Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Receba diretamente no seu email os artigos da Aleteia.
Cadastrar-se

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

10 coisas que o terapeuta de seu filho gostaria de lhe dizer

ADHD
Andrey_Popov - Shutterstock
Compartilhar

Por questões éticas, o terapeuta nunca compartilhará com os pais aspectos profundos que marcam as sessões dele com seu jovem paciente, mas eis aqui algumas reflexões que são praticamente universais e merecedoras de atenção

Tenho várias amigas que trabalham com psicoterapia infantil em diferentes abordagens, e graças a elas hoje sei que há três linhas de trabalho totalmente distintas: a psicanálise, a análise do comportamento e a fenomenologia-existencial. Raramente conseguimos nos reunir para um café, mas, quando isso acontece, a conversa sempre acaba sendo direcionada para questões de parentalidade.

Entre experiências com os próprios filhos e, também, o que se vivencia no consultório (com o devido resguardo dos princípios éticos), o papo rapidamente evolui perante as conclusões que cada uma tem a respeito de assuntos como limites, disciplina e responsabilidades – temas esses que normalmente fazem parte dos conflitos com os adolescentes.

Ciente da importância do conhecimento que minhas amigas compartilham comigo nessas nossas conversas, decidi reunir algumas das “pílulas de sabedoria” que já recebi, e eis aqui aquelas que achei mais relevantes:

  1. Não tente compensar sua ausência com presentes caros e uma grande mesada. Mesmo que o dinheiro não seja um problema para você, ele não pode ser usado como uma substituição. Saiba que sua companhia é algo inestimável e cabe a você mostrar o poder desse vínculo e fortalecê-lo diariamente;
  2. Quem manda são os pais! Mesmo que não se sinta confortável em ter de assumir o papel de comando, lembre-se que cabe a você tomar as decisões. Infelizmente, as crianças e jovens precisam da convivência com uma figura autoritária capaz de cobrar deles responsabilidades como as tarefas da escola, a arrumação da cama, do quarto etc. Essa sua função também envolve ter firmeza ao determinar coisas como o que não deve ser visto na TV, que haverá sopa – ao invés de pizza – no jantar, e que 21h30 é o horário limite para ir para a cama;
  3. Ainda sobre horários, é bom lembrar que a disciplina em relação a hora de ir dormir faz toda a diferença na rotina das crianças e que existem diferentes demandas de sono para cada faixa etária. Sendo assim, se você tem filhos com idades variadas, deve-se atentar que os que estão na fase pré-escolar devem dormir de 10 e 12 horas por dia, já o que frequentam a escola primária precisam de 8 e 10 horas, enquanto os adolescentes necessitam de, no mínimo, 8 horas de sono. Lembre-se que a melhor rotina para os filhos é aquela que envolve bons hábitos de sono;
  4. Você adoraria que seu filho fosse um grande devorador de livros, mas ele mal consegue concluir as leituras obrigatórias da escola. Você queria que ele jogasse na posição de atacante, mas ele prefere ser o goleiro. Se isso é uma realidade em sua casa é importante que você se lembre-se de que filho é único, com talentos e habilidades peculiares, e que funcionam independente de suas expectativas. Seus filhos esperam que você saiba lidar com isso e que os incentive em suas escolhas, então deixe sua frustração de lado e aceite sua personalidade;
  5. Você já teve um “papo cabeça” com seu filho pré-adolescente? Não?! Então é hora de você puxar conversa sobre algo que ele realmente gosta (como um complexo jogo de videogame, livro, filme etc) e ouvir todo o seu poder de argumentação. Esteja preparado, pois com certeza irá se surpreender com tanto entusiasmo, sua retórica e, até mesmo, poderá aprender novas palavras;
  6. Frustração é algo inevitável, então não tente amenizar ou evitar que seu filho se sinta desapontado ou completamente irado por não ter conseguido algo que queria. É seu papel permitir que ele entre em contato com esse tipo de sentimento, pois só assim ele desenvolverá recursos para superá-lo e se sentir melhor. Ao permitir isso você irá ajudá-lo a expandir sua inteligência emocional;
  7. Você acredita que ter estabelecido sua família em um lar cristão, pois todos vivem conforme a Palavra de Deus, vão à missa juntos e todas as datas religiosas são comemoradas. Mas você já se perguntou se os seus filhos realmente compartilham da fé e dos princípios dos pais? Com as aulas do Catecismo, a Igreja cumpre um papel social importante junto aos mais jovens, mas você alguma vez teve oportunidade de certificar a visão de seus filhos a respeito de valores como bondade, respeito e integridade? Fique atento, pois essa é uma grande responsabilidade que os pais devem ter, por isso esteja sempre atento a ocasiões que permitirão reforçar valores cristãos em seus filhos, preparando-os para se tornarem cidadãos éticos e comprometidos com a sua comunidade e a sociedade em geral;
  8. Errar é permitido sim! Ninguém é perfeito, seu filho vai cometer inúmeros erros ao longo da vida, e vocês, pais, também! E eis aqui um segredo: erros são presentes! Pois deles surgem oportunidades guiar os jovens para a reflexão sobre aquilo que fizeram, lidar com os próprios sentimentos, entrar em contato a sensação de humildade, fragilidade, e poder constatar que as relações humanas não são sempre perfeitas;
  9. Seu filho é teimoso, não gosta das mesmas coisas que você e, muitas vezes, ignora suas recomendações e pedidos. Lidar com isso nem sempre é fácil, mas saiba que faz parte do percurso da criação e praticamente todos os pais têm de lidar com isso. Então não encare isso como uma falha sua e não deixe essa sensação abalar o relacionamento de vocês. Ame se filho e demonstre a intensidade de seu sentimento sem nenhum tipo de reserva, o toque, o carinho, o afeto têm mais poder que qualquer palavra. Não tenha medo de entregar seu coração e, assim, ensinar seu filho a ser amoroso;
  10. A constatação mais triste que um pai pode ter é que, infelizmente, a intensa convivência com filhos se dará por um curto período, afinal, eles crescem, vão para a faculdade, se casam, estabelecem suas próprias famílias. Mas a parte boa é de que esses os laços entre pais e filhos durarão para sempre, portanto, proporcione as suas crianças as melhores experiências, pois delas surgirão as mais doces lembranças, aquelas que tanto você quanto você quanto eles sempre se lembrarão com carinho e amor.
Boletim
Receba Aleteia todo dia