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Humildade e serviço: o legado da freira brasileira que morreu na Itália com Covid-19

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Ela faria 82 anos amanhã. Sobrinha no Brasil: “Eu ia visitá-la este ano. Infelizmente (emocionada) não será possível. Farei a visita ao seu túmulo”

A irmã Edite Terezinha Bortolini estava para completar 82 anos amanhã, 28 de março. Gaúcha de Garibaldi, ela faleceu no último dia 23, na pequena cidade de Velo d’Astico, região do Vêneto, Itália, onde morava e trabalhava já fazia quase 20 anos.

Como superiora da comunidade até agosto passado, a Ir. Edite foi a responsável pela revitalização e transformação da grande estrutura que a congregação mantém na região, incluindo espaços para retiro espiritual, serviços à comunidade, acolhimento de idosos e educação de crianças.

Ela esteve no Brasil em janeiro

No início deste ano, a religiosa esteve no Brasil para visitar familiares nas cidades gaúchas de Canoas e Garibaldi. De acordo com o Vatican News, a sobrinha Lores Bortolini Affonso, de Curitiba, contou que a visita foi repleta de momentos felizes, especialmente com os irmãos e os sobrinhos-netos. Lores chegou a falar com a tia um dia antes de ela ser diagnosticada com a Covid-19, quando a Ir. Edite já estava em estado febril:

“O vírus foi fatal para ela, que já estava debilitada (…) Eu tinha prometido a ela que neste ano iria visitá-la e ficar um tempo com ela. Infelizmente (emocionada), não será possível. Farei a visita ao seu túmulo. É triste não poder estar junto, mas eu creio que ela deixa o exemplo de viver os seus votos religiosos durante mais de 60 anos, deixa o exemplo de obediência, de fé, de verdadeiro espírito de caridade e de oblação, de entrega e de jamais fazer a própria vontade”.

Por causa das medidas restritivas para tentar conter a já vastíssima propagação do vírus na Itália, não poderá realizar-se uma cerimônia de despedida dentro da igreja. Os familiares, segundo Lores, estarão presentes de coração no funeral, marcado para esta sexta-feira (27) no cemitério de Velo d’Astico.

Silêncio, doação e serviço

A Ir. Elsa Rodrigues, da mesma congregação das Passionistas de São Paulo da Cruz, conheceu a Ir. Edite durante os 6 anos em que esteve naquela casa das religiosas na Itália.

“A Ir. Edite foi uma pessoa muito significativa para a nossa Comunidade da Montanina. Nós ficamos sabendo da sua passagem através da congregação, que estava continuamente em contato conosco. A Ir. Edite tinha tantas qualidades, como o silêncio, a doação, o serviço. Era uma pessoa muito prática, de espírito administrativo. Ela renovou, transformou aquelas casas, porque, na realidade são três: temos a Casa Grande, construída por Antônio Fogazzaro, uma casa histórica muito bonita; temos a Escola da Infância e temos o Bom Pastor, uma casa que acolhe pessoas idosas autônomas. Lá, a Ir. Edite, além da sua presença silenciosa, alegre e doada, era uma excelente administradora. E quem conheceu aquela casa e quem a conhece hoje vê as grandes qualidades da Ir. Edite”.

Que a Irmã Edite descanse em paz eterna junto a Deus e seus esforços produzam grandes frutos.

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A partir de matéria do Vatican News

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