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Como criar seus filhos com inteligência emocional

PARENTING

Golden Pixels LLC - Shutterstock

María Verónica Degwitz - publicado em 23/10/19

Precisamos ensiná-los a "aceitar sentimentos, limitar ações"

Hoje em dia, sabemos que é importante educar nossos filhos com inteligência emocional, o que inclui a capacidade de entender, avaliar e controlar as emoções. Em nossos esforços para educar filhos com essas habilidades, nós, como pais e mães, também devemos entender a importância de aceitar os sentimentos de nossos filhos.

É um erro comum pensar que aceitar sentimentos significa aceitar as ações que podem resultar desses sentimentos, o que leva a crianças e jovens rebeldes, desrespeitosos e/ou mimados.

Essas ideias levaram a autora Rebecca Eanes, fundadora da Positive Parenting, a criar uma frase muito simples que os pais podem lembrar facilmente: “aceite sentimentos, limite ações”.

Distinguir sentimentos de ações

Os sentimentos não são certos nem errados, eles simplesmente são o que são. Sentimos o que sentimos. No entanto, o que fazemos com esses sentimentos é extremamente importante, e essa é a chave para educar nossos filhos com inteligência emocional, para que eles entendam sua responsabilidade por suas ações.

Não se trata apenas de entender e aceitar seus sentimentos, mas também de ensinar nossos filhos a reagir adequadamente a esses sentimentos. Se aceitarmos todas as reações de nossos filhos como corretas, não iremos ensiná-los a lidar com seus sentimentos em momentos difíceis ou a responder aos outros quando eles se sentirem emocionalmente sobrecarregados.

No passado, era muito comum rejeitar sentimentos, a fim de tentar corrigir comportamentos inadequados. As pessoas usavam frases como “você não deve ficar com raiva disso” ou “você não tem nenhum motivo para ficar triste”.

Os pais pensavam que, se pudessem treinar as emoções de seus filhos, também poderiam corrigir o comportamento deles. Isso acabou deixando as crianças inseguras e sem inteligência emocional, pois, por um lado, elas não conseguiam parar de sentir o que estavam sentindo e, por outro, não aprendiam a controlar seu comportamento.

No outro extremo, surgiu a teoria de que tínhamos que aceitar todas as emoções e reações de nossos filhos para respeitar sua auto-expressão natural. Consequentemente, os pais tinham medo de ensinar seus filhos a controlar comportamentos inapropriados. Como resultado, acabamos com crianças que pensavam que todo e qualquer comportamento era aceitável, incluindo comportamentos que tinham um efeito negativo sobre os outros.

Responsabilidade

Quando aceitamos emoções e limitamos ações, ensinamos a nossos filhos que seus sentimentos são uma experiência humana normal, mas que eles também são responsáveis ​​por como suas ações afetam a si mesmos e às pessoas ao seu redor.

Essa diretriz nos ajuda não apenas na criação de nossos filhos, mas também pode ser aplicada em muitos aspectos de nossas próprias vidas. Nossos relacionamentos, principalmente com nossos cônjuges, podem se beneficiar muito se entendermos que nossas emoções não nos dão um cheque em branco para nos envolvermos em qualquer tipo de comportamento.

Somos nós que, com nossa força de vontade, temos a capacidade de dirigir nossas vidas e nossas ações.

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