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Nossa Senhora Aparecida e o desafio das águas do Rio Tietê

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Luciney Martins / O SÃO PAULO (Reprodução)

Aleteia Brasil - Arquidiocese de São Paulo - publicado em 25/10/19

Meditando sobre o milagre de Caná, dom Devair refletiu sobre a água que cada um teria a apresentar a Deus para que fosse transformada em vinho

A Arquidiocese de São Paulo realizou neste mês a 16ª edição do projeto “Tietê, Esperança Aparecida“. Uma peregrinação fluvial partiu da nascente do Tietê, em Salesópolis, SP, no dia 22 de setembro, passando por diversas cidades até chegar à capital paulista no dia da Padroeira do Brasil, 12 de outubro.

Na Ponte do Piqueri, já na capital, devotos aguardavam desde antes das 7h a passagem da embarcação com a imagem trazida pelo pe. Palmiro Carlos Paes, idealizador do projeto.

Luciney Martins / O SÃO PAULO

Um grupo com bandeiras da Festa do Divino Espírito Santo, tradição da igreja matriz da Paróquia Nossa Senhora da Expectação, na Brasilândia, acompanhou a carreata que levou a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida até a Catedral da Sé.

Luciney Martins / O SÃO PAULO

Integrante do grupo que participa do projeto desde a primeira edição, em 2004, Vagner Antônio de Lima declarou ao jornal O São Paulo, da arquidiocese paulistana, que a iniciativa religiosa também tem um caráter de responsabilidade social:

“Entendemos ser extremamente importante essa ação em prol da recuperação do Rio Tietê. O rio fica muito próximo ao bairro da Freguesia do Ó. Sentimos o dever de apoiar essa causa e chamar a atenção de nossos governantes”.

Na Catedral da Sé, a imagem foi saudada pelos fiéis e recebida por dom Devair Araújo da Fonseca, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia. Ele presidiu a missa solene, concelebrada pelos padres Luiz Eduardo Baronto, Helmo Cesar Faccioli e Palmiro Carlos Paes.

Na homilia, o bispo destacou:

“O homem não é chamado a escravizar a obra da criação, mas a cuidar desta obra. Portanto, qualquer situação que desconfigure a criação de Deus, seja tirando a dignidade da pessoa humana, seja destruindo a obra da criação, é fruto do pecado”.

Meditando sobre o Evangelho da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, o relato das Bodas de Caná da Galileia (Jo 2,1-11), quando Jesus transformou água pura em vinho, dom Devair refletiu sobre a água que cada um teria a apresentar a Deus para que fosse transformada em vinho. Ele afirmou que a conversão inclui o respeito pela natureza criada por Deus e exortou a todos a caminharem com Nossa Senhora por um mundo marcado pela presença divina.

Ao final da celebração, o pe. Palmiro Paes recordou o contraste entre águas limpas e imundas encontrado ao longo do rio Tietê e declarou que a devoção a Nossa Senhora Aparecida renova as esperanças: a exemplo da pesca milagrosa de 1717, “quem sabe as redes que vamos tirar do Rio Tietê não sejam redes de poluição, mas sejam redes cheias de esperança e alegria“.

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A partir de matéria de O São Paulo

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