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7 de março de 2020: abertura do processo de beatificação do Pe. Léo

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Saiba quais serão os próximos passos neste caminho rumo aos altares

Padre Léo, muito conhecido pelo humor de suas pregações, entrará em processo de beatificação a partir deste sábado, 7 de março de 2020, sendo considerado, a partir de então, Servo de Deus.

Padre, pregador, cantor e fundador da Comunidade Bethânia, padre Léo faleceu aos 45 anos, no dia 4 de janeiro de 2007, após uma infecção generalizada decorrente de um câncer no sistema linfático.

Simples, bem-humorado e um ótimo contador de “causos”, o sacerdote arrastava multidões, além de ter inspirado muitas histórias de conversão que ainda hoje são contadas e partilhadas por muitos católicos e não católicos.

“Após sua morte, muitas pessoas chegam a Bethânia afirmando que receberam uma graça por intermédio do padre Léo”, conta o moderador-geral da Comunidade Bethânia, padre Vicente de Paula Neto. O vice moderador-geral da Comunidade , padre Lúcio Tardivo, revela que, até o momento, foram contabilizados aproximadamente três mil testemunhos de graças e possíveis milagres alcançados.

No início, padre Lúcio recorda que os consagrados e consagradas da comunidade ouviram e viveram o acolhimento destes testemunhos de modo interno, mas, à medida que o tempo foi passando, e as graças aumentando, Bethânia passou a receber pedidos e incentivos de religiosos, membros do clero e do povo para pedirem a beatificação padre Léo.

“Depois de um discernimento junto à Comunidade, chegamos à conclusão que estava na hora”, conta padre Vicente. Ele anunciou, então, a data de abertura do processo: 7 de março de 2020. Nesse dia, Padre Léo estaria completando 29 anos de sacerdócio

O início deste caminho que visa elevar o fundador de Bethânia à honra dos altares acontecerá em São João Batista (SC) no Recanto da Comunidade Bethânia, em missa presidida pelo arcebispo local, Dom Wilson Tadeu Jönck, responsável pela abertura do processo. Até chegar a aprovação de Roma, padre Lúcio conta que foi realizado um caminho para que houvesse uma sinalização positiva diante da solicitação de abertura do processo.

Próximos passos

Assim que aberto o processo, padre Lúcio sublinha que serão realizadas entrevistas com 50 pessoas que conviveram com padre Léo e que darão testemunho da vida do candidato a santo. Esta ação faz parte da fase diocesana, em que se encontrará o processo a partir de 7 de março. O sacerdote prossegue pontuando quais são as próximas ações que serão tomadas pela diocese e pela Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano para o andamento do processo, recordando que: “Não existe um tempo, ele [processo de canonização] durará o tempo que Deus quiser”. Confira:

Dom Wilson Tadeu Jönck conta que é parte do rito que os restos mortais sejam colocados primeiramente em uma caixa de acrílico, depois em uma de metal e, por fim, lacrada em um túmulo de granito.

O arcebispo é o responsável pelo tribunal que será implantado logo após a abertura do processo. Dom Wilson explica que o grupo conta com: um canonista, encarregados de fazer a pesquisa sobre a vida de padre Léo, o responsável de Roma encarregado de acompanhar todo o processo e com o postulador da causa, padre Lúcio. Segundo o bispo, uma oração e relíquias serão distribuídas no dia 7 de março para o culto pessoal dos fiéis. O culto público só poderá ser realizado após a beatificação de Padre Léo.

Milagres

Desde a morte de padre Léo, o vice moderador-geral da Comunidade Bethânia relata que houve indícios de milagres. “Analisaremos cada um deles e escolheremos um ou dois que serão estudados. No caso da cura de uma doença, pediremos laudos médicos, e essa doença deverá ter a probabilidade de um milagre”, esclareceu. Padre Lúcio ressaltou a diferença entre graça e milagre: “O milagre é algo extraordinário que a medicina não consegue explicar”.

Com informações de Canção Nova 

 

 

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