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O médico católico pioneiro no uso da técnica de lavar as mãos para evitar infecções

PIXABAY
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Em época de coronavírus, temos que agradecer por essa prática e pelo homem que deu a vida para promovê-la

Embora seja difícil imaginar uma época em que a lavagem das mãos fosse opcional (mesmo entre os cirurgiões), temos que dizer que esses dias são realmente bastante recentes em nossa história.

“Cante ‘Parabéns pra você’ na pia”, disse meu amigo recentemente enquanto eu estava ensaboando as mãos. E com a ameaça de uma epidemia aparecer, eu cantei a música duas vezes. Na verdade, ouvir alguém dizer “lave as mãos” neste clima atual parece quase uma benção. Por isso é, até certo ponto, desconcertante e triste pensar que o homem que foi pioneiro em defender essa técnica, o Dr. Ignaz Semmelweis, foi perseguido por sua descoberta inovadora.

Tudo começou em 1847, quando o húngaro Semmelweis estava trabalhando em Viena e conduziu uma pesquisa que resultou na implantação da técnica da lavagem obrigatória das mãos nos hospitais.

O momento inovador de Semmelweis ocorreu quando ele notou que havia uma taxa de mortalidade notavelmente mais alta em uma enfermaria de maternidade com equipe de médicos e estudantes, em oposição a outra ala de parto próxima, com equipe de parteiras. Após um exame minucioso das práticas em ambas as enfermarias, ele correlacionou as mortes maternas com os alunos que haviam realizado autópsias em cadáveres imediatamente antes do parto. Depois de exigir uma política de lavagem das mãos entre deixar o laboratório de cadáveres e ir para a maternidade, as taxas de mortalidade caíram de 10 a 20 vezes em 3 meses, provando que a transferência de doenças poderia ser drasticamente reduzida por essa simples prática.

A descoberta não foi recebida com elogios. Muitos profissionais discordaram das conclusões do médico. Os hospitais se queixaram dos custos de proporcionar um ambiente sanitário, e Semmelweis rapidamente se viu banido do meio profissional.

Ignaz Semmelweis
Public Domain
Ignaz Semmelweis descobriu que a lavagem das mãos diminuía o número de infecções em uma maternidade. Porém, a técnica não foi bem aceita pelos outros médicos.

O tempo passou e os hospitais onde ele instituiu a mudança voltaram às suas antigas práticas insalubres. Semmelweis ficou tão agitado com a escalada da mortalidade materna, que, dizem, enlouqueceu. Mas, em vez de prestar atenção às suas descobertas e reinstituir a lavagem das mãos, os colegas de Semmelweis o silenciaram, jogando-o em um manicômio.

O que nós esperamos, verdadeiramente, é que o catolicismo de Semmelweis, uma fé rica em histórias de santos e mártires que defendiam a verdade a todo custo, tenha lhe proporcionado conforto em seus últimos dias. Ele morreu de sepse (infecção generalizada)- a doença que ele lutou para curar. Seu legado é um testemunho de misericórdia e inspiração através dos tempos.

 

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