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Redação da Aleteia

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Como celebrar em casa o Domingo de Ramos

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O roteiro completo para você fazer em sua casa a Celebração da Palavra do Domingo de Ramos

Para santificar este Domingo de Ramos, a Aleteia, em colaboração com a revista Magnificat, propõe esta celebração da Palavra de Deus para que você faça em sua casa.

Guia para a bênção dos ramos:

Antes de tudo, os ramos precisam estar preparados para a bênção.

Para quem tem jardim:

Podem ser usados galhos de qualquer tipo de árvore ou arbusto, desde que sejam verdes e tenham folhas. A cor verde dos ramos é um símbolo da nova vida que triunfa sobre a morte. É possível escolher em ordem de preferência os ramos das seguintes plantas: palmeira, oliveira, laranja ou limão, buxo, teixo, outras espécies de arbustos.

Para quem não tem jardim: dois ou três galhos de uma planta verde podem ser suficientes

Em último caso, pode-se desenhar um ramo de palmeira em folhas de papel ou papelão e pintar de verde. Se a folha for forte o suficiente, podemos recortá-la tesoura. Dessa forma, cada um poderá segurar um ramo na mão no momento da bênção. No final da celebração, pode-se organizar uma pequena procissão para colocar um ramo abençoado (natural ou confeccionado) junto a cada crucifixo da casa.

Guia para a leitura da Paixão segundo São Mateus

Esta passagem do Evangelho é particularmente bonita e comovente: deve ser lida devagar, com ênfase, pronunciando-se cada uma das palavras.

Antes da celebração, você pode decidir quem lerá os diferentes personagens que participam da leitura. Os três caracteres são atribuídos ao longo da leitura com estas iniciais: X = Jesus, C = Cronista, S = Sinagoga.

ROTEIRO GERAL PARA A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA:

  • Se você está sozinho, é preferível ler as leituras e orações da missa deste domingo ou acompanhar a missa pela televisão ou pela página especial da Aleteia.
  • Esta celebração requer ao menos a participação de duas pessoas.
  • Pode ser celebrada na noite de sábado (vigília do domingo) e na tarde do domingo. No entanto, a manhã de domingo é o momento mais apropriado.
  • Esta celebração se adapta particularmente ao contexto familiar.
  • Deve-se colocar o número de cadeiras necessário diante de um espaço de oração, respeitando a distância de um metro entre cada cadeira.
  • Deve-se colocar uma cruz ou o crucifixo.
  • Acende-se uma ou várias velas, que devem ser colocadas em um suporte seguro. Ao final da celebração, elas devem ser apagadas.
  • Se você tem flores no jardim, colha algumas para colocá-las no ambiente de oração, pois sua presença é particularmente indicada neste domingo Laetare, em previsão da alegria da Páscoa. 
  • Designa-se uma pessoa para dirigir a oração (em ordem de prioridade: um diácono, um leigo que tenha recebido o ministério de leitor ou acolitado, o pai ou a mãe de família.
  • A pessoa encarregada de dirigir a oração estabelecerá a duração dos momentos de silêncio.
  • Serão designados leitores para as leituras.
  • Preparar-se-á com antecedência a oração universal (que aparece neste guia) e se designará uma pessoa para sua leitura.
  • Podem-se preparar os cantos apropriados.

 

DOMINGO DE RAMOS

Celebração da Palavra

 “Bendito o que vem em nome do Senhor”

 

Sentados. O condutor da celebração toma a palavra: 

 

Irmãos e irmãs,

Neste Domingo de Ramos,

circunstâncias excepcionais

nos impedem de participar

da celebração da Eucaristia.

No entanto, sabemos que quando nos reunimos

para rezar em Seu Nome,

Jesus Cristo se faz presente entre nós.

E cremos que, quando lemos a Escritura na Igreja,

quem nos fala é o próprio Verbo de Deus.

