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“Na igreja não haveria contágio e não deveriam fechá-las”: isso é tentar a Deus

© Filip Fuxa / Shutterstock
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Além de carregadas de crítica mordaz, certas afirmações disfarçadas de “fé profunda” envolvem insensatez e caem num pecado grave: “Não tentarás do Senhor teu Deus”

Uma sensata e necessária colocação foi feita pelo pe. Gabriel Vila Verde em seu Facebook a respeito das medidas excepcionais que a Igreja precisou tomar, na Itália e em cada vez mais países, diante da emergência real do coronavírus:

E tem gente dizendo que a proibição das Missas é falta de fé. Você colocaria sua avó para andar nas ruas da Itália? Não? Pois bem. Pimenta nos olhos dos outros é refresco!

Vale lembrar também que a Missa pode ser celebrada sem presença de pessoas. Logo, os padres que estão celebrando em casa, podem oferecer o Santo Sacrifício pelos seus paroquianos e por todo o mundo!

Não vamos tentar a Deus, dizendo que na Igreja não pode haver contágio. Se fosse assim, terremoto não destruiria igrejas, padres não morreriam com doenças, etc.

Vamos lembrar da resposta que Jesus deu ao demônio, quando este mandou que ele se lançasse do precipício, esperando o socorro dos anjos: “NÃO TENTARÁS O SENHOR TEU DEUS”.

O pe. Gabriel complementou com outra postagem:

Se cuide! Lave as mãos, use máscaras, tome vitamina C, evite aglomeração de pessoas e, sobretudo, REZE. A Fé e bom senso sempre andaram de mãos dadas.

Não se deixe levar por comentários de pessoas insensatas, que estão mandando o povo não ter medo, sendo que as mesmas não tem coragem de visitar alguém que esteja contaminado. É muito discurso sobre fé e pouco dom do discernimento!

De fato, Deus nos deu a fé, mas também nos deu a razão, que anda de mãos dadas com a fé madura, consciente e sincera:

A fé e a razão são as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva à contemplação da Verdade” (São João Paulo II, encíclia Fides et Ratio – A Fé e a Razão).

Usemos bem, portanto, também o dom divino do cérebro. E não tentemos o Senhor nosso Deus.

SEM PÂNICO: BOM SENSO E CUIDADOS FUNDAMENTAIS A TOMAR

1 – Saiba que a pandemia Covid-19 tem apresentado uma proporção relativamente baixa de mortos: alguma coisa entre 0,5% e 3,5% do total de infectados. Esta é uma boa notícia, e há outras notícias igualmente boas: a grande maioria dos casos (mais de 80%) tem gravidade reduzida; o risco para crianças tem sido mínimo; e o pico do surto já passou na China, onde os novos casos estão em declínio.

2 – Porém, há motivos suficientemente sérios e comprovados para mantermos firmes cuidados numa tarefa crucial: a de conter a expansão do vírus. Motivo: a Covid-19 pode ser leve para a grande maioria das pessoas, mas acarreta riscos bastante relevantes para grupos específicos, como idosos, diabéticos e doentes do coração. E são estas pessoas as que mais precisam de cuidados para evitar que sofram o contágio.

3 – Este é o maior problema vivido na Itália: sendo um país com grande número de idosos, além do fato de que a taxa de letalidade tende a subir, o próprio sistema de saúde fica sobrecarregado na tentativa de atender muita gente ao mesmo tempo, chegando-se ao cenário da falta de leitos e de equipamentos críticos, como respiradores artificiais. Havendo pico de acessos aos hospitais e postos de saúde, com milhares de pessoas precisando ser atendidas ao mesmo tempo, aqueles que têm mais necessidade podem não conseguir ser atendidos adequadamente – ou simplesmente nem sequer ser atendidos.

4 – A diretriz, portanto, é impedir ao máximo um grande pico de contágios, e a forma mais prática e simples de ajudar a impedir esse pico é esta: evite tudo aquilo que facilite a proliferação do vírus:

  • Lave bem as mãos, com alta frequência, sobretudo após tocar em superfícies nas quais muita gente também tocou, como balcões de atendimento, caixas eletrônicos, assentos e apoios do transporte público, etc.
  • Evite levar as mãos à boca, nariz e olhos;
  • Evite aglomerações, reduzindo as saídas de casa ao indispensável;
  • Se precisar estar em meio a grupos grandes de pessoas, procure manter uma distância de ao menos 1 metro e fique apenas durante o menor tempo possível;
  • Evite cumprimentos como apertos de mão, abraços e beijos;
  • Recorra a postos de saúde e hospitais somente em casos de objetiva e real necessidade, para não sobrecarregar inutilmente o sistema e até para evitar um risco ainda maior de contágio, dado que são ambientes em que se fica mais exposto a micro-organismos;
  • Mantenha uma rotina de alimentação saudável, exercício físico adequado às suas condições, boa ventilação e luz natural em casa ou no local de trabalho;
  • Não divulgue fake news: compartilhe informação objetiva, o que inclui algumas notícias tristes, mas também várias notícias boas e tranquilizadoras;
  • Mantenha a serenidade, sem se deixar levar pelos promotores de histeria;
  • Mantenha a fé, pedindo sempre forças a Deus para que todos façamos bem a nossa parte e Ele nos conceda a graça de enfrentar e vencer esta pandemia com inteligência, disciplina e solidariedade, em especial com os mais vulneráveis;
  • Obedeça responsavelmente às diretrizes das autoridades em caso de medidas excepcionais de controle.
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