar com raiva de nós, e isso pode ser difícil. No entanto, precisamos lembrar que, quando se trata de criar nossos filhos, muitas vezes precisamos fazer a coisa certa, mesmo que doa, porque é o melhor para os nossos filhos.

Vamos ter a coragem de criar nossos filhos como indivíduos, levar em consideração a singularidade de cada um deles e entender o que é bom para eles e o que é ruim para eles.

Vamos ter a coragem de ser diferentes, de ensinar-lhes que eles só serão verdadeiramente livres quando fizerem as coisas sem depender do que os outros pensam.

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