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Papa: nunca dialogar com o diabo

POPE ASH WEDNESDAY

Antoine Mekary | ALETEIA

Reportagem local - Vatican News - publicado em 02/03/20

Também hoje Satanás irrompe na vida das pessoas para tentá-las com suas propostas atraentes

O Papa Francisco afirmou que também hoje o diabo surge na vida das pessoas com “suas propostas atraentes”, ou seja, com as tentações.

Mas diante das tentações existe um caminho a seguir. No Angelus desse domingo, o Papa explicou que tal caminho é aquele percorrido por Jesus no deserto, onde o Senhor enfrenta as tentações do maligno.

Tentações

O diabo primeiro sugere a Jesus, que tem fome, que transforme as pedras em pão. Mas a resposta é clara: “Não se vive somente de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.


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Então o diabo pede a Jesus para experimentar a confiança em Deus, de se atirar do ponto mais alto do templo, porque ele seria socorrido pelos anjos.

“Quem crê – diz Francisco -, sabe que não se coloca à prova Deus, mas confia na sua bondade”. Por esta razão, Jesus responde ao diabo com estas palavras: “Não porás à prova o Senhor teu Deus!”.

Na terceira tentação, o maligno oferece “uma perspectiva de messianismo político”. Mas Jesus “rejeita a idolatria do poder e da glória humana” e, no final, expulsa o tentador dizendo: “Vai embora, Satanás, pois está escrito: ‘Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele prestarás culto’”.

Cuidado

Jesus não dialoga com o diabo, mas responde ao maligno com a palavra de Deus. Nunca se deve dialogar com o diabo. Nisto – segundo o Papa – é preciso ter muito cuidado. A experiência de Jesus deve ajudar-nos a estar vigilantes, a não nos submetermos a nenhum ídolo.

Também hoje Satanás irrompe na vida das pessoas para tentá-las com suas propostas atraentes; ele mistura a sua às muitas vozes que tentam domar a consciência. De muitos lugares chegam mensagens convidando as pessoas a “deixarem-se tentar” para experimentar a embriaguez da transgressão. A experiência de Jesus ensina-nos que a tentação é a tentativa de percorrer caminhos alternativos aos de Deus, que nos dão a sensação de autossuficiência, de gozo da vida como um fim em si mesmo. Mas tudo isso é ilusório: logo percebemos que quanto mais nos afastamos de Deus, mais nos sentimos indefesos e inermes diante dos grandes problemas da existência.

“Que a Virgem Maria, a Mãe d’Aquele que esmagou a cabeça da serpente, nos ajude neste tempo de Quaresma a estar vigilantes diante das tentações, a não nos submetermos a nenhum ídolo deste mundo, a seguir Jesus na luta contra o mal; e conseguiremos também nós ser vencedores como Ele”, afirmou o Papa Francisco.




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(Com Vatican News)

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