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Em nova e extensa biografia, Bento XVI desmascara o atual “credo anticristão”

BENEDICT XVI
DANIEL KARMANN | dpa Picture-Alliance/AFP
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“A verdadeira ameaça para a Igreja é a ditadura mundial de ideologias aparentemente humanistas”, alerta o Papa Emérito

A sociedade moderna tem adotado o seu próprio “credo anticristão” e vem punindo com a “excomunhão social” os que não compartilham desse credo.

É o que afirma o Papa Emérito Bento XVI, de 93 anos, em uma das passagens da sua nova biografia, “Benedikt XVI – Ein Leben” (Bento XVI – Uma vida), recém-publicada na Alemanha (4 de maio). O livro de mais de 1.100 páginas foi escrito pelo também alemão Peter Seewald, que já havia publicado conjuntamente com Joseph Ratzinger quatro obras de grande destaque: “O Sal da Terra” (1997) e “Deus e o Mundo” (2002), quando Ratzinger ainda era cardeal; “Luz do Mundo” (2010), quando ele já era o Papa reinante; e, por fim, “O Último Testamento” (2016), com Bento XVI já sendo o Papa Emérito. A nova biografia, por enquanto, está disponível somente em alemão. A versão em inglês está prevista para ser lançada em novembro.

A parte final do livro é uma entrevista em que, no meio de outros assuntos, Bento se refere às grandes ameaças enfrentadas pela Igreja. Ele declara:

“A verdadeira ameaça para a Igreja e, portanto, para o ministério de São Pedro, consiste na ditadura mundial de ideologias aparentemente humanistas. Contradizê-las constitui uma exclusão do consenso social básico (…) A sociedade moderna está no processo de formular um ‘credo anticristão’. E quem resiste a ele é castigado com a excomunhão social. O medo desse poder espiritual do Anticristo é, portanto, muito natural, e são realmente necessárias as orações de toda a Igreja para resistir a ele”.

O Papa Emérito recordou ainda o que havia declarado na audiência geral de 27 de fevereiro de 2013, a sua última como pontífice reinante:

“Na Igreja, em meio a todos os esforços da humanidade e ao poder confuso do espírito maligno, sempre se pode discernir o poder sutil da bondade de Deus. Mas a escuridão dos sucessivos períodos históricos nunca separará a alegria completa de ser cristão. Sempre há momentos na Igreja e na vida do cristão em que se sente profundamente que o Senhor nos ama, e esse amor é alegria, é ‘felicidade'”.

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