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Motorista brasileiro de aplicativo socorre criança e espera horas na UPA sem cobrar

Bruna Silva / Daniel de Oliveira (Reprodução - Redes Sociais)
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“Ainda dá para acreditar nesse mundo. Ele foi um anjo de Deus na minha vida”

Daniel de Oliveira Torres, 33 anos, de São Gonçalo, RJ, começou neste mês a trabalhar como motorista de aplicativo para complementar a renda familiar, enquanto também trabalha com limpeza de veículos e como repositor em um supermercado.

Recentemente, uma usuária do aplicativo precisou da sua ajuda justamente num momento em que o sistema apresentou falha. O rapaz resolveu então localizar manualmente a casa dela e não cobrar nada pela corrida quando soube do motivo:

“Ela estava apavorada no telefone porque a sua filha apresentava 40 graus de febre e precisava ir ao hospital mais próximo urgente. Quando escutei isso, também entrei em desespero e pedi que ela me explicasse a localização dela pelo telefone mesmo, porque eu estava indo lá”.

Ao chegar, Daniel viu Bruna Silva Santos muito preocupada, com a filha de 3 anos no colo, as ajudou a entrar no carro e saiu às pressas rumo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima.

“Saí buzinando e com alerta ligado, como se fosse uma ambulância. Fiquei tão preocupado quanto ela, principalmente quando a menina começou a vomitar muito em cima da mãe e no carro”.

Daniel é pai de três crianças e simplesmente se colocou no lugar da passageira. Em declarações ao site Sempre Família, Bruna afirmou que já o esforço do jovem para localizar a sua casa manualmente a fim de levar sua filha até o hospital já a tinha deixado emocionada; mas ele Daniel iria ainda mais longe:

“Quando a Leticia começou a vomitar, pedi para ele parar o carro para não sujar, mas o motorista falou para eu esquecer o veículo, pois precisávamos socorrer a minha filha. E quando chegamos ao hospital, ofereci R$ 60 para pagar pelo atendimento e ajudar na limpeza, mas ele disse que não ia cobrar nada”.

E ele fez mais ainda: além de não aceitar o pagamento, ficou estacionado em frente à UPA durante quase três horas, até que Bruna e a pequena saíssem da unidade.

“Voltamos para casa por volta de uma da manhã e eu fiz questão de relatar o que aconteceu no meu Facebook, com o intuito de agradecer publicamente”.

De 6 a 13 de novembro, a publicação foi compartilhada mais de 55 mil vezes.

Bruna resume:

“Ainda dá para acreditar nesse mundo. Ele foi um anjo de Deus na minha vida”.

___________

A partir de matéria do Sempre Família

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