O relato da Paixão é a grande Palavra de Amor

que o Pai pronuncia sobre todos nós:

“Entregou-O por nós”

 

Pausa

 

Durante esta celebração,

rezaremos especialmente para que

acabe a pandemia que ameaça o mundo,

pelos enfermos e os que morreram,

por seus amigos e seus familiares,

e por todos aqueles que trabalham no serviço dos demais

na luta contra este flagelo.

Na Semana Santa, fixemos

intensamente nosso olhar em Jesus Cristo Redentor.

Preparemo-nos agora para abrir nossos corações,

guardando um momento de silêncio.

 

Pausa

Depois de um verdadeiro momento de silêncio, todos se levantam e fazem o sinal da cruz dizendo:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. AméM.

 

BÊNÇÃO DOS RAMOS

Todos agitam os ramos enquanto cantam o “Sanctus”.

Santo, santo, santo é o Senhor.

Senhor Deus do Universo,

O Céu e a Terra proclamam a vossa glória.

Hosana nas alturas.

Bendito o que vem em nome do Senhor.

Hosana às alturas.

(Ou em latim)

Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus Deus Sabaoth.

Pleni sunt caeli et terra gloria tua.

Hosanna in excelsis.

Benedictus qui venit in nomine Domini.

Hosanna in excelsis.

Todos mantêm os ramos nas mãos. O condutor da celebração, com as mãos juntas, pronuncia a oração de bênção:

Oremos.

Senhor, aumenta a fé daqueles que têm esperança em Ti,

ouça as orações daqueles que vêm até Ti;

para que aqueles de nós que erguem os ramos hoje

em homenagem a Cristo vitorioso,

permaneçamos n’Ele,

dando frutos abundantes de boas obras.

Através de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

R /. Amém

 

EVANGELHO

Permanecemos de pé. O leitor lê o Evangelho de Ramos:

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,1-11

Naquele tempo:
Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém
e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras.
Então Jesus enviou dois discípulos,
dizendo-lhes: ‘Ide até o povoado que está ali na
frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada,
e com ela um jumentinho.
Desamarrai-a e trazei-os a mim!
Se alguém vos disser alguma coisa, direis:
‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá’.’
Isso aconteceu para se cumprir
o que foi dito pelo profeta:
‘Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti,
manso e montado num jumento,
num jumentinho, num potro de jumenta.’
Então os discípulos foram
e fizeram como Jesus lhes havia mandado.
Trouxeram a jumenta e o jumentinho
e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou.
A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho,
enquanto outros cortavam ramos das árvores,
e os espalhavam pelo caminho.
As multidões que iam na frente de Jesus
e os que o seguiam, gritavam:
‘Hosana ao Filho de Davi!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana no mais alto dos céus!’
Quando Jesus entrou em Jerusalém
a cidade inteira se agitou, e diziam:
‘Quem é este homem?’
E as multidões respondiam:
‘Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia.’
Palavra da Salvação.

Ao final do Evangelho, aclamamos novamente o Senhor, cantando a segunda parte do Sanctus.

Bendito o que vem em nome do Senhor.

Hosana às alturas. (bis)

(Ou em latim)

Benedictus qui venit in nomine Domini.

Hosanna in excelsis. (bis)

Após deixar os ramos em um lugar adequado, sentamo-nos. O condutor da celebração toma a palavra e convida todos os presentes a se recolherem em oração:

Jesus, nesta celebração de Ramos,
lembramos da sua entrada triunfal em Jerusalém,
unindo o ímpeto de nossos corações e o som de nossas vozes
para aclamá-lo com um só coração e um só espírito com sua Igreja.

Aclamamos a Ti, que vêm em nome do Senhor,
Jesus, nosso irmão e nosso Deus,
conceda-nos a graça de nunca perder de vista a verdade da Páscoa,
que Tu vais nos mostrar durante a tua Paixão.

