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Um salmo para aliviar a ansiedade da futura mamãe

PREGNANCY
New Africa | Shutterstock
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Essa pandemia de coronavírus não é maior que o amor de Deus por você e seu bebê

É natural que os futuros pais e mamães se sintam preocupados pelo fato de estarem trazendo ao mundo uma nova vida neste momento sem precedentes na era moderna.

Eu sei que isso acontece:  você até tenta se concentrar no positivo, mas existem muitos fatores fora de seu controle que roubam a sua paz.

Mas tenha certeza disso: Deus e sua Providência são infalíveis. Desde o momento em que você concebeu este novo ser, Deus sabia que você daria à luz durante uma pandemia.  Não fazia parte dos planos humanos, mas o momento e as circunstâncias incomuns de sua gravidez e do parto estavam no plano de Deus desde o início.

Você nunca viu seu bebê, mas Deus já o conhece intimamente e ama seu filho ainda mais do que você. Deus quer o melhor para você e seu bebê. Descanse nesse conhecimento quando sentir que a ansiedade começa a aparecer.

É claro que é fácil dizer isso, mas, na prática, é difícil deixar de lado os medos e encontrar a paz diante de decisões e incertezas tão difíceis. A verdade é que você não tem forças para suportar esse sofrimento sozinho(a). Nenhum de nós tem.

Neste momento, mais do que nunca, precisamos pedir a Deus que nos dê paciência e coragem. Quantas vezes em um dia sentimos que não podemos mais continuar assim? Estes são os momentos em que podemos clamar a Deus: “Eu não posso fazer isso sozinho(a). Eu não sou forte o suficiente. Mas onde eu falho, sua graça é infinita. Me dê a força para avançar.”

E ele sempre dará!

Quando encontrar preocupações, se precisar de um lembrete do terno amor de Deus por você e por seu bebê, recorra às Escrituras nas palavras do Salmo 139 (138). Você pode praticar a Lectio Divina com esta passagem ou rezá-la regularmente durante a gravidez. Leia:

“Senhor, vós me perscrutais e conheceis.

Vós sabeis quando me sento e me levanto, 

conheceis à distância o meu próprio pensar.

Quer caminhe, quer repouse, vós o sabeis;

estais atento a todos os meus passos.

Ainda a palavra não chegou à boca,

já a conheceis plenamente.

Estais à minha frente e atrás de mim, 

sobre mim repousa a vossa mão.

Grande demais é essa ciência para o meu alcance,

tão alta que não posso atingi-la.

Como poderei ausentar-me do vosso espírito

e como fugir da vossa presença?

Se subir aos céus, lá vos encontro, 

se descer aos infernos, igualmente. 

Mesmo que me aposse das asas da aurora, 

e for morar nos confins do mar, mesmo aí, a vossa mão me conduz, 

e a vossa destra me segura.

Se eu disser: “Ao menos as trevas me cobrirão,

que a luz sobre mim seja qual noite”,

nem sequer as trevas serão bastante escuras para vós,

e a noite será clara como o dia;

tanto faz a luz como as trevas.

Vós é que plasmastes o meu interior,

me tecestes no seio de minha mãe.

Dou-vos graças por tantas maravilhas;

as vossas obras são admiráveis,

conheceis a sério a minha alma.

Nada da minha substância escapava quando era formado no silêncio, 

tecido nas entranhas da vida humana.

Vossos olhos contemplaram-me em embrião,

todos os dias se inscreviam no vosso livro, 

até antes que um só deles existisse. 

Quão insondáveis para mim, ó Deus, vossos pensamentos.

Quão imenso o seu número!

Quisera contá-los, são mais que as areias,

se pudesse chegar ao fim, estaria ainda convosco.” 

 

 

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