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Pe. Zezinho sobre o Dia Mundial dos Pobres: afinal, dar esmola ou não dar?

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Halfpoint | Shutterstock
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“Não tendo como perguntar, você corre dois riscos: julgar um pedinte ou ignorar um carente”

Em sua página no Facebook, o pe. Zezinho publicou nesta semana o seguinte comentário a propósito do recente Dia Mundial dos Pobres, iniciativa do Papa Francisco, e do significado emblemático dessa data para a nossa consciência católica:

Um dia mundial para os pobres

Já recebi críticas de outros cristãos dizendo que não deveria existir nem o dia da Bíblia, nem o Dia dos Pais, nem o Dia das Mães e nem o Dia dos Pobres – e que foi marketing do Papa. Para a bondade e a gratidão todos os dias são igualmente importantes.

Preferi nem responder porque sei que os que dividem comigo esta página saberiam argumentar sobre a necessidade de ter um dia para motivar o povo sobre alguma realidade premente. E por que não um dia no calendário para lembrar de quase três bilhões de pessoas que carecem do mínimo necessário?

Lembro apenas que todos os países deveriam fazer o mesmo, porque neste mundo o que mais há é gente pobre!

Que tal o Dia do Perdão, do Diálogo e da Consciência Culpada? Sabe daquelas moedas e aqueles 2 reais que você tem no console do carro e, por princípio, você não dá quando passa na avenida?

O pedinte pode usar para cachaça ou droga, mas ele também pode estar com fome ou desempregado. Não tendo como perguntar, você corre dois riscos: julgar um pedinte ou ignorar um carente.

Mas como a prefeitura nem sempre os ajuda e nós também, o resultado pode ser mais alguém com fome!

Qual é a nossa teologia e sociologia a respeito desses pedintes?

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