Esta é a verdade da Páscoa:
o triunfo cristão passa pela cruz,
e pela entrega de sua própria vida por amor,
até o fim.

Pausa

Agora nos preparamos para abrir nossos corações
à Paixão do Senhor em silêncio.

 

Sentados, inclinamos a cabeça e fechamos os olhos para facilitar o recolhimento. Ficamos em silêncio por alguns minutos. O condutor da celebração indica o fim do momento de silêncio. No final, ele convida os participantes a se levantarem, e diz:

Quando o Senhor entra na Cidade Santa de Jerusalém,
as crianças, com palmas e ramos nas mãos,
anunciaram a Ressurreição.
Vamos cantar com eles:
“Bendito o que vem em nome do Senhor.
Hosana às alturas”

A pessoa encarregada da primeira leitura permanece de pé, enquanto as outras pessoas ficam sentadas.

 

PRIMEIRA LEITURA

Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-7

O Senhor Deus deu-me língua adestrada,
para que eu saiba dizer
palavras de conforto à pessoa abatida;
ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,
para prestar atenção como um discípulo.
O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
Ofereci as costas para me baterem e
as faces para me arrancarem a barba;
não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.
Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,
por isso não me deixei abater o ânimo,
conservei o rosto impassível como pedra,
porque sei que não sairei humilhado.
Palavra do Senhor.

 

A pessoa encarregada de ler o salmo coloca-se de pé, enquanto os outros permanecem sentados.

SALMO 21

R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

Riem de mim todos aqueles que me vêem,*
torcem os lábios e sacodem a cabeça:
‘Ao Senhor se confiou, ele o liberte*
e agora o salve, se é verdade que ele o ama!’R.

Cães numerosos me rodeiam furiosos,*
e por um bando de malvados fui cercado.
Transpassaram minhas mãos e os meus pés
e eu posso contar todos os meus ossos.*
Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam! R.

Eles repartem entre si as minhas vestes*
e sorteiam entre si a minha túnica.
Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,*
ó minha força, vinde logo em meu socorro! R.

Anunciarei o vosso nome a meus irmãos*
e no meio da assembléia hei de louvar-vos!
Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,
glorificai-o, descendentes de Jacó,*
e respeitai-o toda a raça de Israel!R.

 

SEGUNDA LEITURA (Efésios 5,8-14)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,6-11

Jesus Cristo, existindo em condição divina,
não fez do ser igual a Deus uma usurpação,
mas ele esvaziou-se a si mesmo,
assumindo a condição de escravo
e tornando-se igual aos homens.
Encontrado com aspecto humano,
humilhou-se a si mesmo,
fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
Por isso, Deus o exaltou acima de tudo
e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.
Assim, ao nome de Jesus,
todo joelho se dobre no céu,
na terra e abaixo da terra,
e toda língua proclame: ‘Jesus Cristo é o Senhor’,
para a glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.

 

EVANGELHO (João 9,1-41)

Todos proclamam: 

Glória e louvor a Ti, Senhor.

O leitor segue dizendo: 

Cristo se fez, por nós, obediente até a morte,
e uma morte de cruz.
Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e concedeu-lhe
o Nome Acima de Todo Nome.

Todos proclamam: 

Glória e louvor a Ti, Senhor.

A seguir, passa-se à leitura da passagem evangélica da Paixão de Jesus, segundo as indicações oferecidas no início deste roteiro.

Os três leitores são guiados por estas siglas: X: Jesus, C: Cronista, S: Sinagoga.

+ Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus (26,14-27,66)

C/ Naquele tempo:
Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,
foi ter com os sumos sacerdotes e disse:

S/ ‘O que me dareis se vos entregar Jesus?’
C/ Combinaram, então, trinta moedas de prata.
E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade
para entregar Jesus.

S/ Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?

