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O que a Páscoa nos ensina sobre a verdadeira felicidade

JESUS' TOMB
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Se queremos ser felizes, precisamos ouvir a sabedoria dos anjos diante do sepulcro vazio de Jesus

Quando as mulheres chegaram ao túmulo de Jesus e o encontraram vazio, dois anjos apareceram e disseram: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo?” (Lucas 24,5).

Essa pergunta pode nos ensinar uma profunda verdade espiritual.

A escritora Elizabeth Hasell comenta esse versículo em seu livro Meditations for Passion and Eastertide: “Essas palavras, endereçadas pelos anjos do sepulcro às mulheres (…) parecem que foram ditas a mim. Pois não é ‘buscar os vivos entre os mortos’ o que tenho feito a vida inteira e pareço inclinada a continuar fazendo isso?’”

Hasell expande seu comentário, refletindo sobre como muitas vezes buscamos a felicidade terrena “entre os mortos”, concentrando-se naquilo que está acontecendo.

“O que eu procuro? Facilidade, descanso, conforto, prazer, felicidade. E onde? Neste mundo. E, se assim for, não estou buscando os vivos entre os mortos? Pois posso obter essas bênçãos em sua plenitude das coisas terrenas, em todas as quais o pecado misturou problemas e em todas as quais trouxe dissolução? Serei sábia se continuar buscando a felicidade em uma direção em que nunca encontrarei o que quero com perfeição?”

Sempre nos distraímos com a felicidade terrena, concentrando quase toda a nossa atenção em manter nossas necessidades físicas e terrenas. Embora Deus não negue nossos desejos de prazer terreno, ele nos exorta a apontar tudo de volta para ele e a procurá-lo acima de tudo.

Não encontraremos felicidade duradoura nesta terra, e toda a alegria que experimentamos é apenas um precursor da alegria que receberemos na visão beatífica do céu.

Os eventos da Páscoa nos lembram essa verdade simples e os anjos na tumba apontam nosso coração na direção certa.

Hasell conclui sua reflexão perguntando o que deveríamos estar fazendo, em vez de buscar a felicidade “entre os mortos”:

“E quais são essas coisas eternas invisíveis pelas quais devo dirigir meu curso? Certamente o próprio Cristo; e as coisas que Ele me pede que busque. O senso da presença e do favor de Deus, deleite em Seu serviço, amor fraterno, pureza, verdade – esses e outros são eternos; iniciados aqui, eles permanecerão e crescerão para sempre no grande futuro a seguir. Ao obtê-los, poderei usar corretamente as coisas terrenas; e, embora não dependa deles para minha felicidade, ainda assim recebo mais conforto e prazer deles como presentes de meu Pai do que eu poderia fazer enquanto colocasse meu coração neles, e não nEle.”

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