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A santa que foi vítima de abuso sexual

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A Cova de Iria, onde Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos de Fátima, é uma homenagem a esta mártir

Em outubro, quando lembramos o Milagre do Sol de Fátima e o Santo Rosário, podemos também dar uma olhada na história de uma santa da cidade vizinha a Fátima, Tomar. O nome dela é Santa Irene de Tomar (ou Santa Iria) e ela foi martirizada em 653.

Diz a lenda que Irene nasceu em um lugar chamado Nabancia, hoje conhecido como Tomar, localizado em Portugal. Ela era de família rica e influente. Seus pais conseguiram um professor particular para Irene e a enviaram para uma escola do convento.

Irene era bastante bonita, e os poucos homens que realmente tinham a chance de vê-la ficavam sempre apaixonados por sua beleza. Na região, havia um homem na  chamado Britald. Ele começou a segui-la no caminho para a igreja.

O homem ficou apaixonado por ela e finalmente se aproximou de Irene, pedindo que ela se casasse com ele. Ela recusou, dizendo que havia feito voto de celibato e se entregado a Deus.

No entanto, havia outro homem apaixonado por Irene. Era o tutor dela, Remigio. Ele era um monge encarregado pelos pais da moça não apenas de ensinar a filha, mas também de protegê-la. Com o passar do tempo, Remigio cresceu em luxúria, e, um dia, cercou Irene com avanços irracionais e impuros. Ela o afastou com a maior força possível, mas Remigio não foi embora. Depois, o homem ficou furioso, deixou o cargo de tutor e planejou uma vingança.

As pessoas começaram a perguntar a Remigio por que ele não estava mais ensinando Irene. Ele começou a dizer que descobrira que ela estava grávida e enviou uma mensagem para Irene, perguntando se poderia encontrá-la por alguns momentos para lhe dar algum material para estudar.

Como os rumores de sua gravidez continuaram a se espalhar, Irene concordou em se encontrar com Remigio. Ele ofereceu-lhe uma bebida, e ela aceitou. A lenda conta que Remigio havia inventado um veneno que faria o abdômen inchar. Quando as pessoas viram Irene com a barriga inchada, acreditaram na mentira de Remigio.

A notícia chegou ao primeiro pretendente rejeitado de Irene, Britald. Ele estava absolutamente lívido por Irene ter mentido para ele e ter sido promíscua.

Britald, então, contratou um mercenário para matar a moça. Irene estava voltando da oração da tarde quando o assassino a atacou. Ele esgueirou-se por trás dela e cortou sua garganta. O criminoso jogou o corpo no rio Tejo.

Depois disso, toda a população começou a perguntar sobre a moça, que desaparecera da Missa e das orações.

Neste ponto, a lenda se volta para o tio de Irene, o abade Celius, que recebeu uma revelação mística sobre a verdade da morte de Irene e a localização de seu corpo. O tio reuniu uma procissão de pessoas e fez uma peregrinação até o local onde ele sabia que seu corpo seria encontrado. As correntes da água levaram o corpo de Irene às margens de Scalabis (hoje conhecida como Santarém, que significa Santa Irene).

Quando a procissão chegou ao local, as águas recuaram e os restos intactos de Irene foram encontrados. Observou-se também que ela não estava grávida e que havia sido vítima de mentiras e calúnias. Os monges fizeram um enterro formal, e a história de Santa Irene (Santa Iria) começou a se espalhar. A Cova da Iria, onde Nossa Senhora apareceu aos pastorinhas de Fátima, recebeu esse nome em homenagem a ela.

Hoje, Santa Irene de Tomar é homenageada como santa e mártir em Portugal e na Igreja Católica. Ela é a santa padroeira de Tomar e Santarém, e seu dia de festa é 20 de outubro.

 

 

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