C/ No primeiro dia da festa dos Ázimos,
os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram:

S/ ‘Onde queres que façamos os preparativos
para comer a Páscoa?’
C/ Jesus respondeu:

X/ ‘Ide à cidade,
procurai certo homem e dizei-lhe:
‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo,
vou celebrar a Páscoa em tua casa,
junto com meus discípulos’.’
C/ Os discípulos fizeram como Jesus mandou
e prepararam a Páscoa.

C/ Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa
com os doze discípulos.
Enquanto comiam, Jesus disse:
X/ ‘Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.’
C/ Eles ficaram muito tristes
e, um por um, começaram a lhe perguntar:
S/ ‘Senhor, será que sou eu?’
C/ Jesus respondeu:
X/ ‘Quem vai me trair é aquele
que comigo põe a mão no prato.
O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele.
Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!
Seria melhor que nunca tivesse nascido!’
C/ Então Judas, o traidor, perguntou:
S/ ‘Mestre, serei eu?’
X/ Jesus lhe respondeu: ‘Tu o dizes.’

C/ Enquanto comiam, Jesus tomou um pão
e, tendo pronunciado a bênção,
partiu-o, distribuiu-o aos discípulos,
e disse:

X/ ‘Tomai e comei, isto é o meu corpo.’
C/ Em seguida, tomou um cálice,
deu graças e entregou-lhes, dizendo:
X/ ‘Bebei dele todos.
Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança,
que é derramado em favor de muitos,
para remissão dos pecados.
Eu vos digo: de hoje em diante
não beberei deste fruto da videira,
até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo
no Reino do meu Pai.’
C/ Depois de terem cantado salmos,
foram para o monte das Oliveiras. Então Jesus disse aos discípulos:
X/ ‘Esta noite,
vós ficareis decepcionados por minha causa.
Pois assim diz a Escritura: ‘Ferirei o pastor
e as ovelhas do rebanho se dispersarão.’
Mas, depois de ressuscitar,
eu irei à vossa frente para a Galiléia.’
C/ Disse Pedro a Jesus:
S/ ‘Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa,
eu jamais ficarei.’
C/ Jesus lhe declarou:
X/ ‘Em verdade eu te digo, que, esta noite,
antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.’
C/ Pedro respondeu:
S/ ‘Ainda que eu tenha de morrer contigo,
mesmo assim não te negarei.’
C/ E todos os discípulos disseram a mesma coisa.

C/ Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani,
e disse:

X/ ‘Sentai-vos aqui,
enquanto eu vou até ali para rezar!’
C/ Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu,
e começou a ficar triste e angustiado.
Então Jesus lhes disse:
X/ ‘Minha alma está triste até á morte.
Ficai aqui e vigiai comigo!’
C/ Jesus foi um pouco mais adiante,
prostrou-se com o rosto por terra e rezou:
X/ ‘Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice.
Contudo, não seja feito como eu quero,
mas sim como tu queres.’
C/ Voltando para junto dos discípulos,
Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro:
X/ ‘Vós não fostes capazes de fazer
uma hora de vigília comigo?
Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação;
pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.’
C/ Jesus se afastou pela segunda vez e rezou:
X/ ‘Meu Pai, se este cálice não pode passar
sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!’
C/ Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo,
porque seus olhos estavam pesados de sono.
Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira
vez, repetindo as mesmas palavras.
Então voltou para junto dos discípulos e disse:
X/ ‘Agora podeis dormir e descansar.
Eis que chegou a hora
e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores.
Levantai-vos! Vamos!
Aquele que me vai trair, já está chegando.’

