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Papa Francisco: a vaidade é venenosa

POPE FRANCIS AUDIENCE
Antoine Mekary | ALETEIA | I.Media
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Pontífice pediu hoje que padres visitem profissionais de saúde e doentes do coronavírus

O Papa Francisco rezou primeiramente hoje para que os padres “tenham a coragem de sair e ir ao encontro dos doentes, levando a força da Palavra de Deus e a Eucaristia, e de acompanhar os profissionais de saúde, os voluntários, nesse trabalho que estão fazendo” para enfrentar o coronavírus.

Essa foi a mensagem inicial que o pontífice quis passar na missa na Casa Santa Marta, que estes dias tem sido transmitida via streaming pelo Vatican News.

Já em sua homilia, o Papa inspirou-se no Evangelho do dia, fazendo uma forte advertência contra a vaidade.

O Papa recordou que ontem a Palavra de Deus nos ensinava a reconhecer os nossos pecados e a confessá-los, mas não somente com a mente, também com o coração, com um espírito de vergonha.

Já hoje “o Senhor chama todos, pecadores, a dialogar com Ele, porque o pecado nos fecha em nós mesmos, nos faz nos escondermos ou esconde a nossa verdade, dentro”.

Segundo Francisco, foi isso que aconteceu com Adão, com Eva: depois do pecado, se esconderam porque tinham vergonha; estavam nus.

E o pecador, quando sente a vergonha, depois tem a tentação de se esconder. E o Senhor chama: ‘Vamos, venham, vamos discutir’, diz o Senhor, ‘vamos falar do teu pecado, da tua situação. Não tenham medo. Não…’.

E continua: ‘Mesmo se os pecados de vocês fossem como a cor de escarlate, vão se tornar brancos como a neve. Se fossem vermelhos como a púrpura, vão se tornar como lã’. ‘Venham, porque eu sou capaz de mudar tudo’, diz o Senhor, ‘não tenham medo de vir falar, sejam corajosos mesmo com as misérias de vocês’.

O Papa então citou a história de um santo extremamente penitente, que rezava muito. Ele procurava sempre dar ao Senhor tudo aquilo que o Senhor lhe pedia. Mas o Senhor não estava feliz.

E, um dia, ele estava um pouco irritado com o Senhor, porque tinha um certo temperamento, aquele santo. E disse ao Senhor: ‘Mas, Senhor, eu não te entendo. Eu te dou tudo, tudo, e tu sempre está tão insatisfeito, como se faltasse alguma coisa. O que falta?’. [E o Senhor responde]: ‘Me dê os teus pecados: é isso que falta’.

O Papa pediu que tenhamos coragem de ir falar com o Senhor com as nossas misérias: “‘Vamos, venham! Vamos discutir! Não tenham medo. Mesmo se os pecados de vocês fossem como escarlate, vão se tornar brancos como a neve. Se fossem vermelhos como a púrpura, vão se tornar como lã’”.

Esse é o convite do Senhor. Mas sempre há um engano: ao invés de ir falar com o Senhor, fingir de não ser pecadores.

Segundo o pontífice, o que Senhor repreende aos doutores da lei é a hipocrisia: eles “estão satisfeitos pelos lugares de honra nos banquetes, dos primeiros lugares nas sinagogas, das saudações nas praças, como também de serem chamados Rabbi das pessoas’”.

A aparência, a vaidade. Encobertar a verdade do nosso coração com a vaidade. A vaidade nunca cura! A vaidade nunca cura. Além disso, é venenosa, continua trazendo a doença do coração, trazendo aquela dureza de coração que te diz: ‘Não, não vá ao Senhor, não vá. Você fica.’

A vaidade é apenas o lugar para se fechar ao chamado do Senhor. Em vez disso, o convite do Senhor é aquele de um pai, de um irmão: ‘Venham! Vamos conversar, falar. Ao final, Eu sou capaz de mudar a tua vida do vermelho ao branco’, afirmou o Papa.

Que essa Palavra do Senhor nos encoraje; que a nossa oração seja uma oração real. Da nossa realidade, dos nossos pecados, das nossas misérias. Fale com o Senhor. Ele sabe, Ele sabe o que somos. Sabemos disso, mas a vaidade nos convida sempre a encobertar. Que o Senhor nos ajude.

(Com Vatican News)

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