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Terça-feira 27 Outubro |
São Fulco
Espiritualidade

Como celebrar em casa a Quarta-feira de Páscoa

Caravaggio. Cena de Emaús.

Reportagem local - publicado em 14/04/20

O guia completo para você fazer em sua casa a Celebração da Palavra desta Quarta-feira de Páscoa

A celebração da Páscoa continua nas sete próximas semanas, até culminar em Pentecostes. Até o final do período de confinamento por causa do coronavírus, a Aleteia, em colaboração com a revista Magnificat, continuará oferecendo estes guias para você realizar na sua casa a Celebração da Palavra de Deus.

ROTEIRO DA CELEBRAÇÃO:

  • Se você está sozinho, é preferível ler as leituras e orações da missa deste domingo ou acompanhar a missa pela televisão.
  • Esta celebração requer ao menos a participação de duas pessoas.
  • Pode ser celebrada na noite de sábado (vigília do domingo) e na tarde do domingo. No entanto, a manhã de domingo é o momento mais apropriado.
  • Esta celebração se adapta particularmente ao contexto familiar.
  • Deve-se colocar o número de cadeiras necessário diante de um espaço de oração, respeitando a distância de um metro entre cada cadeira.
  • Deve-se colocar uma cruz ou o crucifixo.
  • Acende-se uma ou várias velas, que devem ser colocadas em um suporte seguro. Ao final da celebração, elas devem ser apagadas.
  • Se você tem flores no jardim, colha algumas para colocá-las no ambiente de oração, pois sua presença é particularmente indicada neste domingo Laetare, em previsão da alegria da Páscoa. 
  • Designa-se uma pessoa para dirigir a oração (em ordem de prioridade: um diácono, um leigo que tenha recebido o ministério de leitor ou acolitado, o pai ou a mãe de família.
  • A pessoa encarregada de dirigir a oração estabelecerá a duração dos momentos de silêncio.
  • Serão designados leitores para as leituras.
  • Preparar-se-á com antecedência a oração universal (que aparece neste guia) e se designará uma pessoa para sua leitura.
  • Podem-se preparar os cantos apropriados.

QUARTA-FEIRA DE PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

Celebração da Palavra

 “Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo”

Sentados. O condutor da celebração toma a palavra: 

“Não estava ardendo o nosso coração!”

Somos chamados a viver neste tempo de Páscoa a experiência

de alegria dos discípulos de Emaús,

que contemplaremos hoje no Evangelho.

Jesus nos convida a segui-lo

no caminho que leva ao Reino da felicidade,

preparado para nós desde a criação do mundo.

O reino de um Pai

que é só amor, que é Amor.

E esse Pai nos ama tanto

que deu seu Filho, seu único Filho, o amado;

não apenas para nos salvar de um destino pior que a morte,

mas para nos adotar como seus próprios filhos,

em seu único Filho, como autênticos filhos de Deus.

Porque nós realmente somos!

Cristo ressuscitado, irmão da humanidade,

irmão em divindade, obrigado

por nos permitir experimentar antecipadamente aqui na terra

algo do que será nossa vida eterna

no seio de seu Pai, nosso Pai.

Podemos experimentar essa alegria antecipada

ao partir o pão por nós, na sua mesa,

o pão do Reino, como aconteceu com os discípulos de Emaús,

celebrando assim a primeira missa como ressuscitado,

para que a oferta de sua vida seja perpetuada

até que chegue, em sua glória,

e diga-nos para sempre, face a face, coração a coração:

“Vinde, benditos do meu Pai…”.

Pausa

Nesta Quarta-feira de Páscoa,

circunstâncias excepcionais continuam

a nos impedir de participar da celebração da Eucaristia.

No entanto, hoje mais do que nunca

devemos atualizá-la

amando-nos uns aos outros,

como Tu, Senhor, nos amaste.

Depois de um verdadeiro momento de silêncio, todos se levantam e fazem o sinal da cruz dizendo:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O condutor continua:

Para nos prepararmos para receber a Palavra de Deus

para que ela possa nos regenerar,

reconheçamos nossos pecados.

Segue o rito penitencial.

Senhor, tende piedade de nós.
Porque pecamos contra ti.

Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

E dai-nos a vossa salvação.

Que Deus Todo-Poderoso tenha misericórdia de nós,

perdoe os nossos pecados,

e nos conduza à vida eterna.

Amém

Recitamos ou cantamos:

Senhor, tende piedade.
Senhor, tende piedade.

Cristo, tende piedade.
Cristo, tende piedade.