C/ Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze,
com uma grande multidão armada de espadas e paus.
Vinham a mandado dos sumos sacerdotes
e dos anciãos do povo.
O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:
S/ ‘Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!’
C/ Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo:
S/ ‘Salve, Mestre!’ E beijou-o.
C/ Jesus lhe disse:
X/ ‘Amigo, a que vieste?’
Então os outros avançaram
lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam.
Nesse momento, um dos que estavam com Jesus
estendeu a mão, puxou a espada,
e feriu o servo do Sumo Sacerdote,
cortando-lhe a orelha.
Jesus, porém, lhe disse:
X/ ‘Guarda a espada na bainha!
pois todos os que usam a espada pela espada morrerão.
Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai
e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos?
Então, como se cumpririam as Escrituras,
que dizem que isso deve acontecer?
C/ E, naquela hora, Jesus disse à multidão:
X/ ‘Vós viestes com espadas e paus para me prender,
como se eu fosse um assaltante.
Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar,
e vós não me prendestes.’
Porém, tudo isto aconteceu
para se cumprir o que os profetas escreveram.
C/ Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram.
Aqueles que prenderam Jesus
levaram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás,
onde estavam reunidos os mestres da Lei e os anciãos.
Pedro seguiu Jesus de longe
até o pátio interno da casa do Sumo Sacerdote.
Entrou e sentou-se com os guardas
para ver como terminaria tudo aquilo.
Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio
procuravam um falso testemunho contra Jesus,
a fim de condená-lo à morte.
E nada encontraram,
embora se apresentassem muitas falsas testemunhas.
Por fim, vieram duas testemunhas,
que afirmaram:

S/ ‘Este homem declarou:
‘posso destruir o Templo de Deus
e construí-lo de novo em três dias’.’
C/ Então o Sumo Sacerdote levantou-se
e perguntou a Jesus:

S/ ‘Nada tens a responder
ao que estes testemunham contra ti?’
C/ Jesus, porém, continuava calado.
E o Sumo Sacerdote lhe disse:
S/ ‘Eu te conjuro pelo Deus vivo
que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus.’
C/ Jesus respondeu:

X/ ‘Tu o dizes.
Além disso, eu vos digo que de agora em diante
vereis o Filho do Homem
sentado à direita do Todo-poderoso,
vindo sobre as nuvens do céu.’

C/ Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes
e disse:

S/ ‘Blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas?
Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia. Que vos parece?’

C/ Responderam:

S/‘É réu de morte!’

C/ Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam.
Outros lhe deram bordoadas,
dizendo:

S/‘Faze-nos uma profecia, Cristo,
quem foi que te bateu?’

C/ Pedro estava sentado fora, no pátio.
Uma criada chegou perto dele e disse:
S/ ‘Tu também estavas com Jesus, o Galileu!’
C/ Mas ele negou diante de todos:
S/ ‘Não sei o que tu estás dizendo’.
C/ E saiu para a entrada do pátio.
Então uma outra criada viu Pedro
e disse aos que estavam ali:
S/ ‘Este também estava com Jesus, o Nazareno.’
C/ Pedro negou outra vez, jurando:
S/ ‘Nem conheço esse homem!’
C/ Pouco depois, os que estavam ali
aproximaram-se de Pedro e disseram:
S/ ‘É claro que tu também és um deles,
pois o teu modo de falar te denuncia.’

C/ Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo
que não conhecia esse homem!’
E nesse instante o galo cantou.
Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito:
‘Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.’
E saindo dali, chorou amargamente.

C/ De manhã cedo,
todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo
convocaram um conselho contra Jesus,
para condená-lo à morte.
Eles o amarraram, levaram-no
e o entregaram a Pilatos, o governador.

C/ Então Judas, o traidor,
ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido
e foi devolver as trinta moedas de prata
aos sumos sacerdotes e aos anciãos,
dizendo:
S/ ‘Pequei, entregando à morte um homem inocente.’
C/ Eles responderam:

S/ ‘O que temos nós com isso?
O problema é teu.’

C/ Judas jogou as moedas no santuário,
saiu e foi se enforcar.
Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram:

S/ ‘É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo,
porque é preço de sangue.’

