Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Receba diretamente no seu email os artigos da Aleteia.
Cadastrar-se

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Filme O Homem Invisível: o fantasma do abuso

THE INVISIBLE MAN
Universal Pictures
Compartilhar

Ao dar nova vida ao personagem de H.G. Wells, o diretor Leigh Whannell optou por um thriller psicológico influenciado por filmes de fantasmas

Clique aqui para abrir a galeria de fotos

Ciente da dificuldade de fazer uma releitura de H.G. Wells, o diretor Leigh Whannell decidiu mudar o personagem do homem invisível, trazendo-o para longe da pura ficção científica, e optando por colocar uma pergunta básica: o que afinal, no contexto de hoje, é um homem invisível?

A partir dessa ideia, o roteirista e diretor se afasta de Wells para conceber um thriller alucinante centrado na questão da violência contra a mulher.

Aí está a chave do filme O Homem Invisível: o drama da protagonista Cecilia (Elisabeth Moss) perante o fantasma de seu ex-marido Adrian Griffin (Oliver Jackson-Cohen), real e figurativamente.

Porque o que a assedia não é apenas uma entidade desencarnada, mas também a memória traumática de um relacionamento tóxico que a transformou em uma mulher à beira do colapso.

O sofrimento da personagem faz parte do processo de transformação em que ela terá de mergulhar para encontrar a fé necessária para sobreviver.

É aí que O Homem Invisível revela sua verdadeira natureza de drama psicológico sobre abuso, assim como o mal-entendido coletivo e a falta de solidariedade que muitas mulheres, infelizmente, enfrentam todos os dias nesse contexto.

De uma maneira muito inteligente, o filme mostra, desde a primeira sequência do filme, quão ameaçadora é a figura de Adrian.

Uma natureza violenta e desequilibrada – muito bem transmitida por Jackson-Cohen, que tira o máximo proveito de suas breves aparições na tela – que infecta o restante das imagens, carregando-as com uma tensão que é sustentada, acima de tudo, em uma interpretação grandiosa de Moss.

É precisamente esse medo silencioso que sustenta O Homem Invisível: a impossibilidade de adivinhar de onde virá o perigo, e se ele será ou não reconhecido por aqueles que estão ao nosso redor.


Ficha Técnica

Título original: The Invisible Man

Ano: 2020

País: Estados Unidos

Gênero: Mistério/Filme de ficção científica

Diretor: Leigh Whannell

Intérpretes: Elisabeth Moss, Oliver Jackson-Cohen, Aldis Hodge, Storm Reid, Harriet Dyer, Michael Dorman

Boletim
Receba Aleteia todo dia