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Religião

Autoridades chinesas cortam água e luz de bispo para obrigá-lo a abandonar casa

CHINA'S FLAG WITH BARBED WIRE

gopixa/Shutterstock

Reportagem local | Fev 03, 2020

O bispo se recusa a fazer parte da Associação Patriótica Católica Chinesa, criada pelo governo comunista e sem relação alguma com a Santa Sé

Alegando descumprimento de normas de segurança relativas à prevenção de incêndios, autoridades chinesas cortaram a água e a luz da residência em que viviam o bispo dom Guo Xijin e alguns sacerdotes da diocese de Mindong, obrigando-os a saírem do edifício.

Segundo a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre e a agência de notícias Asia News, trata-se de mais um ato de “pressão e raiva” contra o bispo e os padres por terem se recusado a fazer parte da Associação Patriótica Católica Chinesa, uma entidade criada pelo governo comunista de Pequim e à qual seria obrigatório que todos os católicos se filiassem para deixarem de ser clandestinos no país. A entidade, porém, nada tem a ver com o Vaticano. Os católicos que permanecem fiéis ao Papa são considerados ilegais e sofrem dura perseguição.

A Asia News também denuncia a continuidade do implacável processo de fechamento forçado de paróquias não filiadas à entidade controlada pelo Partido Comunista, sob alegações arbitrárias de não adequação a normas de segurança. Entre as que foram fechadas mais recentemente estão a de Fuan, com 10 mil fiéis, e a de Saiqi, com 3 mil.

Em paralelo, a organização internacional Human Rights Watch ressalta, em seu relatório de janeiro, a preocupante existência, na China, de “um sofisticado sistema de censura na Internet”, focando em “construir um estado de vigilância tecnológica orwelliano” e a “silenciar críticos”.

Não só os cristãos são vítimas do silenciamento da religião imposto pela ideologia comunista ateia do governo da China: estimativas citadas pela Ajuda à Igreja que Sofre dão conta de que as autoridades do país manteriam cerca de 1 milhão de muçulmanos da minoria uigur nos assim chamados “campos de reeducação”, visando, alegadamente, combater o terrorismo.

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