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2010-2019: uma década de canonizações e beatificações históricas

CANONIZATION
Antoine Mekary | ALETEIA
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Além de santos aclamados popularmente, houve também algumas “reações de fúria”

A década de 2010-2019 foi pródiga em novas canonizações e beatificações, muitas delas de proporções históricas descomunais, como as de São João XXIII, São João Paulo II, Santa Teresa de Calcutá e os pastorinhos de Fátima São Francisco e Santa Jacinta Marto, sem falar na de Santa Dulce dos Pobres para os brasileiros e na de Santo Oscar Romero para os latino-americanos em geral.

Mas houve também algumas reações de forte contestação fora da Igreja, por motivações ideológicas e políticas, como nos casos dos mártires do Império Otomano e de São Junípero Serra, caluniado como suposto algoz de povos indígenas dos Estados Unidos.

Mártires do nazismo

Em 2011, o Papa Bento XVI beatificou, em junho, os padres Johannes Prassek, Hermann Lange e Eduard Müller, martirizados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943.

Grupos anticatólicos relegam sistematicamente a segundo plano os fatos da Igreja que, desde a década de 1930, demonstram claramente a oposição católica ao horror nazista. Além de ativamente negarem a inestimável ajuda que o Papa Pio XII prestou aos judeus durante a perseguição genocida a que foram submetidos pelo regime de Hitler, os grupos difusores de ideologias contrárias à Igreja omitem regularmente os fatos históricos que mostram que a própria Igreja foi vítima dos nazistas. De fato, entre os mártires de Auschwitz e outros campos de concentração e extermínio, há santos da importância de São Maximiliano Kolbe e Santa Teresa Benedita da Cruz, nome adotado pela judia convertida ao catolicismo Edith Stein.

Mártires do Império Otomano

Em 12 de maio de 2013, o Papa Francisco canonizou Santo Antônio Primaldo e 800 companheiros mártires, assassinados pelos invasores muçulmanos que atacaram a cidade italiana de Otranto, na Apúlia, em 29 de julho de 1480.

Em 12 de abril de 2015, o Papa também proclamou São Gregório de Narek, o “Santo Agostinho dos Armênios”, como Doutor da Igreja, durante uma Santa Missa em memória de todas as vítimas do genocídio armênio perpetrado pelo mesmo Império Otomano em 1915.

O governo da moderna Turquia, refundada a partir da queda desse império logo após a Primeira Guerra Mundial, contesta a própria existência do genocídio.

Santo missionário caluniado

Também em 2015, no dia 23 de setembro, Francisco canonizou no Santuário Nacional da Imaculada Conceição, em Washington, o frei Junípero Serra, considerado o Pai da Califórnia, mas, ao mesmo tempo, caluniado midiaticamente como algoz de povos indígenas do Oeste norte-americano. Seu túmulo chegou a ser vandalizado.

Grandes aclamações populares

Em 27 de abril de 2014, o Papa Francisco declarou santos os Papas João Paulo II e João XXIII, concelebrando com mais de 1000 sacerdotes, incluindo cardeais e bispos, na presença de 800 mil peregrinos na Praça de São Pedro.

Em 4 de setembro de 2016, outra das mais amadas e influentes personalidades católicas de todos os tempos foi proclamada santa pelo Papa Francisco: a Madre Teresa de Calcutá.

Em 13 de maio de 2017, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima em Portugal, foi a vez dos irmãos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, que, em 1917, junto com sua prima Lúcia, falecida muitos anos depois deles e ainda no início do processo rumo aos altares, presenciaram as aparições de Nossa Senhora.

Em 14 de outubro de 2018, o Papa Paulo VI e o bispo dom Oscar Romero, junto com outros cinco beatos, foram canonizados no Vaticano em mais uma celebração de grande impacto na piedade popular, especialmente dos povos centro-americanos. Os outros cinco beatos canonizados na mesma celebração foram os padres italianos Francesco Spinelli e Vincenzo Romano, as religiosas Maria Caterina Kasper e Nazaria Ignacia de Santa Teresa de Jesus March Mesa, e o leigo italiano Nunzio Sulprizio.

Em 13 de outubro de 2019, também no Vaticano, o Papa Francisco canonizou a primeira santa nascida em solo brasileiro: a longamente aclamada Santa Dulce dos Pobres, cuja grande obra de caridade cristã na Bahia foi reconhecida ainda em seu período de vida nesta terra. Na mesma celebração, foram canonizados São John Henry Newman, Santa Giuseppina Vanni, Santa Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan, e Santa Marguerite Bays.

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