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Redação da Aleteia

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O coronavírus quase parou Milão, mas a Caritas local prossegue a todo vapor

MILANO
Shutterstock | Resul Muslu
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Organização católica de caridade e ação humanitária se torna ainda mais importante nestes períodos críticos: “Não vamos deixar ninguém para trás”

Iniciativa da Igreja, a Caritas é uma das mais conhecidas e respeitadas organizações mundiais de caridade e ação humanitária, estruturada como um grande sistema de entidades que atuam localmente.

Durante a crise atual do coronavírus no norte da Itália, a Caritas de Milão, também chamada de Caritas Ambrosiana em homenagem ao grande bispo local Santo Ambrósio, continuou ininterruptamente o seu trabalho de ajuda aos mais necessitados da população, mesmo no meio das medidas excepcionais de segurança impostas pelas autoridades desde o início da emergência. Luciano Gualzetti, o diretor, resume:

“O desafio é vencido com o foco nos vínculos e na solidariedade”.

Os 8 Empórios da Solidariedade e os 4 armazéns da Caritas Ambrosiana permaneceram abertos o tempo todo, com entregas escalonadas para evitar filas e aglomerações nos pontos de distribuição e, assim, garantir mais segurança sanitária. Ordenadamente, mesmo durante este período de emergência, foram distribuídos em média 350 quilos de alimentos para 200 pessoas por dia. Os voluntários relataram que não houve corridas caóticas às prateleiras: cada um pegou o que precisava, respeitando a sua vez.

No refeitório da Caritas Ambrosiana, voluntários e agentes montaram kits refeição com um prato quente, uma porção de legumes, fruta, pão e doces.

No albergue noturno administrado pela entidade perto da Estação Central de Milão, foi instalado um ambulatório médico organizado por agentes e médicos voluntários. Atualmente, há 54 internos. A capacidade máxima é de 60 pessoas.

Os colóquios, ou atendimentos personalizados, também continuam sendo realizados em 380 centros de escuta espalhados pelas paróquias da arquidiocese e nos guichês dos serviços centrais, como o Serviço de Acolhida de Milão, o Serviço de Acolhida aos Imigrantes e o Serviço de Orientação Profissional – Siloe, mas agora só mediante agendamento, com o intuito de evitar aglomerações. O número de pessoas que procuram esses serviços é bastante alto, com cerca de 4 mil por dia, mas a média de acessos diários por guichê é de 10 pessoas, um número que pode ser gerenciado com segurança.

Luciano Gualzetti, que dirige a Caritas Ambrosiana, manifestou gratidão “a todos os agentes e voluntários que, com grande generosidade, não deixaram de demonstrar a sua proximidade às pessoas em dificuldade”:

“Neste momento tão difícil, somos chamados a implementar todas as medidas necessárias para proteger os voluntários e os agentes, sem deixar sozinhos os nossos hóspedes, que correm o risco de sofrer as piores consequências dessa emergência. São pessoas que, mesmo em situações como essas, correm o risco de ser as últimas, as menos informadas e protegidas. Os voluntários e os agentes deram uma resposta extraordinária, porque também eles estavam preocupados, mas se colocaram à disposição, tomando todas as precauções que sugerimos. O caminho mestre é o dos laços. Esta situação deixou claro que todos nós estamos na mesma situação e temos que sair dela sem deixar ninguém para trás”.

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Com informações do Vatican News

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