Senhor, tende piedade.
Senhor, tende piedade.

ORAÇÃO

O condutor recita a oração:

Senhor, que nos renovastes e fortalecestes pela celebração dos mistérios pascais, ajudai o vosso povo com a abundância da graça celeste para que alcance a liberdade perfeita e goze um dia no Céu a alegria que já começou a saborear na terra. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

R/. Aleluia

A pessoa encarregada da primeira leitura permanece de pé, enquanto as outras pessoas ficam sentadas.

PRIMEIRA LEITURA

Leitura dos Atos dos Apóstolos (3,1-10)

Naqueles dias:

Pedro e João subiram ao Templo

para a oração das três horas da tarde.

Então trouxeram um homem, coxo de nascença,

que costumavam colocar todos os dias

na porta do Templo, chamada Formosa,

a fim de que pedisse esmolas aos que entravam.

Quando viu Pedro e João entrando no Templo,

o homem pediu uma esmola.

Os dois olharam bem para ele

e Pedro disse: ‘Olha para nós!’

O homem fitou neles o olhar,

esperando receber alguma coisa.

Pedro então lhe disse:

‘Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou:

em nome de Jesus Cristo, o Nazareno,

levanta-te e anda!’

E pegando-lhe a mão direita, Pedro o levantou.

Na mesma hora,

os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes.

Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar.

E entrou no Templo junto com Pedro e João,

andando, pulando e louvando a Deus.

O povo todo viu o homem andando e louvando a Deus.

E reconheceram que era ele

que pedia esmolas, sentado na porta Formosa do Templo.

E ficaram admirados e espantados

com o que havia acontecido com ele.
Palavra do Senhor.

O mesmo leitor, ou outro que for designado, lê o Salmo

SALMO (104)

R/. Exulte o coração dos que buscam o Senhor. Aleluia.

Dai graças ao Senhor, gritai seu nome,

anunciai entre as nações seus grandes feitos!

Cantai, entoai salmos para ele,

publicai todas as suas maravilhas!

R/. Exulte o coração dos que buscam o Senhor. Aleluia.
Gloriai-vos em seu nome que é santo,

exulte o coração que busca a Deus!

Procurai o Senhor Deus e seu poder,

buscai constantemente a sua face!
R/. Exulte o coração dos que buscam o Senhor. Aleluia.

Descendentes de Abraão, seu servidor,

e filhos de Jacó, seu escolhido,

ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus,

vigoram suas leis em toda a terra.

R/. Exulte o coração dos que buscam o Senhor. Aleluia.

Ele sempre se recorda da Aliança,

promulgada a incontáveis gerações;

da Aliança que ele fez com Abraão,

e do seu santo juramento a Isaac.

EVANGELHO

Para aclamar o Evangelho, cantamos o Aleluia triunfal:

R/ Aleluia, aleluia, aleluia.

Este é o dia do triunfo do Senhor,

dia de alegria e júbilo.
R/ Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho segundo Lucas (24,13-35)

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana,
dois dos discípulos de Jesus
iam para um povoado, chamado Emaús,
distante onze quilômetros de Jerusalém.
Conversavam sobre todas as coisas que tinham
acontecido.
Enquanto conversavam e discutiam,
o próprio Jesus se aproximou
e começou a caminhar com eles.
Os discípulos, porém, estavam como que cegos,
e não o reconheceram.
Então Jesus perguntou:
‘O que ides conversando pelo caminho?’
Eles pararam, com o rosto triste,
e um deles, chamado Cléofas, lhe disse:
‘Tu és o único peregrino em Jerusalém
que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?’
Ele perguntou: ‘O que foi?’
Os discípulos responderam:
‘O que aconteceu com Jesus, o Nazareno,
que foi um profeta poderoso em obras e palavras,
diante de Deus e diante de todo o povo.
Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes
o entregaram para ser condenado à morte e o
crucificaram.
Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel,
mas, apesar de tudo isso,
já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!
É verdade que algumas mulheres do nosso grupo
nos deram um susto.
Elas foram de madrugada ao túmulo
e não encontraram o corpo dele.
Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos
e que estes afirmaram que Jesus está vivo.
Alguns dos nossos foram ao túmulo
e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito.
A ele, porém, ninguém o viu.’
Então Jesus lhes disse:
‘Como sois sem inteligência e lentos
para crer em tudo o que os profetas falaram!
Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso
para entrar na sua glória?’
E, começando por Moisés e passando pelos Profetas,
explicava aos discípulos
todas as passagens da Escritura
que falavam a respeito dele.
Quando chegaram perto do povoado para onde iam,
Jesus fez de conta que ia mais adiante.
Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo:
‘Fica conosco, pois já é tarde
e a noite vem chegando!’
Jesus entrou para ficar com eles.
Quando se sentou à mesa com eles,
tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.
Nisso os olhos dos discípulos se abriram
e eles reconheceram Jesus.
Jesus, porém, desapareceu da frente deles.
Então um disse ao outro:
‘Não estava ardendo o nosso coração
quando ele nos falava pelo caminho,
e nos explicava as Escrituras?’
Naquela mesma hora, eles se levantaram
e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze
reunidos com os outros.
E estes confirmaram:
‘Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!’
Então os dois contaram
o que tinha acontecido no caminho,
e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.
Palavra da Salvação.

