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Papa: se eu hoje ignoro os pobres, o Senhor me ignorará no dia do Juízo

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O Papa Francisco fez hoje em sua homilia uma dura advertência contra a indiferença perante as pessoas que passam necessidade

“Não seremos julgados pelo luxo ou as viagens que fazemos ou pela ‘importância social que teremos. Seremos julgados pela nossa relação com os pobres.”

Isso foi o que afirmou hoje o Papa Francisco em sua homilia na casa Santa Marta.

Francisco comentou a passagem do Evangelho de João (Jo 12,1-11) em que Maria, irmã de Lázaro, ungiu os pés de Jesus com um perfume precioso.

Hoje, gostaria de deter-me sobre uma palavra de Jesus. Seis dias antes da Páscoa – estamos propriamente muito perto da Paixão –, Maria faz este gesto de contemplação: Marta servia – como a outra passagem – e Maria abre a porta à contemplação.

E Judas pensa no dinheiro e pensa nos pobres, mas não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão, e ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela.

O Papa destaca então o comentário de Jesus: “De fato, os pobres, sempre os tereis convosco”. Esta é uma verdade: “De fato, os pobres, sempre os tereis convosco”.

Os pobres existem. São muitos: há o pobre que nós vemos, mas esta é a mínima parte; a grande quantidade dos pobres é aquela que não vemos: os pobres escondidos.

E nós não os vemos porque entramos nesta cultura da indiferença que é negacionista e negamos: “Não, não, não são muitos deles, não se veem; sim, aquele caso…”, diminuindo sempre a realidade dos pobres. Mas há muitos deles, muitos.

Ou mesmo, se não entramos nesta cultura da indiferença, há um costume de ver os pobres como decorações de uma cidade: sim, existem, como as estátuas; sim, existem, se veem; sim, aquela velhinha que pede esmola, aquele outro… Mas como (se fosse) uma coisa normal. Ter pobres é parte da decoração da cidade.

Mas a grande maioria é de pobres vítimas das políticas econômicas, das política financeiras. Algumas estatísticas recentes fazem um resumo assim: há muito dinheiro nas mãos de poucos e tanta pobreza em muitos, em muitos. E essa pobreza é a pobreza de muita gente vítima da injustiça estrutural da economia mundial.

E (há) muitos pobres que sentem vergonha de mostrar que não conseguem chegar ao final do mês: muitos pobres da classe média, que vão às escondidas à Caritas e de modo escondido pedem e se envergonham.

Os pobres são muitos mais do que os ricos; muito, muito… E aquilo que Jesus disse é verdade: “De fato, os pobres sempre os tereis convosco”. Mas eu os vejo? Eu me dou conta desta realidade? Sobretudo da realidade escondida, aqueles que sentem vergonha de dizer que não conseguem chegar ao final do mês.

Em seguida, o Papa Francisco contou uma história de quando era arcebispo de Buenos Aires.

Lembro-me que em Buenos Aires me tinham dito que o prédio de uma fábrica abandonada, há anos vazia, estava sendo habitada por umas quinze famílias que tinham chegado naqueles últimos meses. Fui lá. Eram famílias com crianças e cada uma tinha ocupado uma parte da fábrica abandonada, para viver.

E, olhando, vi que cada família tinha móveis bons, móveis da classe média, tinham a televisão, mas acabaram ali porque não podiam pagar o aluguel. Os novos pobres que devem deixar a casa porque não podem pagá-la, vão para lá. É aquela injustiça da organização econômica ou financeira que os leva a isso. E são muitos deles, muitos, a tal ponto que os encontraremos no juízo.

Francisco enfatizou então o que Jesus espera de cada um nós em relação aos pobres e às pessoas que passam necessidade.

A primeira pergunta que Jesus nos fará é: “Como vais com os pobres? Deste de comer? Quando estava no cárcere, o visitaste? No hospital, o visitaste? Assististe a viúva, o órfão? Porque ali era Eu quem estava”. E sobre isso seremos julgados.

Não seremos julgados pelo luxo ou as viagens que fazemos ou pela ‘importância social que teremos. Seremos julgados pela nossa relação com os pobres. Mas se eu, hoje, ignoro os pobres, os deixo de lado, creio que (eles) não existem, o Senhor me ignorará no dia do Juízo.

Quando Jesus diz: “Os pobres, sempre os tereis convosco”, significa: “Eu estarei sempre convosco nos pobres. Ali estarei presente”. E isso não é ser comunista, esse é o centro do Evangelho: nós seremos julgados sobre isso.

Coronavírus

Na introdução de sua Missa, o Papa afirmou que estaria rezando hoje pela intenção dos detentos neste momento de pandemia.

Penso num grave problema que existe em várias partes do mundo. Gostaria que hoje rezássemos pelo problema da superlotação nos cárceres. Onde há uma superlotação – muita gente ali – há o perigo, nesta pandemia, de que se acabe numa grave calamidade. Rezemos pelos responsáveis, por aqueles que devem tomar as decisões nisso, a fim de que encontrem um caminho justo e criativo para resolver o problema.

(Com Vatican News)

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