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É hora de reencontrar o Santo Graal

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Stanislavskyi | Shutterstock
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O que esse lendário ícone pode significar para uma pessoa do século 21? Na verdade, muito

O Santo Graal capturou a imaginação de muitas pessoas, artistas e aventureiros por séculos. Poesia, escultura, pintura, história, música – até as disciplinas de arquitetura, geografia e geologia apareceram na progressão aparentemente interminável das lendas do Santo Graal.

E qual é a verdadeira história por trás de tudo isso?

Mas não seria essa a pergunta errada – ou pelo menos não a mais importante – a ser feita?

Todas essas coisas e muito mais estavam em minha mente quando terminei de ler A Catholic Quest for the Holy Graal, de Charles A. Coulombe. Tive a sorte de entrevistá-lo recentemente sobre o livro. Você pode encontrar o áudio dessa entrevista aqui (em inglês).

Coulombe começa seu livro falando sobre o fascínio do Santo Graal.

O Santo Graal! Que estranho e sedutor caleidoscópio de imagens e pensamentos se reúne sobre essas duas palavras! Do Rei Arthur ao Monty Python, de T.S. Eliot a Richard Wagner, todas as épocas há mil anos produzem histórias, músicas e imagens centradas neste tema misterioso. Objeto de missões cavalheirescas e sagradas peregrinações, tornou-se nos últimos anos o totem sagrado de vários movimentos esotéricos e da Nova Era. Mas o que foi realmente? Ele tem algum significado para os católicos do século XXI?

Em relação ao que realmente foi o Santo Graal, ele fornece um quadro bem construída das lendas acumuladas ao longo dos séculos.

O Santo Graal tem a reputação de ser o cálice que Nosso Senhor usou na Última Ceia. Algumas lendas dizem que também foi usado para capturar o Sangue Precioso que fluía do Sagrado Coração perfurado no Calvário.

Coulombe também dá detalhes da pesquisa que defende que o Santo Graal agora pode ser encontrado na Catedral de Valência, Espanha.

O charme e o valor do livro de Coulombe, em particular, creio, podem ser encontrados no tratamento desta última questão: “O Santo Graal tem algum significado para os católicos do século XXI?”

O Santo Graal não é apenas um objeto, uma lenda ou um capricho. Para os católicos, trata-se de um objeto relacionado ao evento decisivo da história humana. É o sacrifício de Cristo no Calvário, um sacrifício tornado presente novamente a cada Missa.

O que, afinal, é o Santo Graal? São muitas coisas; mas, acima de tudo, simboliza em si mesmo tudo em nossa fé que é milagroso, sacramental, devocional, real e cavalheiresco – ou seja, todo aquele elemento da religião católica que parece sobrenatural (…), mas que sobrevive imutável. A verdadeira evangelização é realizada por aqueles que estão imbuídos de seu espírito.

A vida sem tudo o que o Santo Graal representa seria plana, incolor e incapaz de se sustentar. Uma vida que poderia ser resumida por estas palavras do filósofo Thomas Nagel: “Somos um episódio entre dois esquecimentos”.

Quão diferente de uma alma animada pelas glórias eucarísticas representadas pelo Santo Graal. Santa Teresa de Lisieux pode resumir a vida: “Vejamos a vida como ela é realmente… um momento entre duas eternidades.”

Encontre suas histórias e representações favoritas do Santo Graal. Considere a generosidade que a cavalaria e a peregrinação sempre exigiram – no seu melhor. Depois, leia os últimos cinco capítulos de cada um dos Evangelhos. Finalmente, passe uma hora diante do Santíssimo Sacramento e deixe o Senhor do Santo Graal convocá-lo ao Seu Serviço.

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