C/ Então discutiram em conselho
e compraram com elas o Campo do Oleiro,
para aí fazer o cemitério dos estrangeiros.
É por isso que aquele campo até hoje
é chamado de ‘Campo de Sangue’.
Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias:
‘Eles pegaram as trinta moedas de prata
– preço do Precioso,
preço com que os filhos de Israel o avaliaram –
e as deram em troca do Campo do Oleiro,
conforme o Senhor me ordenou!’
Jesus foi posto diante do governador,
e este o interrogou:

S/ ‘Tu és o rei dos judeus?’
C/ Jesus declarou:

X/ ‘É como dizes’,
C/ e nada respondeu, quando foi acusado
pelos sumos sacerdotes e anciãos.
Então Pilatos perguntou:
S/ ‘Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?’
C/ Mas Jesus não respondeu uma só palavra,
e o governador ficou muito impressionado.
Na festa da Páscoa,
o governador costumava soltar o prisioneiro
que a multidão quisesse.
Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso,
chamado Barrabás.
Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
S/ ‘Quem vós quereis que eu solte:
Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?’
C/ Pilatos bem sabia
que eles haviam entregado Jesus por inveja.
Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal,
sua mulher mandou dizer a ele:
S/ ‘Não te envolvas com esse justo! porque esta noite,
em sonho, sofri muito por causa dele.’
C/ Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos
convenceram as multidões para que pedissem Barrabás
e que fizessem Jesus morrer.
O governador tornou a perguntar:
S/ ‘Qual dos dois quereis que eu solte?’
C/ Eles gritaram:

S/ ‘Barrabás.’
C/ Pilatos perguntou:

S/ ‘Que farei com Jesus,
que chamam de Cristo?’
C/ Todos gritaram:

S/ ‘Seja crucificado!’
C/ Pilatos falou:

S/ ‘Mas, que mal ele fez?’
C/ Eles, porém, gritaram com mais força:
S/ ‘Seja crucificado!’
C/ Pilatos viu que nada conseguia
e que poderia haver uma revolta.
Então mandou trazer água,
lavou as mãos diante da multidão, e disse:
S/ ‘Eu não sou responsável pelo sangue deste homem.
Este é um problema vosso!’
C/ O povo todo respondeu:
S/ ‘Que o sangue dele caia sobre nós
e sobre os nossos filhos’.
C/ Então Pilatos soltou Barrabás,
mandou flagelar Jesus,
e entregou-o para ser crucificado.

C/ Em seguida, os soldados de Pilatos
levaram Jesus ao palácio do governador,
e reuniram toda a tropa em volta dele.
Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
depois teceram uma coroa de espinhos,
puseram a coroa em sua cabeça,
e uma vara em sua mão direita.
Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram,
dizendo:

S/ ‘Salve, rei dos judeus!’
C/ Cuspiram nele
e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.
Depois de zombar dele,
tiraram-lhe o manto vermelho
e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas.
Daí o levaram para crucificar.

C/ Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão,
da cidade de Cirene,
e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
E chegaram a um lugar chamado Gólgota,
que quer dizer ‘lugar da caveira’.
Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber.
Ele provou, mas não quis beber.
Depois de o crucificarem,
fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.
E ficaram ali sentados, montando guarda.
Acima da cabeça de Jesus
puseram o motivo da sua condenação:
‘Este é Jesus, o Rei dos Judeus.’
Com ele também crucificaram dois ladrões,
um à direita e outro à esquerda de Jesus.
As pessoas que passavam por ali o insultavam,
balançando a cabeça e dizendo:

S/ ‘Tu que ias destruir o Templo
e construí-lo de novo em três dias,
salva-te a ti mesmo!
Se és o Filho de Deus, desce da cruz!’
C/ Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,
junto com os mestres da Lei e os anciãos,
também zombaram de Jesus:
S/ ‘A outros salvou… a si mesmo não pode salvar!
É Rei de Israel… Desça agora da cruz!
e acreditaremos nele.
Confiou em Deus; que o livre agora,
se é que Deus o ama!
Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.’

