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Crescem ataques a igrejas, símbolos cristãos e cemitérios na Europa

Strasbourg

Patrick HERTZOG | AFP

John Burger - publicado em 21/11/19

Observatório da Intolerância e Discriminação Contra os Cristãos documenta mais de 325 incidentes em 2018

A organização não-governamental europeia que acompanha os incidentes contra cristãos na Europa documentou mais de 325 desses incidentes em 2018.

Um novo relatório do Observatório de Intolerância e Discriminação Contra os Cristãos ilustra uma série de hostilidades vivenciadas pelos cristãos em sua vida cotidiana: desde o acirramento da interferência na liberdade religiosa, nos direitos dos pais, na liberdade de expressão e consciência, até ataques físicos e vandalismo de igrejas e cemitérios. O relatório também afirma que os requerentes de asilo cristãos enfrentaram dificuldades particulares na Europa.

“Em 2018, o Observatório documentou um aumento no número de igrejas, símbolos cristãos e cemitérios em toda a Europa sendo vandalizados, profanados e queimados, em comparação com os anos anteriores. Mas esses incidentes não fornecem uma imagem completa da situação dos cristãos na Europa ”, segundo comunicado da ONG.

“Constatamos comércios administrados por cristãos arruinados financeiramente, pregadores de rua presos, cristãos forçados a escolher entre seus valores morais e suas profissões, grupos de estudantes cristãos e oradores silenciados nas universidades, pedidos de asilo de refugiados cristãos negados arbitrariamente e direitos dos pais pisoteados pela interferência governamental”, disse Ellen Fantini, diretora executiva do Observatório. “Os direitos fundamentais não têm sentido se não puderem ser exercidos livremente por todos os europeus.”

O relatório foi divulgado no Dia Internacional da Tolerância, estabelecido pela ONU a 16 de novembro.

“Testemunhamos que os cristãos são ‘pressionados’ de muitas maneiras diferentes na Europa: desde interferência nas liberdades de consciência, expressão e associação, até negação de acesso à justiça e serviços jurídicos. Os direitos dos pais cristãos de criar seus filhos em conformidade com sua fé são violados. As empresas de propriedade cristã são processadas ou forçadas a fechar negócios por causa de políticas discriminatórias de ‘igualdade. Os símbolos religiosos cristãos são removidos da praça pública, os cristãos são submetidos a estereótipos negativos na mídia, e os grupos cristãos são excluídos dos campi das universidades. ”

Por outro lado, há incidentes de violência e agressão como vandalismo e profanação de locais cristãos a ameaças e violência física contra cristãos por causa de sua fé, explica o Observatório.

Igrejas, cemitérios e eventos cristãos foram alvo em toda a Europa ao longo de 2018, documentou o relatório.

Um dos incidentes mais conhecidos foi o ataque à feira de Natal em Estrasburgo, cometido por um extremista islâmico. Especialistas em segurança disseram que o local provavelmente foi atingido porque estava lotado e por causa de sua conexão com o cristianismo e o simbolismo cristão. O ataque de 11 de dezembro deixou cinco pessoas mortas e cerca de uma dúzia de pessoas feridas.

A capela da Universidade Autônoma de Madri foi atacada com dispositivos incendiários lançados através de uma janela. Os autores picharam na parede: “a única igreja que ilumina é a que queima”.

Já igreja St. Jodok, do século 14, em Ravensburg, Alemanha, foi incendiada por um criminoso, o que deixou um prejuízo de 20 milhões.

Em abril de 2018, alguém roubou a igreja de Saint-Martin em Warmifontaine, Bélgica, abrindo o tabernáculo com um pé de cabra e roubando utensílios e hóstias.

Em setembro, um homem de 29 anos incendiou uma das mais antigas igrejas de madeira da Finlândia (de 1770) em Joensuu, destruindo-a completamente.

O Observatório está convocando os governos da Europa a coletar dados com o objetivo de monitorar crimes de ódio contra cristãos e contra propriedades religiosas e compilar relatórios nacionais sobre crimes de ódio; desenvolver e implementar planos de ação nacionais para prevenir e responder a crimes de ódio; e instituir proibições nacionais à deportação de convertidos cristãos para países onde a apostasia é punível com prisão ou morte.

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