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Vestir-se bem envolve vestir-se conforme a nossa natureza masculina ou feminina

GREY HAIR
Jack Frog - Shutterstock
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As considerações da professora norte-americana Justyna Braun diante da eliminação das diferenças sexuais pela ideologia de gênero

A revista católica norte-americana Crisis publicou no último dia 20 de fevereiro um artigo de Justyna Braun, professora doutora de literatura e filosofia na Academia Chesterton, sobre a relação entre vestir-se bem, vestir-se com modéstia e vestir-se de acordo com a própria natureza masculina ou feminina.

O que pareceria um assunto anacrônico ou banal aos olhos de muitos hoje em dia envolve, no fundo, conceitos cruciais sobre a identidade do indivíduo humano, desnorteado no meio de uma selva de subjetivismos intolerantes – inclusive a respeito da roupa, que é frequentemente instrumentalizada como símbolo ideológico.

Ao falar sobre como tratar do assunto entre os jovens, a professora considera:

‪”No longo prazo, as regras restritivas não ajudam ninguém a se vestir bem. Os estudantes se rebelam ou simplesmente usam o que acham mais cômodo. Creio que a razão é que a maioria dos adolescentes, e dos adultos, nunca aprendeu a conquistar um visual elegante e raramente pensa na importância da boa apresentação pessoal”.

Ela destaca duas características da época atual no tocante ao vestir-se:

“Primeiro, há um abandono dos princípios estéticos na moda. Muitos de nós desejam uma boa apresentação, mas não sabem como. Segundo, há uma confusão nas identidades de gênero. As mulheres se vestem livremente com roupas masculinas, enquanto os homens recorrem a métodos tradicionalmente femininos para cultivar a aparência pessoal”.

Sobre a primeira característica, ligada à perda do senso de beleza, Justyna recorda que a vestimenta, em outras épocas, estabeleciam cânones às vezes restritos.

“Meus alunos se surpreendem quando lhes digo que a moda, como a matemática ou a gramática, tem as suas próprias regras derivadas da ótica e da geometria. Num mundo onde supostamente tudo vale, a ordem na aparência serve como poderoso testemunho da existência da beleza”.

Mas a questão preocupante, segundo ela, está no desaparecimento das distinções entre masculino e feminino na moda atual.

“Essa eliminação das diferenças sexuais entre homens e mulheres talvez seja mais atroz do que a hipersexualização do corpo humano. Em vez de ressaltar as características sexuais masculinas e femininas, pretendemos que o sexo expresse apenas uma escolha pessoal”.

Justyna Braun propõe que a clara diferenciação manifestada por meio do vestir seja um modo de reação às propostas da ideologia de gênero.

“A roupa que afirma a nossa masculinidade ou feminilidade combate uma ideologia que rompe a relação entre os nossos corpos e nós mesmos. Vestir-nos bem está conectado com vestir-nos de acordo com a nossa natureza dada por Deus e nos remete a fontes objetivas de beleza e ordem natural”.

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