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Padre brasileiro defende sacerdotes acusados de “não fazer nada” na quarentena

CORONAVIRUS MASS
Piero CRUCIATTI | AFP
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“O que nós estamos fazendo nesta fase nem sempre tem direito a fotos nas redes sociais. Deus vê!”, escreveu o pe. Gabriel Vila Verde

Diante de generalizações injustas publicadas por algumas pessoas nas redes sociais, basicamente acusando os padres católicos de “não fazerem nada” durante o atual período de distanciamento social imposto pelas autoridades como tentativa de reduzir os contágios pelo coronavírus, o pe. Gabriel Vila Verde reagiu publicando em seu Facebook o seguinte comentário:

Eu não iria publicar isso aqui, nem em lugar algum, mas, ao ver comentários na internet, onde meus irmãos padres estão sendo atacados por causa da quarentena, não posso me calar.

Ontem à tarde, peguei 18 km de estrada de chão e fui atender 15 pessoas em Confissão, pois queriam a indulgência da Festa da Misericórdia. Fiquei no carro, com máscara, e eles à distância, recebendo a absolvição. Depois voltei para casa.

Os padres que eu conheço, nenhum está “acomodado”, muito menos satisfeito com essa situação. Pelo contrário, estamos sofrendo também.

Repito: estou publicando isso, não para me mostrar como “herói” ou “exemplo”, mas para evitar que outras pessoas colaborem com a difamação pública dos sacerdotes. Nós, ministros do altar, precisamos da oração dos fiéis, não de pedradas.

O que nós estamos fazendo nesta fase nem sempre tem direito a fotos nas redes sociais. Deus vê!

Sem contar que reclamar da falta de Eucaristia e xingar padres é o mesmo que morder a mão que alimenta e cuspir no prato que come.

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