C/ Do mesmo modo, também os dois ladrões
que foram crucificados com Jesus, o insultavam.
Desde o meio-dia até às três horas da tarde,
houve escuridão sobre toda a terra.
Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

X/ ‘Eli, Eli, lamá sabactâni?’,

C/ que quer dizer:

X/ ‘Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?’

C/ Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
S/ ‘Ele está chamando Elias!’
C/ E logo um deles, correndo, pegou uma esponja,
ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara,
e lhe deu para beber.
Outros, porém, disseram:
S/ ‘Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!’
C/ Então Jesus deu outra vez um forte grito
e entregou o espírito.

Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa. Depois nos levantamos e continuar a leitura.

C/ E eis que a cortina do santuário
rasgou-se de alto a baixo, em duas partes,
a terra tremeu e as pedras se partiram.
Os túmulos se abriram
e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram!
Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus,
apareceram na Cidade Santa
e foram vistos por muitas pessoas.
O oficial e os soldados
que estavam com ele guardando Jesus,
ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido,
ficaram com muito medo e disseram:
S/ ‘Ele era mesmo Filho de Deus!’
C/ Grande número de mulheres estava alí, olhando de longe.
Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia,
prestando-lhe serviços.
Entre elas estavam Maria Madalena,
Maria, mãe de Tiago e de José,
e a mãe dos filhos de Zebedeu.

C/ Ao entardecer,
veio um homem rico de Arimatéia, chamado José,
que também se tornara discípulo de Jesus.
Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo.
José, tomando o corpo,
envolveu-o num lençol limpo,
e o colocou em um túmulo novo,
que havia mandado escavar na rocha.
Em seguida, rolou uma grande pedra
para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se.
Maria Madalena e a outra Maria
estavam ali sentadas, diante do sepulcro.

C/ No dia seguinte,
como era o dia depois da preparação para o sábado,
os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com
Pilatos,
e disseram:

S/ ‘Senhor, nós nos lembramos
de que quando este impostor ainda estava vivo, disse:
‘Depois de três dias eu ressuscitarei!’
Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia,
para não acontecer que os discípulos venham roubar o
corpo e digam ao povo: ‘Ele ressuscitou dos mortos!’
pois essa última impostura seria pior do que a
primeira.’
C/ Pilatos respondeu:

S/ ‘Tendes uma guarda.
Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer.’
C/ Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro:
lacraram a pedra e montaram guarda.
Palavra da Salvação

A leitura do Evangelho conclui sem aclamação. Todos se sentam. O condutor da celebração repete lentamente como se fosse um eco distante:

‘Ele era mesmo Filho de Deus!’

Permanecemos cinco minutos em silêncio para meditar. Em seguida, todos se levantam e professam a fé da Igreja, recitando o símbolo dos apóstolos.

 

Creio em Deus Pai todo-poderoso,

criador do céu e da terra;

e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor;

que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;

nasceu na Virgem Maria,

padeceu sob Pôncio Pilatos,

foi crucificado morto e sepultado;

desceu à mansão dos mortos;

ressuscitou ao terceiro dia;

subiu aos céus,

está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,

donde há de vir a julgar os vivos e os mortos;

creio no Espírito Santo,

na santa Igreja Católica,

na comunhão dos santos,

na remissão dos pecados,

na ressurreição da carne,

na vida eterna. Amém

 

ORAÇÃO DOS FIÉIS

Todos permanecem de pé para invocar a oração dos fiéis, segundo tenha sido preparada ou seguindo esta fórmula.

Rezamos ao Pai, neste início da maior semana que o mundo pôde viver: A entrega do Filho de Deus que deu sua vida para salvar toda a humanidade.

R. / Pela Paixão do teu filho, ouvi-nos.

Pelo papa, os bispos, os padres; para que, iluminados pelo Espírito de Deus, ajudem todos os seus fiéis nesses momentos de pandemia a viverem profundamente esta semana de graça. Rezemos.

