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A teologia da prosperidade infiltrada na Igreja como “coaching cristão”

KONFERENCJA MOTYWACYJNA
Shutterstock
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“Adaptam as parábolas do Senhor às suas afirmações particulares, dando-lhes uma aparência de veracidade”

O pe. Luiz Augusto Ferreira da Silva publicou no jornal goiano Diário da Manhã, em 26 de setembro, um artigo em que aborda contradições ligadas a formas deturpadas de “coaching” que trazem para dentro da Igreja a assim chamada “teologia da prosperidade”.

O sacerdote cita algumas das várias formas questionáveis de abordagem adotadas por adeptos dessa forma de coaching, como, por exemplo:

“Durante todo o tempo de sua existência, a Igreja católica usou dos pecados capitais para impedir que seus fiéis tivessem ascensão financeira. Segundo eles, esses pecados devem ser abolidos; o coaching abre os olhos dos fiéis católicos e lhes dá as ferramentas para obterem prosperidade financeira, ascensão social; Jesus era próspero, muito rico mesmo, pois exercia uma profissão muito nobre, carpinteiro; Jesus tinha casa no mar da Galileia, algo só possível aos abastados; Ele tinha muito dinheiro, por isso Judas era seu tesoureiro”.

O pe. Luiz comenta:

“Diante dessas falácias e tantas heresias sustentadas pelos ‘coachs cristãos’, vemos a fé católica sendo ferida na sua integridade, ao mesmo tempo em que é um desvio e deslealdade à exigente imitação de Cristo: ‘Não podeis servir a Deus e à riqueza’. A ascensão do coaching na Igreja católica seduz milhares de fiéis com a apresentação de um Deus mágico, que abole qualquer tipo de sacrifício”.

“Tal é o modelo deles que nem os profetas o anunciaram, nem o Senhor o ensinou, nem os apóstolos o transmitiram, mas eles se orgulham de ter dele um conhecimento perfeito, muito além de todos os outros. Eles recolhem suas opiniões de outras fontes que não são as Escrituras; e, para usar um provérbio comum, eles se esforçam para tecer cordas de areia, lutando para adaptar as parábolas do Senhor, as palavras dos profetas e as palavras dos apóstolos às suas afirmações particulares, dando-lhes uma aparência de veracidade”.

O sacerdote também denuncia o uso de um suposto serviço evangélico para fins de lucro pessoal:

“‘Ninguém pode servir a dois senhores. Por isso não podeis servir a Deus e ao dinheiro’. Poucas frases do Evangelho, como essa, colocam o homem diante de uma escolha tão precisa e radical: ou Deus ou o dinheiro. Não se trata do dinheiro que serve à vida, mas o dinheiro que se torna fim. Esse dinheiro, como finalidade de vida, Senhor, em lugar de Deus, é o grande ídolo, que tem numerosos adoradores também entre os cristãos de hoje (…) Em certos ambientes, parece até que não se sabe falar de outra coisa a não ser de dinheiro: de como ganhá-lo, de quanto ganham os amigos. Todos, mais ou menos, estamos envolvidos nessa nova idolatria. Perguntemo-nos antes o que devemos fazer como cristãos. Antes de ser uma ofensa a Deus, essa idolatria do dinheiro é uma escravidão”.

E é firme ao apontar a teologia da prosperidade como um inimigo que se infiltrou na Igreja:

“Como cristãos, não podemos hesitar um instante sequer. Esse é, precisamente, nosso dever de hoje: exorcizar de dentro da Igreja de Jesus Cristo a teologia da prosperidade, que cria um Deus mágico; um Deus segundo o que se pensa e o que se sente e que faz de Deus meio”.

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