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Bispos do Canadá publicam declaração sobre atual perseguição religiosa

CHRISTIAN PERSECUTION,NEW YORK,TIMES SQUARE
Jeffrey Bruno | Aleteia
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Não é só em regimes ditatoriais que os cristãos são alvo: mesmo nas supostas “democracias do Ocidente” o nível de discriminação ativa só cresce

A Conferência Canadense de Bispos Católicos (CCCB) publicou uma declaração sobre a perseguição infligida hoje aos cristãos em diversas regiões do planeta, inclusive no próprio Canadá, cujas políticas marcadamente ideológicas dos últimos anos têm imposto limitações à liberdade religiosa na esfera pública.

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O documento sintetiza de modo congelante a gravidade da perseguição em nossos dias:

“O ritmo da perseguição se acelerou tanto que o século XX já viu mais cristãos perseguidos do que todos os dezenove séculos precedentes juntos. Hoje, 327 milhões de cristãos vivem em países marcados pela perseguição religiosa”.

Os bispos expõem graus de perseguição que vão desde a intolerância até a pena de morte, passando por infinidade de matizes de discriminação cotidiana.

“Vemos a perseguição quando os cristãos são presos ou detidos [por serem cristãos], enviados a campos de trabalhos forçados, torturados e até assassinados”.

Há cenários extremos, como o genocídio que tentou erradicar completamente a presença cristã no Iraque a partir de 2014, sob a invasão brutalmente sangrenta dos fanáticos jihadistas do Estado Islâmico. O mesmo se verificou nas partes da Síria submetidas ao mesmo bando terrorista e em regiões da Nigéria assoladas pelos não menos bárbaros jihadistas do Boko Haram. Na Coreia do Norte há total proibição de qualquer religião, com perseguição implacável especialmente contra as religiões consideradas “ocidentais”, sendo a principal delas o cristianismo. A China também é pródiga em perseguir e prender cristãos, particularmente os católicos fiéis ao Papa e que se negam a obedecer à Associação Católica Patriótica Chinesa, uma entidade criada e controlada pelo regime comunista e que nada tem a ver com a genuína Igreja Católica. A lista é longa e não se atém a regimes ditatoriais como os mencionados: no Ocidente supostamente democrático há mostras crescentes de intolerância e discriminação contra os cristãos, atacados diuturnamente por ideologias impositivas disfarçadas, ironicamente, de “tolerância e inclusão”.

Os bispos canadenses recordaram o dever dos fiéis de anunciarem o Evangelho inclusive quando “a Boa Nova possa ser provocativa, desestabilizante e incômoda”. Viver o Evangelho pode submeter os fiéis a situações de risco, nas quais eles precisam “fortalecer a fé e confirmar o compromisso com o valor da Boa Nova”.

O relatório destaca que os cristãos perseguidos esperam apoio dos seus irmãos de fé:

“Eles esperam as nossas orações para terem a fortaleza de resistir às provações e para encontrarem quem os olhe com amor, mesmo em meio ao caos. Eles precisam que estejamos informados sobre a perseguição de que são vítimas; precisam que nós compartilhemos esta informação com os outros”.

De fato, embora diversas pesquisas estatísticas comprovem que o cristianismo continua sendo a religião mais perseguida do mundo em pleno terceiro milênio, os assim chamados “grandes meios de comunicação” pouco tratam do fato.

O episcopado canadense complementa:

“A assistência pastoral é muito importante. A assistência material não resolve o problema da perseguição ou da discriminação, mas permite que os cristãos perseguidos sobrevivam”.

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