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Por que os católicos chamam Deus de “Pai”?

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Enquanto Deus é chamado de muitos outros nomes, “Pai” é aquele que resiste à prova do tempo

Se as culturas mudam e o mundo avança, porque os católicos insistem em chamar Deus de “Pai”?

Deus é invocado por muitos nomes diferentes, mas “Pai” é aquele que a Igreja Católica continua a usar.

Não é por causa de nenhuma declaração política ou cultural, mas sim a algo que corresponde à Revelação Divina. Em outras palavras, a Igreja não escolheu essa palavra: ela foi dada pelo próprio Deus.

Aqui está o que o Catecismo da Igreja Católica tem a dizer sobre essa crença:

A invocação de Deus como «Pai» é conhecida em muitas religiões. A divindade é muitas vezes considerada como «pai dos deuses e dos homens». Em Israel, Deus é chamado Pai enquanto criador do mundo (38). Mais ainda, Deus é Pai em razão da Aliança e do dom da Lei a Israel, seu «filho primogénito» (Ex 4, 22). Também é chamado Pai do rei de Israel  (39). E é muito especialmente «o Pai dos pobres», do órfão e da viúva, entregues à sua protecção amorosa.

Jesus revelou que Deus é «Pai» num sentido inédito: não o é somente enquanto Criador: é Pai eternamente em relação ao seu Filho único, o qual, eternamente, só é Filho em relação ao Pai: «Ninguém conhece o Filho senão o Pai, nem ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar» (Mt 11, 27). (CIC 238, 240)

Isso aponta uma das razões pelas quais os católicos chamam Deus de “Pai”. É uma palavra que significa um relacionamento familiar, mostrando-nos que Deus não é uma divindade impessoal, mas alguém que está profundamente preocupado conosco e que está aqui para proteger. Ele é “da nossa família” e isso deve nos confortar.

Uma das razões pelas quais muitos de nós não se sentem à vontade em chamar Deus por esse nome é por causa de nossa própria experiência de vida.

Muitos de nós sabemos em primeira mão a dor que maus pais podem infligir aos filhos. Nosso próprio pai pode ter sido displicente e, assim, pensamos que se Deus é pai, ele deve ser assim. Se pais terrestres pretendem ser reflexos de Deus, então Deus seria um pai displicente.

No entanto, precisamos lembrar que Deus é a origem da paternidade e é a própria perfeição. Ele é o exemplo supremo, e não o reflexo. Quaisquer experiências negativas que tivemos com os pais nunca podem ser aplicadas à paternidade de Deus. O Catecismo da Igreja Católica reconhece essa realidade e explica como Deus transcende a paternidade e a maternidade.

Ao designar Deus com o nome de «Pai», a linguagem da fé indica principalmente dois aspectos: que Deus é a origem primeira de tudo e a autoridade transcendente, e, ao mesmo tempo, que é bondade e solicitude amorosa para com todos os seus filhos. Esta ternura paternal de Deus também pode ser expressa pela imagem da maternidade (41), que indica melhor a imanência de Deus, a intimidade entre Deus e a sua criatura A linguagem da fé vai, assim, alimentar-se na experiência humana dos progenitores, que são, de certo modo, os primeiros representantes de Deus para o homem. Mas esta experiência diz também que os progenitores humanos são falíveis e podem desfigurar a face da paternidade e da maternidade. Convém, então, lembrar que Deus transcende a distinção humana dos sexos. Não é homem nem mulher: é Deus. Transcende também a paternidade e a maternidade humanas (42), sem deixar de ser de ambas a origem e a medida (43): ninguém é pai como Deus. (CIC 239)

Deus é “pai” e “mãe” no sentido mais completo da palavra. Ele é o pai perfeito e somos chamados a imitar sua presença gentil e protetora em nossas próprias vidas.

Lembre-se, Deus é como o Pai do filho pródigo que está lá esperando que voltemos a Ele. Ele se revelou para nós como pai por um motivo, embora nem sempre possamos entendê-lo.

Deus nos conhece melhor do que nós mesmos e Ele sabia que precisávamos chamá-lo de “Pai”, mostrando-nos a verdadeira face da paternidade e curando quaisquer feridas que possam ter ocorrido em nosso passado.

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