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Menina quase forçada à eutanásia no Reino Unido apresenta melhoras na Itália

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Tafida Raqeeb, de 5 anos, ficou em coma durante meses; médicos britânicos afirmavam que o caso não tinha solução

A menina Tafida Raqeeb, de 5 anos, vivia no mesmo Reino Unido em que bebês como Charlie Gard e Alfie Evans foram condenados à morte pela “justiça”, que os proibiu de procurar tratamentos alternativos no exterior. A ambos os bebês haviam sido oferecidas ao menos alternativas paliativas nos Estados Unidos e na Itália, mas a “justiça” determinou que as famílias não podiam sequer tentar, em nome, segundo os magistrados, do “melhor interesse” dos pequenos. O “melhor interesse”, nos dois casos, foi o assassinato perpetrado pela ordem judicial de lhes suprimir o fornecimento de respiração assistida.

A ideologia por trás da avaliação de “tratamento inútil”

O mesmo destino hediondo parecia ser o mais provável para Tafida, que estava em coma no Reino Unido desde 9 de fevereiro de 2019. Uma malformação arteriovenosa tinha provocado o rompimento de um vaso sanguíneo em seu cérebro.

Tafida Raqeeb
CitizenGo Facebook page

Os médicos britânicos que cuidavam do caso afirmavam que manter o tratamento seria inútil, embora a menina mantivesse alguma consciência.

A própria evocação da ideia de “inutilidade” relacionada com uma vida humana revela o tipo de visão antropológica por trás dessa forma de pensar e agir. Trata-se, em suma, da visão materialista e relativista de que a vida humana não tem valor absoluto em si mesma e por si mesma, e sim de que ela vale menos ou mais, de modo relativo, conforme o grau de “utilidade” que oferece à sociedade.

A perspectiva diferente no hospital italiano

Em 15 de outubro de 2019, após uma longa e desgastante batalha judicial, Tafida pôde finalmente ser transferida para a Itália, onde o tratamento foi assumido pelo Instituto Gaslini, de Gênova. O hospital italiano tinha se oferecido para recebê-la depois do anúncio do Royal Hospital, de Londres, de que o suporte vital da menina seria retirado.

Na semana passada, Andrea Moscatelli, diretor da área de cuidados intensivos neonatais do hospital de Gênova, disse em entrevista coletiva que Tafida não precisa mais de cuidados intensivos, apesar de que, “em casos de danos neurológicos muito graves, como este, o prognóstico é praticamente impossível. Saberemos com o tempo”. O médico acrescentou que a sua equipe trabalha agora para melhorar as funções vitais da criança e permitir que ela passe a se alimentar e receber a respiração assistida em casa.

Na mesma coletiva de imprensa, de 8 de janeiro, a mãe da menina, Shelina Begum, enfatizou que a saída de Tafida dos cuidados intensivos demonstra que “a opinião exposta pelos médicos britânicos diante do tribunal superior e o prognóstico que eles tinham dado estavam incorretos”.

“Toda pessoa tem o direito de ser cuidada e ajudada”

Na Itália, o presidente e o vice-presidente da entidade Pro Vita & Famiglia, Toni Brandi e Jacopo Coghe, se manifestaram mediante comunicado divulgado na mesma data:

“A transferência da pequena Tafida a um hospital para receber os cuidados de reabilitação é prova de que sempre se deve defender a vida e que toda pessoa tem o direito de ser cuidada e ajudada. É um exemplo de por que somos contra toda forma de eutanásia, uma escapatória rápida e barata com aparência de eficiente e conveniente. Agora, deve ser feita também a retirada parcial da ventilação assistida, uma vitória que ensina a todos o valor da vida humana, de uma única vida salva, que sempre vale todo esforço e toda luta possíveis. Esta menina, tão tenaz e acolhida pelo amor de seus pais, que nunca perderam a esperança, junto com uma rede de pessoas que lutaram ao seu lado com energia e esforço para sustentar a sua vida contra toda previsão terrível, representa todos os frágeis que queremos defender das garras de quem trabalha por soluções de morte e não de cuidado. Tafida somos nós e Tafida é uma mensagem para nós”.

Em julho passado, a campanha de assinaturas online “Let Tafida Raqeeb go to Italy” (Deixem Tafida Raqeeb ir para Itália) juntou quase 280 mil assinaturas dirigidas ao Royal London Hospital e ao Barts Health NHS Trust, prestador terceirizado do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, que administra cinco hospitais na capital britânica.

A pressão da população civil é decisiva diante da aberrante arbitrariedade de autoridades que, independentemente da decisão dos próprios familiares das pessoas doentes, se arrogaram o direito de decretar quem pode e quem não pode tentar viver.

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Com informações da agência ACI Digital

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