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“Faz 10 anos que entrei no seminário”: pe. Gabriel deixa conselhos aos seminaristas

Pe Gabriel Vila Verde
Pe. Gabriel Vila Verde / Facebook
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“Sem seminaristas, não haverá padres. Sem padres, não há Eucaristia. Sem Eucaristia, não há salvação”

Em seu perfil no Facebook, o pe. Gabriel Vila Verde compartilhou a sua gratidão pelos dez anos transcorridos desde que entrou no seminário e ofereceu conselhos aos seminaristas a partir da sua experiência pessoal:

Hoje faz 10 anos que entrei no Seminário Central da Bahia, pensando em ser padre. Foram 7 longos anos de expectativa. A vocação já foi confirmada, só me resta agora a fidelidade. Que o Senhor nos ajude!

(Na foto, casa amarela, dedicada à Santa Terezinha. Morei nela no primeiro e último ano de estudos – 2010 e 2016)

AOS SEMINARISTAS

Neste dia em que eu recordo minha entrada no seminário, gostaria de deixar alguns conselhos aos seminaristas. Para mim, seminarista é um tesouro precioso, pois eles garantem o futuro da Igreja. Sem seminaristas, não haverá padres. Sem padres, não há Eucaristia. Sem Eucaristia, não há salvação.

Quando entrei no Seminário, em 2010, só levava comigo uma bagagem: a Fé. Aquela fé simples, adquirida no seio da família. Quando concluí o curso, saí dele com três bagagens: a fé, o conhecimento e a maturidade.

Por isso eu digo aos queridos seminaristas: conservem a fé. Uma fé piedosa, orante, sólida. Depois, façam de tudo para conciliar a fé com o conhecimento teológico. Uma coisa é você saber que, na Trindade, existe uma relação pericorética. Outra coisa é você inclinar piedosamente a cabeça, quando alguém diz: “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”.

Uma coisa é você saber que, na Eucaristia, acontece a epiclese e a transubstanciação. Outra coisa é se ajoelhar diante do Sacrário, sozinho, por alguns minutos, em adoração humilde silenciosa.

Uma coisa é você aprender os estilos literários da Sagrada Escritura, conhecer os sinóticos, a teologia joanina, etc. Outra coisa é você rezar com a Bíblia, crendo nela como Palavra de Deus revelada aos homens, e dela se alimentar para depois alimentar o povo.

Falamos de fé, de estudos, mas não nos esqueçamos de algo que tem suma importância na vida do seminarista: a maturidade. Para ser curto e grosso: sejam homens de Deus.

Compreendi, logo nos primeiros dias como Padre, que o povo aqui fora não espera por um irmão, um colega, um vovô ou, para ser bem claro, uma “mãe”. Eles querem um PADRE (PAI). Aquele que corrige na hora certa, mas que também abraça e acolhe. O povo anseia por padres firmes, decididos. Homens que, com sua presença, saibam intimidar os que erram e, ao mesmo tempo, tragam segurança às ovelhas. Não se deixem dominar pela opinião dos fiéis, mas façam com que eles saibam que o sim de um padre é sim, e o não é não. Traduzindo: seja aquele que todos respeitam, não aquele que todos amam.

Fé, conhecimento, maturidade. A fé se traz de casa. O saber teológico se aprende na faculdade. A maturidade se adquire com o passar dos anos, com a formação.

Rezemos pelos nossos seminaristas. Eles são gente, como nós. Não nasceram prontos. Que nossa oração os ajudem a perseverar. Maria, Mãe das vocações, rogai por eles!

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