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Ministro da Palavra pode sentar na cadeira do padre?

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Quem responde é o pe. Cido Pereira, da arquidiocese de São Paulo

Em sua coluna no jornal arquidiocesano O São Paulo, o pe. Cido Pereira respondeu neste mês à seguinte dúvida de uma leitora:

Esta é a pergunta que recebi da Marly:

“Gostaria de saber se é errado um ministro que estiver fazendo a celebração da Palavra se sentar na cadeira do Padre?”

Na falta de sacerdotes por este Brasil afora, diáconos e ministros da Palavra presidem celebrações da Palavra com a distribuição da Santa Comunhão.

Você falou certinho. O que o diácono e os ministros da Palavra fazem não é missa, nunca foi nem será. Tanto que as hóstias consagradas que eles dão em comunhão não foram consagradas por eles. Os sacerdotes consagram as hóstias, e os ministros e diáconos as distribuem ao povo, quando o Sacerdote está ausente.

Eu não vejo nada de mais os diáconos ou os ministros da Palavra se sentarem diante do povo, quando for preciso, desde que eles não entendam que receberam um poder extraordinário ou que são melhores do que os outros, não usem do gesto de se sentar diante do povo como um exercício de poder. Infelizmente, tem acontecido muito disso. Um serviço aos irmãos jamais pode ser entendido como exercício de poder.

Ajudar uma comunidade a celebrar sua fé é mesmo um serviço. Não cabe nem ao padre, nem ao diácono, nem aos ministros, mesmos que sejam Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, tratar o povo de Deus como se fosse criança, tratar aos gritos ou com arrogância.

Sua pergunta foi muito importante, Marly. Deus a abençoe!

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