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Redação da Aleteia

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Eles adotaram 6 sobrinhos que perderam os pais em um acidente

NEBOT BAYANO
Gentileza
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Miguel e Elisa estavam esperando o terceiro filho quando receberam a terrível notícia: uma irmã e o marido haviam morrido em um acidente de trânsito. Eles deixaram 6 crianças órfãs. Então eles decidiram dar um passo que mudou suas vidas

Miguel Nebot, 39 anos, e Elisa Bayano, 37,  são um casal que vive em Bilbao (Espanha). Ele é autônomo em desenvolvimento de projetos, e ela é farmacêutica.

Eles tinham dois filhos, e Elisa estava grávida do terceiro (uma menina) quando receberam um golpe: no dia 15 de maio de 2018, a irmã de Elisa, chamada Teresa, e seu marido, Xavi Prats, morreram em um terrível acidente de trânsito em uma rodovia. Soria, a avó, mãe de Elisa e Miguel, também morreu no evento.

Teresa e Xavi eram pais de 6 filhos, com idades entre 8 e 18 anos. O que aconteceria com essas crianças?

“Conversamos sobre isso em família e o que percebemos era a necessidade de não separar as crianças”, explica Miguel.

Por outro lado, havia ocorrido algo misterioso antes: “Há algum tempo, Xavi e Teresa tinham nos perguntado se cuidaríamos das crianças caso algo acontecesse com eles. São coisas para as quais você não dá relevância, mas que depois adquirem todo o significado. Tínhamos respondido que sim.”

Mudança

Então, depois de chegarem a um acordo em família, Elisa e Miguel decidiram dar as boas-vindas aos 6 sobrinhos e levá-los para morar com eles, em Bilbau.

Na semana passada, a Associação de Famílias Grandes de Euskadi concedeu a eles o Prêmio Hirukide “por sua atitude exemplar e generosidade diante das adversidades”. Miguel e Elisa não queriam prêmios, mas agradeceram porque isso ajudou a divulgar sua experiência.

“Não é fácil”, diz Miguel. “Estamos a caminho da reconstrução.” Para eles, o mais importante é garantir que os 9 filhos da família “se amem como irmãos”.

“No dia a dia você está lutando para avançar, e nisso o relacionamento com Deus é primordial. Uma de minhas filhas diz que, se isso acontecesse com alguém que não tem fé, daria pena.

Encontrar o sentido da vida nessa situação também exigiu um crescimento enquanto casal. “Elisa e eu estamos avançando no caminho do amor conjugal. Percebo que meu relacionamento com Deus está mudando e descobri que o sacramento do matrimônio é o mais lindo dos sacramentos.”

Amar e ser amados

Ao receber os 6 filhos de Teresa e Xavi Prats, muitas coisas tiveram de ser repensadas. Miguel deixou o emprego (como consultor em Madri) e agora ajuda Elisa na farmácia.

“Aprendi – ele explica – que o trabalho é apenas um meio de realizar a coisa mais importante que buscamos nesta vida, que é amar e ser amado.”

A habitação também foi outro capítulo: eles tiveram de encontrar outra casa onde os onze se encaixassem.

“No começo, você não tem tempo para viver a dor pela morte de sua irmã, sua mãe e seu cunhado, porque você só tem cabeça para cuidar das mil tarefas que surgiram”, disse Elisa.

Aprender a pedir ajuda

Mas, no meio da desgraça, Miguel e Elisa agora veem um crescimento enorme. “A família nos ajuda muito. Eu venho de uma família de 12 irmãos e Xavi também é de uma família numerosa”.

“Aprendemos a pedir ajuda, e eles se voltam para o que precisamos. Existe suporte constante em tudo, desde questões legais, que não são fáceis, até conselhos e orientações.”

Ainda é muito cedo para fazer um balanço, mas Miguel enfatiza que “no final, você sempre pensa que será melhor para nossos filhos biológicos que esses novos irmãos tenham chegado”. Para Elisa, a união da família, o amor e a dedicação são o motor que faz as coisas avançarem.

Miguel não duvida: “o melhor que meus pais me deixaram são meus irmãos. E, no final, o que Elisa e eu estamos procurando é que todos se amem como irmãos.”

“Isso não é alcançado com um dia ou dois, mas é alcançado com a vivência e o tempo. Quando me casei, pensei que sabia muito sobre a vida, mas é agora que estou realmente aprendendo. E confiar em Deus é essencial”, diz.

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