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Jesus jamais usaria este tênis de 4 mil dólares

Jesus Shoes
Divulgação
Modelo do tênis vendido a US$ 4 mil como blasfemo pretexto de ser o modelo que Jesus usaria atualmente
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Indústria fashion pegou carona na onda de customizações e lançou um tênis com o pretexto blasfemo de ser o modelo que Jesus usaria nos dias atuais

Na sociedade atual, algo cada vez mais buscado entre os jovens é a popularidade nas redes sociais. Além das selfies, depoimentos em primeiro plano nos stories, vídeos coreografados com os hits do momento e fotos criativas, é possível ver o estilo e a moda de cada um, ou melhor, a qual “tribo” pertence – como se dizia algumas décadas atrás.

Conteúdo visualmente chamativo, autêntico e inventivo gera likes, e, assim, se estabelece o ciclo: quanto mais curtidas, maior a vontade de compartilhar novas coisas.

Além de todos os artifícios criativos, elementos visuais como roupas e acessórios também fazem a diferença: quanto mais moderno e original for o estilo de uma fotografia, mais seguidores o dono do perfil conquistará.

Isso acontece porque os algoritmos das redes sociais identificam o potencial da foto, inserindo-a em meio a inúmeras outras que apresentam um conceito semelhante. E, em meio a isso tudo, surgem ainda as publicidades de peças de roupas, calçados e afins muito semelhantes aos que os jovens ostentam por ali.

Sim, ostentação é a palavra certa porque exibir a roupa da marca do momento também é algo que os jovens apreciam, principalmente quando se tratam de peças caras, exclusivas e associadas a alguma celebridade do universo dos esportes, música, moda, cinema e até da internet.

Devido a tal comportamento, a indústria fashion tem evoluído de maneira inacreditável. Os tênis, por exemplo se tornaram artigos de luxo e exclusividade, tal qual sapatos produzidos pelas mãos de artesãos das mais renomadas grifes italianas.

Um fato recente ligado aos hábitos de consumo dos millennials (denominação dada aos jovens entre 18 e 35 pelas empresas especializadas em pesquisa de mercado) é a obsessão por produtos criados a partir das chamadas collabs – ou colaborações – entre grande marcas e celebridades. AS parcerias acabam por também gerar modelos exclusivos e com pouca tiragem, ou seja, se paga mais caro porque dificilmente outros produtos idênticos serão encontrados por aí.

No caso dos tênis, já há pessoas que lucram muito dinheiro comprando edições limitadas de determinados modelos para posteriormente revender em sites criados para tal finalidade, o que cria um mercado altamente especulativo e com lucros que podem ultrapassar 200% sobre o preço inicial. Aliado às roupas esportivas, esse mercado já é avaliado em US$ 2 bilhões nos EUA.

Recentemente, um escritório criativo com sede em Nova York resolveu fazer uma crítica a todo esse movimento com o lançamento dos “Jesus Shoes”, tênis definidos como “o modelo que Jesus Cristo usaria caso vivesse nos dias de hoje”.

“Como seria uma parceria de moda com uma das figuras mais relevantes da história?”, provocou Daniel Greenberg, diretor comercial da empresa responsável pelo “produto” em uma entrevista.

Os “Jesus Shoes”, que na verdade são um par do modelo Nike Air Max 97s branco (porém, sem ligação oficial com o fabricante), são assim chamados devido a sua customização: em cada um dos solados – que são transparente – foram injetados 30 ml de água benta proveniente do rio Jordão, tingida de azul e abençoada por um padre, as palmilhas originais foram substituídas por modelos no mesmo tom de vermelho dos sapatos tradicionalmente usados no Vaticano e perfumadas com incenso.

Há ainda outras referências religiosas, como o crucifixo de aço preso ao cadarço do pé direito, onde há também a marcação da sigla INRI  e uma pequena inscrição na parte lateral referente ao versículo de Mateus que descreve Jesus andando sobre as águas. Já a caixa dos sapatos exibe um anjo e um selo que se assemelha ao selo papal oficial.

E o que surgiu como uma forma de satirizar a indústria da moda – e, consequentemente desrespeitar todo o legado religioso do cristianismo – rapidamente se tornou algo muito rentável. Os 24 pares dos “Jesus Shoes” colocados à venda no site da empresa por US$1,425 (cerca de R$ 5.900) se esgotaram em questão de minutos, o que levou Greenberg a ironizar a situação: “Esta foi a mais sagrada de todas as colaborações”.

Devida a todo o seu conceito, os “Jesus Shoes” alcançaram o valor de U$4,899 (cerca de R$ 20 mil) nos sites especializados em venda de tênis exclusivos e raros, um valor impensável e completamente absurdo se levarmos em consideração toda a simplicidade que marcou a vida de Jesus Cristo na Terra.

Muitos cristãos se orgulham (e não há nada de errado nisso) de exibir sua religiosidade em roupas e acessórios, muitos até apreciam joias em formatos de colares que imitam terços e escapulários, pulseiras e anéis. Porém dificilmente um católico pagaria tal valor por uma peça carregada de valores tão depreciativos e capitalistas.

O fato é que os jovens precisam consumir menos likes e buscar mais a palavra de Deus e, assim poder reconhecer a profundidade dos ensinamentos da Bíblia, como a mensagem que está presente na Primeira Epístola de Pedro:

“A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Ao contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus.”

 

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