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O Papa Francisco reconhece as virtudes heroicas de uma carmelita paulista

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A Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, falecida em 1966, fundou o Carmelo de Tremembé

A Congregação vaticana para a Causa dos Santos publicou em 24 de janeiro deste ano o decreto de reconhecimento das virtudes heroicas da Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade. Já reconhecida como Serva de Deus, a religiosa brasileira nasceu em Itu, foi criada em Campinas e passou boa parte da sua vida consagrada no Carmelo de Tremembé, onde morreu em 1966. As três cidades ficam no Estado de São Paulo.

Ao reconhecer que a carmelita paulista viveu heroicamente as virtudes cristãs, o Vaticano passa a considerá-la Venerável. Seu processo de canonização aguarda agora o reconhecimento de um milagre que seja atribuído à sua intercessão. Após o reconhecimento de um segundo milagre, ela será proclamada santa.

Sua história

Carmem Catarina Bueno nasceu em Itu em 25 de novembro de 1898, dia de Santa Catarina de Alexandria. Filha de Teotônio Bueno e Maria do Carmo Bauer Bueno, foi criada em Campinas pela avó paterna, dona Maria Justina Camargo Bueno, a “Nhá Cota”, porque a mãe tinha ficado muito debilitada após o parto.

Em 23 de setembro de 1917, ao se tornar Filha de Maria, sentiu o chamado do Senhor a consagrar-se inteiramente a Ele. Depois de ler “História de uma Alma”, de Santa Teresinha do Menino Jesus, decidiu ser carmelita. Em 21 de abril de 1926, aos 27 anos, entrou no Carmelo São José, no Rio de Janeiro, e, em 24 de outubro de 1926, recebeu o hábito e o nome religioso de Irmã Maria do Carmo da Santíssima Trindade.

No convento, foi mestra de noviças, sub-priora e priora, sempre caracterizada pela delicadeza, humildade, caridade e paciência.

Em 1949, quando começaram seus graves problemas de saúde, voltou a ser mestra de noviças. Voltou a conduzir o carmelo em 1952, quando nasceu a ideia de uma nova fundação em Tremembé, na diocese de Taubaté: o Carmelo da Santa Face e Pio XII. Em 24 de agosto do ano seguinte, partiram as seis primeiras irmãs, dirigidas pela Madre Carminha e pela cofundadora, Madre Antonieta Maria.

Em 7 de julho de 1966, a Madre Maria do Carmo sofreu um derrame cerebral e entrou em coma profundo. Após uma semana de sofrimento, ela entregou a alma a Deus no dia 13 de julho.

Fama de santidade

Ainda em vida, a hoje venerável carmelita já tinha fama de santidade, que se intensificou após a sua morte. Muitos fiéis começaram a visitar regularmente o seu túmulo para pedir a sua intercessão junto a Deus.

Com a transferência do Carmelo de Tremembé para Mairinque, em 1972, o seu corpo foi encontrado intacto, bem como as suas vestes e até as flores, que estavam secas. Nenhum mau odor exalou da sepultura. Um laudo feito à época pela Universidade de São Paulo (USP) atestou um processo de mumificação natural.

O decreto da Congregação da Causa dos Santos afirma que a Madre Maria do Carmo exercitou as virtudes cristãs, em especial a humildade. Ela fez três votos especiais: o de ser sempre mansa, de oferecer o seu trabalho para a glória de Maria e de se abandonar confiantemente a Deus. Ainda segundo o decreto, ela viveu uma vida de piedade e fervor eucarístico:

“A oração constante a mantinha em diálogo com Deus. Simples e obediente, ela tinha um alto senso de justiça e respeito pelos direitos dos outros. Apesar de sua saúde precária, nunca falhou em seus deveres”.

A congregação vaticana destacou ainda que o trabalho mais importante realizado pela carmelita paulista foi a fundação do mosteiro de Tremembé, projeto que ela amadureceu durante um período de grande sofrimento interior:

“Preocupada com a salvação espiritual do povo, ela se tornou um ponto de referência sólido para muitas pessoas ansiosas por receber conselhos. Sua abertura à ação do Espírito Santo representa uma característica da eternidade”.

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Com informações de O São Paulo

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