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Esta pequena mudança pode melhorar seu relacionamento com seus filhos

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Martin Novak - Shutterstock

Calah Alexander - publicado em 21/10/19

Nós nos concentramos muito em disciplina e correção, mas é outra coisa que mais importa

Nas últimas semanas, minha filha adolescente tem sido especialmente difícil. Percebo-me perdendo a paciência e ficando cada vez mais frustrada. Comecei a traçar limites mais duros e a falar mais alto, porque é isso que você precisa fazer como pai e mãe, certo?

Não, não é. As batalhas diárias estavam me desgastando e eu não estava mais respondendo com paciência, compreensão e carinho. Como você pode imaginar, uma noite ela chorou e disse: “não importa o que eu faça, nunca sou boa o suficiente para você!”

Foi como um balde de água gelada sobre a minha cabeça. Percebi instantaneamente que não estava ajudando-a nas lutas que estavam causando essa nuvem sobre ela.

Em vez disso, concentrava-me em sua atitude, tom e comportamento geral – todas as reações adolescentes normais ​​à turbulência interior.

Eu estava tentando controlar as reações dela em vez de ajudá-la a lidar com a causa do problema.

Tivemos uma longa conversa naquela noite, e eu pedi desculpas. Ela, por sua vez, também se desculpou. Mas havia uma instabilidade em nosso relacionamento que eu podia sentir. Houve danos, e eu não sabia como repará-los.

Recentemente, ouvi um podcast com o Dr. John Gottman, no qual o anfitrião perguntou se sua “proporção mágica” de 5 interações positivas para cada negativa aplicava-se à paternidade.

Antes que o Dr. Gottman respondesse afirmativamente, eu sabia que era isso. Era isso que estava faltando. Minha filha e eu tivemos tantas interações negativas nas últimas semanas que os poucos momentos positivos – como nossa conversa e minhas desculpas – foram uma gota no balde.

Enviei-lhe imediatamente uma mensagem de texto dizendo a ela que tenho orgulho dela e que a amo muito. Então, quando ela ligou depois da escola para perguntar se podia voltar a pé para casa, eu disse que sim.

Para minha própria paz de espírito, dirigi até o cruzamento para garantir que ela chegasse em segurança. Ela fez, é claro, e vi com meus próprios olhos que o perigo estava quase inteiramente na minha imaginação. Como ela dizia o tempo todo, ela era perfeitamente capaz de atravessar o cruzamento sozinha – o que eu confirmei quando ela chegou em casa.

Não sei se foi mágica numérica ou o puro prazer de ouvir que ela estava certa e eu estava errada, mas ela se iluminou depois disso. Ela passou o resto da noite animada, de volta à adolescente normal que eu amo tanto.

Nossos filhos precisam ouvir afirmação e carinho muito mais do que imaginamos. Ficamos tão concentradas nas pequenas coisas que esquecemos que a maior parte de ser um bom pai/mãe que cria bons filhos está em formar um relacionamento amoroso, solidário e de confiança. Isso vai além de todas as correções e críticas do mundo.

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