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Como lidar com a fobia escolar

SAD SCHOOL BOY

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Beatriz Camargo - publicado em 23/02/20

Algumas crianças podem ser relutantes nos primeiros dias de aula, mas saiba que isso é normal e exige um período de adaptação à nova rotina

As novidades que marcam a volta às aulas nem sempre são bem-vindas pelas crianças menores. No caso do meu filho, isso ficou evidenciado em sua recusa a ir escola após alguns dias do ano letivo ter iniciado. No começo tudo ia bem, ele demonstrava entusiasmo em relação aos novos amigos, chegava em casa mencionando seus nomes e do que haviam brincado e parecia feliz com o fim das férias.

Até a ocasião em que recusou vestir o uniforme para ir ao colégio dizendo “escola não”, de forma taxativa. Nessa hora, um filme passou pela minha cabeça, pois em minha família há alguns casos de fobia escolar e o mais sério ocorreu com a minha irmã quando ela tinha 6 anos. Os desdobramentos do seu transtorno perduraram por quase quatro anos e comprometeram seu processo de alfabetização.

Mesmo com a recusa, meu filho foi levado à escola naquele dia. Entrou chorando, não queria sair do meu colo, mas depois tudo deu certo e no resto da semana ele se comportou normalmente. Esse episódio, porém, me levou a pesquisar sobre fobia escolar de forma a entender por que algumas crianças desenvolvem tal conduta e conseguir agir de forma preventiva com meu filho.

Procurei pela orientadora pedagógica da escola e descobri que é normal que uma criança, em algum momento, se recuse a ir para a escola, principalmente no período de volta às aulas após férias ou feriados prolongados. Ela também me relatou alguns dos comportamentos ligados à fobia escolar, são eles:

– Ao ouvir que terá de ir à escola a criança imediatamente começa a chorar e pede aos pais para ficar em casa;

– Algumas fazem birra, não querem entrar no carro ou até mesmo podem sair correndo ao chegar no portão da escola;

– Há também aquelas que simulam doenças e mal-estar como tonturas e enjoos, reclamam de dor de cabeça, dores de estômago ou de barriga quando chega a hora de ir para a escola;

– Entre crianças maiores, um artificio comum é pedir para ir até ir até a enfermaria alegando alguma dor, o que o permite a ficar fora da sala de aula por alguns minutos;

– Quando a criança passa a demorar para se vestir, comer e se arrumar, ela pode estar agindo com o intuito de atrasar a chegada na escola e isso deve ser avaliado caso vire rotina.

Nossa conversa também foi elucidativa no sentido de apontar alguns dos motivos vistos como a causa da fobia escolar. Nas crianças menores, a causa costuma estar ligadas por fatores como ficar longe dos pais, medo do professor (quando eles se deparam com um educador mais austero tendem a evitar a escola por completo), mudança de escola ou de turma, dificuldade de aprendizado e eventos familiares traumáticos, como separação dos pais ou morte de um ente querido.

Já em crianças maiores e em pré-adolescentes, a ansiedade costuma ser um dos maiores gatilhos da fobia escolar e ela está ligada a fatores como medo de avaliações e provas, apresentações em público e até mesmo torneio esportivos. Outro ponto crítico dessa faixa etária é a sociabilidade e fatores como o distanciamento dos colegas, bullying ou conflitos com os amigos podem fazer com que o jovem não tenha vontade de ir ao colégio.

Eu fiquei bem mais tranquila após ter esses pontos esclarecidos, pois a orientadora soube me deixar atenta caso meu filho se recusasse novamente a ir à escola. E caso isso ocorra novamente, a recomendação é dialogar com a criança a fim de entender o que se passa escolar.

Outra orientação é manter a frequência escolar e a pontualidade em relação aos horários de chegada, pois isso ajuda a manter a rotina da criança. Transmitir palavras de confiança também ajuda a tranquilizar o pequeno. Agora, quando Tomás demonstra que não quer ir à escola, meu argumento é de, enquanto ele está na escola aprendendo coisas novas, os papais estão trabalhando, e logo mais todos estarão juntos em casa.  Por hora, isso tem funcionando, e espero que assim conseguirei mantê-lo longe da fobia escolar.

Tags:
Educação
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