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Coronavírus: médicos tentam proibir distribuição da Comunhão

STATYSTYKI KOŚCIELNE 2019
Tomasz Rytych/REPORTER
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Associação médica alegou risco de transmissão do vírus, mas a justiça negou o pedido

A Qualified Private Medical Practitioners Association, associação de médicos localizada no sul da Índia, solicitou à justiça do país que proibisse a distribuição da Comunhão durante as Missas. O argumento era de que a forma de distribuição configuraria risco de transmissão do vírus e colocaria “em perigo a saúde do público em geral”.

O pedido apresentado ao Tribunal ressaltava que, na maioria das igrejas cristãs da Índia, o vinho é distribuído pelos sacerdotes em um único cálice, que passa de boca em boca pelas pessoas que comungam. Segundo a associação, a prática “gera uma possibilidade muito alta de contaminação por saliva”. Além disso, os médicos alertaram que o sacerdote distribui a Eucaristia na língua, ação que permite a contaminação pela saliva e deveria ser restringida, a fim de evitar a transmissão de doenças.

A justiça, entretanto, negou o pedido dos médicos, alegando que não há nenhum caso em que o recebimento da Sagrada Eucaristia tenha causado a propagação de uma doença, demonstrando que não lhes corresponde interferir na “prática centenária”. O Tribunal assinalou ainda que as denominações cristãs têm “abordagens diferentes para a administração e recepção do Sacramento Sagrado”. No entanto, nunca sua recepção não é obrigatória, sendo que cada fiel deve decidir recebê-la devido a sua “fé absoluta como seguidores do cristianismo”.

Com informações de ACI Digital 

 

 

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