O Evangelho conclui sem aclamação. Todos se sentam. O condutor volta a ler lentamente, como se fosse um eco distante:

No profundo do nosso coração marcado pelo pecado,

deixemos ecoar esta palavra do Senhor,

que é endereçada pessoalmente a cada um de nós:

“Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo.”

Permanecemos três minutos em silêncio para meditar. 

PAI NOSSO

O condutor da celebração introduz o Pai Nosso

Unidos no Espírito e na comunhão da Igreja,

fiéis à recomendação do Salvador,

ousamos dizer:

Reza-se o Pai Nosso

Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.

E imediatamente todos prosseguem proclamando: 

Teu é o reino, o poder e a glória para sempre, Senhor.

O condutor segue dizendo: 

Acabamos de juntar nossa voz

à do Senhor Jesus para rezar ao Pai.

Nós somos filhos no Filho.

Na caridade que nos une,

renovados pela Palavra de Deus,

podemos trocar um gesto de paz,

sinal de comunhão

que recebemos do Senhor.

Faz-se o gesto da paz.

Sentamo-nos.

COMUNHÃO ESPIRITUAL

O condutor diz:

Como não podemos receber a comunhão sacramental, o Papa Francisco nos convida urgentemente a realizar a comunhão espiritual, também chamada de “comunhão do desejo”. O Concílio de Trento nos lembra que “trata-se de um desejo ardente de alimentar-se deste pão celestial, unidos a uma fé viva que trabalha pela caridade, e isso nos torna participantes dos frutos e graças do Sacramento”. O valor da nossa comunhão espiritual portanto, depende da nossa fé na presença de Cristo na Eucaristia, como fonte de vida, amor e unidade, e de nosso desejo de receber a Comunhão, apesar de tudo.

Com esta disposição, convido-vos a reclinar a cabeça, fechar os olhos e viver um momento de recolhimento.

Pausa em silêncio

No mais profundo de nossos corações

deixemos crescer o desejo ardente de nos unirmos a Jesus,

em comunhão sacramental,

e de fazer que seu amor se faça vivo em nossas vidas,

amando nossos irmãos e irmãs como Ele nos amou.

Permanecemos cinco minutos em silêncio em um diálogo de coração a coração com Jesus Cristo. Podemos elevar um canto de ação de graças. Colocamo-nos de pé, e todos juntos pronunciam esta oração:

Deus todo-poderoso, ouvi a nossa oração e dirigi os corações dos vossos fiéis, para que, purificados pela graça do Baptismo, mereçam alcançar a bem-aventurança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amém.

BÊNÇÃO

O condutor da Celebração, com as mãos juntas, pronuncia em nome de todos a fórmula da bênção:

Pela intercessão de São N.
[padroeiro da paróquia],

de todos os santos e santas de Deus,

que o Senhor da perseverança e da fortaleza

ajude-nos a viver o espírito de

sacrifício, compaixão e amor de Jesus Cristo.

Desta forma, em comunhão com o Espírito Santo,

daremos glória a Deus,

Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo,

pelos séculos dos séculos.

R. Amém.

Todos juntos olhando para a cruz pedem a bênção do Senhor:

Desça sobre nós a bênção de Deus e permaneça para sempre. Amém.

Todos fazem o sinal da cruz.
Os pais podem fazer o sinal da cruz na testa dos filhos pequenos.
É possível concluir a celebração elevando um cântico à Virgem Maria.

Regina caeli, laetare, alleluia,

quia quem meruisti portare, alleluia,

resurrexit sicut dixit, alleluia;

ora pro nobis Deum, alleluia.

Reina del cielo, alégrate, aleluya.

Porque aquel a quien mereciste llevar, aleluya,

resucitó según su palabra, aleluya.

Ruega al Señor por nosotros, aleluya.

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