R. / Pela Paixão do teu filho, ouvi-nos.

Por todos aqueles que sofrem em seu corpo ou alma os efeitos da pandemia; para que, aproximando-se da luz de Cristo, possam encontrar alívio e uma saída para sua dor. Rezemos.

R. / Pela Paixão do teu filho, ouvi-nos.

Pelas nações que vivem em conflito, em desacordos; para que, quando olhem para Cristo em sua cruz, descubram o que significa o perdão que leva à paz. Rezemos.

R. / Pela Paixão do teu filho, ouvi-nos.

Pelas famílias que não conseguem encontrar a paz devido a situações de desamor; de modo que, quando perceberem o amor doado por Cristo, descubram que o amor supõe renúncia e rendição. Rezemos.

R. / Pela Paixão do teu filho, ouvi-nos.

Por aqueles de nós reunidos aqui; para que vivamos esta Semana Santa a partir da profundidade e admiração que vem da contemplação de Cristo com os olhos da alma. Rezemos.

R. / Pela Paixão do teu filho, ouvi-nos.

 

Ao final, o condutor introduz a oração do Senhor:

Unidos no Espírito e na comunhão da Igreja,

fiéis à recomendação do Salvador,

ousamos dizer:

 

Reza-se o Pai Nosso

Pai Nosso que estais nos Céus,

santificado seja o vosso Nome,

venha a nós o vosso Reino,

seja feita a vossa vontade

assim na terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje,

perdoai-nos as nossas ofensas

assim como nós perdoamos

a quem nos tem ofendido,

e não nos deixeis cair em tentação,

mas livrai-nos do Mal.

 

E imediatamente todos prosseguem proclamando: 

Teu é o reino, o poder e a glória para sempre, Senhor.

 

O condutor convida a dar a paz: 

 

Acabamos de juntar nossa voz

à do Senhor Jesus para rezar ao Pai.

Nós somos filhos no Filho.

Na caridade que nos une,

renovados pela Palavra de Deus,

podemos trocar um gesto de paz,

sinal de comunhão

que recebemos do Senhor.

 

Faz-se o gesto da paz.

Sentamo-nos.

 

COMUNHÃO ESPIRITUAL

O condutor diz:

Como não podemos receber a comunhão sacramental,

O Papa Francisco nos convida urgentemente a realizar a comunhão espiritual,

também chamada de “comunhão do desejo”.

O Concílio de Trento nos lembra que

“trata-se de um desejo ardente de alimentar-se deste pão celestial,

unidos a uma fé viva que trabalha pela caridade,

  e isso nos torna participantes dos frutos e graças do Sacramento”.

O valor da nossa comunhão espiritual

portanto, depende da nossa fé na presença de Cristo na Eucaristia,

como fonte de vida, amor e unidade,

e de nosso desejo de receber a Comunhão, apesar de tudo.

Com esta disposição, convido-vos a reclinar a cabeça,

fechar os olhos e viver um momento de recolhimento.

Silêncio

No mais profundo de nossos corações

deixemos crescer o desejo ardente de nos unirmos a Jesus,

em comunhão sacramental,

e de fazer que seu amor se faça vivo em nossas vidas,

amando nossos irmãos e irmãs como Ele nos amou.

 

Permanecemos cinco minutos em silêncio em um diálogo de coração a coração com Jesus Cristo. Podemos cantar um cântico de ação de graças. Colocamo-nos de pé. O condutor pronuncia, em nome de todos, a fórmula da bênção:

 

Pela intercessão de São N.

[padroeiro da paróquia],

de todos os santos e santas de Deus,

que o Senhor da perseverança e da fortaleza

ajude-nos a viver o espírito de

sacrifício, compaixão e amor de Jesus Cristo.

Desta forma, em comunhão com o Espírito Santo,

daremos glória a Deus,

Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo,

pelos séculos dos séculos.

Amén.

É possível concluir a celebração elevando um cântico à Virgem Maria.

 

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